Baltasar Buschle
Baltasar Buschle | |
|---|---|
![]() Buschle em 1960 | |
| 28.º Prefeito de Joinville | |
| Período | 4 de julho de 1958 a 31 de janeiro de 1961 |
| Antecessor(a) | Dario Geraldo Salles |
| Sucessor(a) | Helmut Fallgatter |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Ludovico Baltasar Buschle |
| Nascimento | 25 de agosto de 1918 São Bento do Sul, SC |
| Morte | 24 de julho de 2009 (90 anos) Joinville, SC |
| Partido | PRP |
| Profissão | |
Ludovico Baltasar Buschle (São Bento do Sul, 25 de agosto de 1918 – Joinville, 24 de julho de 2009) conhecido apenas por Baltasar Buschle, foi um empresário e político brasileiro atuante em Joinville, Santa Catarina.
Biografia

Nascido a 25 de agosto de 1918 na cidade de São Bento do Sul em Santa Catarina (SC), mudou-se para Joinville aos 14 anos em 1932 e tornou-se influente empresário, fundando a empresa Buschle & Lepper S/A em 1943.[1] Buschle faleceu em 24 de julho de 2009, aos 90 anos de idade, em decorrência disto, o então prefeito de Joinville pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Carlito Merss, decretou luto oficial de três dias no município.[2]
Em 1958, venceu a eleição com 53,18% (8.383) dos votos contra 46,82% (6.445) de seu adversário udenista, elegendo-se prefeito pela coligação União Joinvilense, uma chapa de oposição ao governo da cidade, formado pelo Partido Social Democrático (PSD), pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e pelo Partido de Representação Popular (PRP), sendo este último a sua sigla partidária. Seu mandato enfrentou forte oposição udenista na Câmara de Vereadores, em especial sobre reajustes salariais e aprovação de contas. Entre suas iniciativas estão leis municipais para benefícios sociais (pensão a viúva de servidor falecido, Lei 499/1959), saúde pública (vacinação antirrábica obrigatória, Lei 504/1959) e fomento industrial (isenções fiscais a empresas pioneiras, Lei 524/1960). Se manteve no cargo até 1961, tendo optado por não disputar nova eleição em 1960, tendo sido sucedido por Helmut Fallgatter sob a mesma chapa da União Joinvilense.[1]
Envolvimento com o integralismo
Foi o terceiro prefeito integralista de Joinville, com seus anteriores tendo sido Marinho Lobo e Aristides Largura. Apesar das análises acadêmicas sugerirem que Buschle não tinha longas relações partidárias com o PRP do antigo chefe nacional da Ação Integralista Brasileira (AIB), inclusive sendo citado como alguém sem "compromissos partidários",[3] foi descrito como um integralista da cidade pelo jornal trabalhista Unidade (SC)[4] e o próprio Plínio Salgado mandou os integralistas de Joinville votarem nele nas eleições municipais de 1958.[5]
Ver também
Referências
- 1 2 SILVA, Janine Gomes da (2004). Tempo de lembrar, tempo de esquecer... (PDF). As vibrações do Centenário e o período da Nacionalização: histórias e memórias sobre a cidade de Joinville. Florianópolis: [s.n.] pp. 33, 63
- ↑ «DECRETO N.º 15.820, de 24 de julho de 2009». Leis Municipais. 14 de outubro de 2009. Consultado em 14 de março de 2026
- ↑ MIRA, Vinícius José (2025). A política partidária em Joinville durante a Terceira República (1947-1960). Santa Catarina: Confluências Culturais
- ↑ «Negou-se o prefeito Baltasar Buschle a doar o terreno para a Casa Popular». Florianópolis. Unidade (39): 4. 4 de outubro de 1958
- ↑ «Emissário de Plínio Salgado em Joinville». O Estado de Florianópolis (13325): 12. 29 de abril de 1958
