Alice Weidel

Alice Weidel
Líder da Alternativa para a Alemanha no Bundestag
Períododesde 28 de Setembro de 2017
com Alexander Gauland
Membro do Bundestag por Baden-Württemberg
Períododesde 24 de outubro de 2017
Dados pessoais
Nascimento6 de fevereiro de 1979 (47 anos)
Gütersloh, Alemanha Ocidental
Nacionalidadealemã
Alma materUniversidade de Bayreuth
ParceiraSarah Bossard
Filhos(as)2
PartidoAlternativa para a Alemanha
ResidênciaBerlim, Alemanha
Bienna, Suíça
Websitewww.alice-weidel.de

Alice Elisabeth Weidel (Gütersloh, 6 de fevereiro de 1979) é uma política de extrema-direita[1][2][3] alemã. Juntamente com Alexander Gauland, ela foi a principal candidata do seu partido de extrema-direita nacionalista, o Alternativa para a Alemanha, nas eleições federais na Alemanha em 2017. Nessas eleições, o seu partido recebeu 13% dos votos, o que colocou a AfD como o terceiro maior partido do parlamento alemão.

Weidel é declaradamente lésbica. Sua companheira, Sarah Bossard, uma produtora de cinema suíça nascida no Sri Lanka, e os dois filhos do casal moram na Suíça, na fronteira com a Alemanha. Contudo, seu partido votou contra o casamento gay e a adoção de crianças por casais homossexuais. Weidel não criticou a postura do seu partido. Ela afirmou que a união civil já equipara casais gays aos heterossexuais. Weidel também afirmou que considera o aumento no número de islâmicos na Alemanha uma ameaça aos homossexuais. [4][5][6]

Política

Weidel filiou-se à Alternativa para a Alemanha (AfD) em outubro de 2013.[7] Segundo Weidel, ela se sentiu atraída pelo partido inicialmente por sua oposição ao euro.[8] Foi eleita para o comitê executivo federal da AfD em junho de 2015.[9] Em abril de 2017, foi eleita co-candidata principal do partido.[10] Ela é a primeira lésbica a atuar como candidata principal de seu partido.[11] Ela foi identificada pela mídia como pertencente à facção conservadora mais moderada da Alternative Mitte dentro da AfD.[12][13]

O bilionário imobiliário suíço Henning Conle apoiou a AfD. Ele doou um total de 132.000 euros por meio de laranjas para a campanha eleitoral federal de Alice Weidel em 2017. Conle disfarçou sua doação da Suíça em 18 parcelas.[14][15] A AfD teve que pagar uma multa elevada ao Bundestag por essa doação, mas Weidel e três outros funcionários saíram impunes.[15] Uma doação recorde alemã de 2,35 milhões de euros à AfD feita pelo político local austríaco do FPÖ, Gerhard Dingler, no início de 2025, foi identificada como estando ligada a Conle.[16] Se comprovada, tal doação violaria as leis alemã e austríaca e seria severamente penalizada.[16]

Em janeiro de 2024, Weidel demitiu o assessor Roland Hartwig após ele participar de uma reunião polêmica com ativistas alemães de extrema-direita, na qual foram discutidos planos para deportar milhões de pessoas que vivem na Alemanha.[17]

Posições políticas

Weidel defende vigorosamente o liberalismo econômico e declara a ex-primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher como seu modelo.[18]

Weidel apoia a permanência da Alemanha na União Europeia;[8] no entanto, em uma entrevista ao Financial Times publicada em janeiro de 2023, Weidel delineou a abordagem de seu partido no caso de uma tomada de poder do governo: se uma tentativa da AfD de resolver o "déficit democrático" da UE não tivesse sucesso, a saída da Alemanha da UE seria submetida a votação, seguindo o exemplo da Grã-Bretanha.[19][20] Economistas renomados consideram este o pior cenário econômico.[21] Em 2015, ela também se manifestou a favor da saída da Alemanha da Zona do Euro e pediu o retorno a uma moeda padrão-ouro.[22][8] No início de 2025, ela indicou que não acredita mais em um retorno ao marco alemão, dizendo que seria "tarde demais para deixar o euro". Assim, ela relativizou as demandas de seu partido por um retorno à moeda nacional, que a AfD estabeleceu em seu programa para as eleições federais de 2025. No entanto, ela previu que o euro seria abolido de forma desorganizada e que isso custaria enormes quantias de riqueza.[23][24]

Durante a conferência do partido AfD em junho de 2024, ela disse que era do interesse da Alemanha e da Europa que "a Ucrânia não pertencesse à União Europeia".[25]

Desde 2025, a AfD colabora com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, nacionalista e populista de direita. Weidel elogiou a Hungria como modelo para a AfD, afirmando que a organização compartilha a oposição húngara à imigração ilegal e sua posição em relação à União Europeia.[26] Em fevereiro de 2025, Weidel declarou sobre a política da AfD em relação à União Europeia: "Devemos trabalhar juntos para reformar a União Europeia a todo custo. E isso só pode ser feito internamente. Podemos conseguir isso reduzindo as competências da União Europeia, desmantelando toda a superestrutura burocrática, dispendiosa — e, na minha opinião, corrupta."[27]

Referências

  1. ↑ Connolly, Kate (23 de março de 2025). «How AfD's Alice Weidel went from German pariah to top opposition figure». The Guardian. ISSN 0261-3077
  2. ↑ «'Perfect fig leaf': German AfD leader Alice Weidel helps 'normalise' her far-fight party». France 24. 23 de fevereiro de 2025
  3. ↑ «How Alice Weidel redefined Germany's far right – Euractiv». www.euractiv.com. Cópia arquivada em 30 de janeiro de 2025
  4. ↑ Guimarães, Maria João. «Resultado abaixo do esperado para Merkel empurra Alemanha para experiência inédita de governação». PÚBLICO
  5. ↑ (www.dw.com), Deutsche Welle. «Alice Weidel, a candidata de topo da AfD nas eleições do Bundestag | Alemanha decide | DW | 22.09.2017». DW.COM. Consultado em 24 de setembro de 2017
  6. ↑ Haaretz; Reuters (24 de setembro de 2017). «Meet Alice Weidel, the Former Goldman Sachs Banker and Lesbian Leader of Germany's Far-right». Haaretz (em inglês)
  7. ↑ am Orde, Sabine (9 de setembro de 2017). «AfD-Politikerin Alice Weidel: Die neue Rechte». Die Tageszeitung. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2017
  8. 1 2 3 Ma, Alexandra (22 de setembro de 2017). «Meet Alice Weidel, the ex-Goldman Sachs banker who could lead a far-right party to its best German election result since the Nazis». Business Insider. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2017
  9. ↑ Amann, Melanie; Becker, Sven (3 de maio de 2017). «Neue AfD-Spitzenkandidatin Wer ist Alice Weidel?». Der Spiegel (18/2017). Cópia arquivada em 3 de maio de 2017
  10. ↑ Luyken, Jörg (11 de maio de 2017). «'Merkel is insane': meet the woman leading the AfD into the elections». The Local. Cópia arquivada em 11 de maio de 2017
  11. ↑ Woolsey, Barbara (20 de setembro de 2017). «Cosmopolitan Lesbian Turns Far-Right Agitator». Handelsblatt Global. Cópia arquivada em 23 de setembro de 2017
  12. ↑ «Diese Geste finden "gemäßigte" AfDler verfassungsfeindlich». WeltN24. 3 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2017
  13. ↑ am Orde, Sabine (6 de outubro de 2017). «Alternative Mitte "gegen" Flügel». Die Tageszeitung. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2017
  14. ↑ am Orde, Sabine (10 de março de 2021). «Immobilienhai Henning Conle: Der große AfD-Finanzier?». Die Tageszeitung. ISSN 0931-9085. Cópia arquivada em 8 de agosto de 2023
  15. 1 2 Riedel, Katja (20 de setembro de 2021). «AfD: Strafverfahren im Parteispendefall um Alice Weidel eingestellt». Süddeutsche.de. Cópia arquivada em 20 de setembro de 2021
  16. 1 2 «Schwere Verdachtsmomente bei Millionenspende an AfD aus Österreich». DER STANDARD. Cópia arquivada em 5 de março de 2025
  17. ↑ «German far-right party assailed over report of extremist meeting». AP News. 18 de janeiro de 2024. Cópia arquivada em 18 de janeiro de 2024
  18. ↑ «Germany's far-right AfD leader: 'Margaret Thatcher is my role model'». The Guardian. 29 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2017
  19. ↑ «AfD-Chefin Alice Weidel sieht Brexit als "Modell für Deutschland"». FAZ.NET. 22 de janeiro de 2024. Cópia arquivada em 22 de janeiro de 2024
  20. ↑ Connolly, Kate (22 de janeiro de 2024). «Far-right AfD leader vows to campaign for Brexit-style EU exit vote in Germany». The Guardian. ISSN 0261-3077. Cópia arquivada em 22 de janeiro de 2024
  21. ↑ Böcking, David; Hülsen, Isabell; Sauga, Michael (23 de janeiro de 2024). «(S+) Alice Weidel: Ökonomen zerpflücken ihre Dexit-Idee». Der Spiegel. ISSN 2195-1349. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2024
  22. ↑ Sabine am Orde, Konrad Litschko, Andreas Speit: Auf dem rechten Weg, TAZ, 11. Juli 2015, S. 7.
  23. ↑ Caren Miosga: Was für ein Deutschland wollen Sie, Frau Weidel? – hier anschauen. Cópia arquivada em 3 de fevereiro de 2025 – via www.ardmediathek.de
  24. ↑ «AfD-Co-Chefin Weidel: Für den Euro, gegen den "Schuldkult"». tagesschau.de. Cópia arquivada em 3 de fevereiro de 2025
  25. ↑ «AfD-Parteitag in Essen geht weiter». tagesschau.de. Cópia arquivada em 30 de junho de 2024
  26. ↑ «Hungary's Orban hosts Germany's AfD leader Alice Weidel». Deutsche Welle. 13 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 15 de fevereiro de 2025
  27. ↑ {{citar notícia |título=German far right wants to join forces with Orbán to dismantle EU from within |url=https://www.politico.eu/article/alternative-for-germany-afd-alice-weidel-far-right-viktor-orban-hungary/ |obra=Politico |data=12/02/2025 |arquivodata=13/02/2025 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20250213082923/https://www.politico.eu/article/alternative-for-germany-afd-alice-weidel-far-right-viktor-orban-hungary/ >«Hungary's Orbán meets head of far-right German party AfD, calling her 'the future of Germany'». AP News. 12 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 13 de fevereiro de 2025