Alessandra Haber
Alessandra Haber | |
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| Deputada Federal pelo Pará | |
| Período | 1º de fevereiro de 2023 à atualidade |
| Legislatura | 57.ª legislatura (2023–27) |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Alessandra Haber Carvalho Santos |
| Nascimento | 15 de setembro de 1988 (37 anos) Belém, Pará |
| Nacionalidade | brasileira |
| Alma mater | Universidade do Estado do Pará |
| Cônjuge | Daniel Santos |
| Partido | MDB (2022–2026) PSB (2026) PODE (2026-presente) |
| Profissão | médica |
Alessandra Haber Carvalho Santos (Belém, 15 de setembro de 1988) é uma médica e política brasileira,[1] filiada ao Podemos (PODE) e atualmente deputada federal pelo Pará.[2]
Biografia
Alessandra Haber formou-se em medicina pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) em 2011.[3]
Atua como médica dermatologista no Hospital Santa Maria de Ananindeua (HSMA). Nas eleições de 2022 foi eleita deputada federal pelo Pará, com 258.907 votos, sendo a candidatura mais votada do estado.[4]
É casada com o atual prefeito de Ananindeua, o também médico Daniel Santos (PODE).[4]
Controvérsias
Questionamentos sobre uso da cota parlamentar
Em 7 de fevereiro de 2026, o jornal ''Diário do Pará'' publicou reportagem informando que a deputada federal Alessandra Haber (MDB-PA) destinou aproximadamente R$ 375 mil de recursos da cota parlamentar para pagamento de serviços de divulgação de atividade parlamentar nas redes sociais a uma empresa identificada como A.A. dos Santos Mendes. [5]
Segundo a reportagem, os pagamentos teriam ocorrido ao longo de 2023 e 2024. O veículo afirmou que o endereço registrado da empresa junto à Receita Federal não apresentaria sede física identificável no local informado, e destacou que o capital social declarado seria de R$ 100 mil. [5]
A matéria também mencionou que haveria ligação indireta entre a empresa contratada e o grupo político do prefeito de Ananindeua, Daniel Barbosa Santos, marido da deputada, com referência a registros societários e vínculos políticos locais descritos na reportagem. [5]
Ainda de acordo com o jornal, foram apontadas coincidências cadastrais entre a empresa contratada e outra de denominação semelhante, incluindo uso do mesmo número de telefone, o que motivou questionamentos acerca da estrutura operacional da prestadora de serviços. [5]
A reportagem informou que os fatos relatados poderiam ser objeto de apuração por órgãos de controle competentes. [5]
15 milhões de "Emendas Pix"
Em janeiro de 2026, reportagem do Diário do Pará informou que cerca de R$ 15 milhões em emendas parlamentares na modalidade “Emenda Pix” — tipo de transferência especial que permite o envio direto de recursos federais a estados e municípios, com menor exigência de detalhamento prévio da destinação — foram destinados ao município de Ananindeua por iniciativa da deputada federal Alessandra Haber. Os repasses ocorreram durante a gestão do então prefeito Daniel Santos e beneficiaram empresas que, à época, eram alvo de investigações por supostas irregularidades contratuais e fraudes licitatórias.[6]
A maior parte dos recursos, aproximadamente R$ 11,6 milhões, foi destinada à Construtora Santa Cruz, empresa que mantinha contratos milionários com a prefeitura e era investigada por suspeitas de irregularidades em processos licitatórios. Entre os pontos apurados estava um contrato estimado em R$ 42 milhões, no qual teriam sido identificados indícios de falhas de publicidade e possível restrição à concorrência. [6][7]
Reportagens também relataram que a Construtora Santa Cruz teria realizado uma transferência de R$ 500 mil, valor que consta na relação de pagamentos vinculados à aquisição de uma mansão no município de Fortim (CE) pelo prefeito, informação obtida no âmbito das investigações conduzidas pelo Ministério Público do Pará. [6] [8]
Outros R$ 3,7 milhões foram direcionados à Norte Ambiental Gestão e Serviços, que já havia recebido mais de R$ 60 milhões em contratos municipais para serviços como manutenção urbana e coleta de lixo. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de que o prefeito foi flagrado utilizando um jatinho particular de matrícula PP-OLY, pertencente à Lucena Infraestrutura Ltda. e associado à empresa contratada pelo município, que teria recebido R$ 58,5 milhões da Prefeitura de Ananindeua entre 2023 e 2025. [9] [10]
Segundo os dados citados nas reportagens, as duas empresas somaram mais de R$ 261 milhões em contratos com a Prefeitura de Ananindeua entre 2021 e 2025. [11]
Referências
- ↑ «Candidata Dra Alessandra Haber | Eleições 2022». Estadão. Consultado em 5 de outubro de 2022
- ↑ «Podemos na Câmara cresce após janela e consolida bancada federal em São Paulo – Podemos». 5 de abril de 2026. Consultado em 5 de abril de 2026
- ↑ «Deputada Alessandra Haber». Câmara dos Deputados. Consultado em 9 de julho de 2023
- 1 2 «Alessandra Haber é a deputada federal mais votada no Pará nas eleições de 2022». G1. Consultado em 5 de outubro de 2022
- 1 2 3 4 5 Pinheiro, Ana Célia (7 de fevereiro de 2026). «Alessandra Haber bancou empresa sem sede ligada ao grupo político de Daniel Santos». Diário do Pará. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- 1 2 3 Pinheiro, Ana Célia (10 de janeiro de 2026). «Ananindeua: R$ 15 milhões em emendas pix beneficiam empresas investigadas». Diário do Pará. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Pinheiro, Ana Célia (6 de setembro de 2025). «Prefeitura de Ananindeua turbina empresa investigada com mais de R$ 161 milhões». Diário do Pará. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Online, DOL-Diário (1 de novembro de 2025). «Grupo pagou mansão de Daniel Santos no Ceará». DOL - Diário Online. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ «Prefeito de Ananindeua usa jatinho de empresa contratada por R$ 58,5 milhões». O Liberal. 14 de outubro de 2025. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Teixeira, Isadora (14 de outubro de 2025). «Vídeo: prefeito de Ananindeua viaja em jatinho de empresa que recebeu R$ 58,5 milhões do município». www.metropoles.com. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
- ↑ Pinheiro, Ana Célia (10 de janeiro de 2026). «Ananindeua: R$ 15 milhões em emendas pix beneficiam empresas investigadas». Diário do Pará. Consultado em 13 de fevereiro de 2026
