Alufá
O termo alufá ou alfa[carece de fontes] designa o líder religioso entre os negros muçulmanos do Rio de Janeiro e da Bahia, conforme registra o antropólogo, etnógrafo e historiador Câmara Cascudo. A palavra pode significar também doutor, teólogo, devoto ou marabu, segundo o jornalista e cronista João do Rio em sua obra As Religiões no Rio.
Entre os afro-brasileiros de origem igbomina e no candomblé de tradição afro-brasileira malê, o termo alufá passou também a designar o sacerdote que exerce a função de mestre e orientador no culto a Ifá, responsável pela transmissão dos ensinamentos e da prática ritual. Já a designação adifá refere-se ao sacerdote especificamente iniciado no culto de Ifá, cuja atuação mantém uma relação histórica e conceitual com a tradição dos alufás, embora corresponda a um campo ritual próprio.
Após a Revolta dos Malês, o uso público da palavra alufá tornou-se socialmente evitado, em razão das suspeitas e temores que cercavam as lideranças muçulmanas africanas. Por esse motivo, muitos sacerdotes passaram a ser identificados como babalaôs, termo de outra tradição étnica[1] que gradualmente se difundiu no Brasil.
Referências
- ↑ BASCON, William. Ifá Divination. p. 7: Entre os iorubás, são sacerdotes muçulmanos que no jogo da adivinhação cortam a areia.