Canal 14
| Canal 14 ערוץ 14 | |
|---|---|
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| País | |
| Fundação | 30 de junho de 2014 |
| Proprietário | Yitzchak Mirilashvili |
| Sede | Modi'in-Maccabim-Re'ut, Israel |
| Formato de vídeo | HDTV 720p |
| Página oficial | www |
Agora 14 (em hebraico: עכשיו 14; romaniz.: achsav 14), coloquialmente conhecido como Canal 14 (em hebraico: ערוץ 14; romaniz.: arutz 14), é um canal de televisão comercial e site de notícias israelense de direita e conservador. O canal transmite notícias, comentários políticos, sátiras e talk shows, todos apresentados sob uma perspectiva de direita. O acionista controlador do canal é Yitzchak Mirilashvili [en].[1]
História
O Canal 20 (posteriormente renomeado para Agora 14) foi criado como parte de uma reforma no sistema de radiodifusão israelense, proposta pelo Comitê Yossi Peled em 1997, com o objetivo de promover o patrimônio cultural judaico. Após licitações fracassadas em 2005 e 2006,[2] o canal foi finalmente estabelecido em 2014 sob a liderança de Yitzchak Mirilashvili, inicialmente focado em programação religiosa e cultural, mas enfrentando restrições regulatórias.[3] Em 2018, sob nova legislação, o canal expandiu sua programação para incluir notícias, transferindo-se para o Canal 14 em 2021 e adotando o nome Agora 14, tornando-se um veículo de destaque no cenário midiático israelense, com forte enfoque em jornalismo e debates políticos.
Controvérsias
O Canal 14 (anteriormente Canal 20) tem enfrentado duras críticas por seu viés de direita, postura favorável a Benjamin Netanyahu e retórica inflamatória.[4] Acusações incluem a promoção de crimes de guerra durante o conflito em Gaza, a exclusão de correntes judaicas reformistas e conservadoras, e a exibição de entrevistas com extremistas condenados.[5] O canal já foi multado por práticas discriminatórias e alvo de protestos por declarações de ódio contra manifestantes, comunidades LGBTQ+ e civis árabes.[6][7][8] Suas reportagens enganosas, incluindo um vídeo manipulado do ex-premiê Naftali Bennett, e comentários sensacionalistas renderam comparações com a Fox News.[9] Em 2024, a polêmica internacional aumentou após o canal defender a desconsideração do direito internacional e veicular uma imagem controversa sugerindo a mira no clérigo xiita Ali al-Sistani, consolidando sua reputação como um veículo polarizado e extremista.[10]
Referências
- ↑ Liphshiz, Cnaan (26 de julho de 2017). «Billionaire unjustly jailed in Putin's Russia to represent Jewish ex-Soviet communities». Jewish Telegraphic Agency (em inglês). Consultado em 10 de junho de 2025
- ↑ גאוני, יעל (19 de dezembro de 2006). «זכיית בן-צבי וגניגר בהפעלת ערוץ המורשת צפויה להתבטל בימים הקרובים». Globes. Consultado em 10 de junho de 2025
- ↑ אברבך, לי-אור (15 de agosto de 2013). «ערוץ מורשת החדש קיבל רישיון: יעלה בראשית 2014». Globes. Consultado em 10 de junho de 2025
- ↑ «Israel's Channel 14 has a lot of problematic content - opinion | The Jerusalem Post». The Jerusalem Post | JPost.com (em inglês). 30 de abril de 2024. Consultado em 10 de junho de 2025
- ↑ Staff, Al Jazeera. «US slams 'suggestion of targeting' Muslim scholar al-Sistani by Israeli TV». Al Jazeera (em inglês). Consultado em 10 de junho de 2025
- ↑ «שוב, מגזין ערוץ 14 בשער הומופובי; חושן: "לא ניתן לאף אחד לפגוע בנוער הגאה" - וואלה ברנז'ה». וואלה (em hebraico). 28 de março de 2023. Consultado em 10 de junho de 2025
- ↑ «ארי שמאי באמירה קשה: זו הסיבה שהושעה מערוץ 14». Ice (em hebraico). 23 de fevereiro de 2023. Consultado em 10 de junho de 2025
- ↑ בוקר, רן (19 de maio de 2021). «הכתב הצבאי אמר "נפלה רקטה ביישוב ערבי, לצערנו אין המוני הרוגים" - ופוטר מערוץ 20». Ynet (em hebraico). Consultado em 10 de junho de 2025
- ↑ «נפתלי בנט תוקף את ערוץ 14: "פייק מוחלט"». סרוגים (em hebraico). Consultado em 10 de junho de 2025
- ↑ Staff, Al Jazeera. «US slams 'suggestion of targeting' Muslim scholar al-Sistani by Israeli TV». Al Jazeera (em inglês). Consultado em 10 de junho de 2025
Ligações externas
- «Página oficial» (em hebraico)
