1735 no Brasil

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Décadas:
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  • década de 1730
  • década de 1740
  • década de 1750
Ver também: Outros eventos de 1735
Anos no Brasil
Cronologia da história do Brasil

1735 no Brasil corresponde aos eventos ocorridos no território da América Portuguesa durante o ano de 1735, marcado pela substituição das Casas de Fundição pelo sistema de capitação nas Minas Gerais, pela proibição da extração de diamantes e pela inauguração do governo do vice-rei conde das Galveias.

Novo sistema fiscal e fim das Casas de Fundição

O evento mais significativo de 1735 na economia colonial foi a substituição das Casas de Fundição pelo sistema de capitação como mecanismo de arrecadação do quinto do ouro nas Minas Gerais. A partir de 1º de julho de 1735, a Casa de Fundição de Vila Rica foi fechada, e o novo imposto passou a ser cobrado por cabeça de escravo empregado nos serviços de mineração, por cada estabelecimento comercial e pelos ofícios desempenhados na capitania. O sistema de capitação permaneceria em vigor até 1751, quando as Casas de Fundição foram restabelecidas.[1]

A capitação era considerada mais equitativa por alguns setores da sociedade colonial, pois recaía diretamente sobre cada escravo e estabelecimento, independentemente do volume de ouro extraído. Por outro lado, favorecia os grandes mineradores, que diluíam o custo sobre uma grande quantidade de escravizados, e prejudicava os pequenos garimpeiros.

Proibição da extração de diamantes

Em 1735, a Coroa Portuguesa determinou a proibição da extração de diamantes no Distrito Diamantino por cinco anos. A medida foi adotada porque o excesso de oferta de diamantes brasileiros no mercado europeu havia derrubado o preço internacional das pedras, ameaçando a rentabilidade do negócio para a Coroa. A paralisação buscava estabilizar o mercado e preparar um sistema de controle mais eficaz antes de reabrir a exploração.[2]

Novo vice-rei

Em maio de 1735, André de Melo e Castro, conde das Galveias, assumiu o governo-geral do Estado do Brasil, tornando-se o quinto a receber o título de vice-rei. Seu governo se estenderia até 1749, atravessando um período de grandes transformações no sistema colonial.[3]

Igreja Católica

Em 1735, foi criada na cidade do Rio de Janeiro a Aula de Arquitetura Militar e Engenharia, sendo o engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim seu primeiro professor. Essa instituição, que formaria os engenheiros militares responsáveis pela construção de fortes, caminhos e edifícios públicos na colônia, era parte do sistema de instrução pública mantido pelo Estado português — no qual os professores eclesiásticos e os mestres formados em colégios religiosos desempenhavam papel central.

As irmandades religiosas de Minas Gerais continuavam a financiar obras de arte sacra, contratando entalhadores, pintores e escultores para a decoração de suas capelas. O patrocínio coletivo das irmandades — substituindo o mecenato individual das cortes europeias — seria a principal força motriz da arte barroca colonial.

Ver também

Referências

  1. ↑ Casas de Fundição e da Moeda no Brasil e em Portugal. In: População e Sociedade, CEPESE, n. 21. Disponível em: https://www.cepese.pt. Acesso em mar. 2026.
  2. ↑ Consecti. «Pesquisa reconstitui a história dos dois maiores diamantes encontrados no Brasil Colonial». Disponível em: https://consecti.org.br. Acesso em mar. 2026.
  3. ↑ Arquivo Nacional. Cronologia do Período Colonial (1700–1807). Disponível em: https://mapa.an.gov.br. Acesso em mar. 2026.

Ligações externas