Carlos Alberto Bejani

Carlos Alberto Bejani
Prefeito de Juiz de Fora
Período1.º- 31 de janeiro de 1989 até 31 de dezembro de 1992
2.º- 1.º de janeiro de 2005 até 16 de junho de 2008
Vice-prefeitosMarcial Antônio (1989-1992)
José Eduardo Araújo (2005-2008)
Antecessor(a)1.º- Tarcísio Delgado
2.º- Tarcísio Delgado
Sucessor(a)1.º- Custódio Mattos
2.º- José Eduardo Araújo
Deputado Estadual por Minas Gerais
Período1.º de fevereiro de 1999 até
31 de dezembro de 2004
Sucessor(a)Sebastião Costa
(suplente efetivado)[1]
Dados pessoais
Nome completoCarlos Alberto Bejani
Nascimento27 de setembro de 1950 (75 anos)
São Gonçalo, Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
PartidoPJ (1988-1989)
PRN (1989-1993)
PFL (1993-1997)
PSDB (1997-1999)
PFL (1999-2004)
PTB (2004-2008)
Sem partido (2008-atualidade)

Carlos Alberto Bejani (São Gonçalo, 27 de setembro de 1950) ou simplesmente Bejani é um radialista e ex-político brasileiro que serviu como prefeito de Juiz de Fora em duas ocasiões além de deputado estadual por Minas Gerais.

Biografia

Mudou-se com a família aos cinco anos de idade para Juiz de Fora. Iniciou carreira de radialista aos vinte e seis anos, na extinta Rádio Industrial, como repórter esportivo. Entretanto, o sucesso só veio com a apresentação do Comando 1080, pela já rebatizada Rádio Capital, onde apresentava e cobrava soluções para problemas da comunidade, e que se tornou trampolim para o início de sua carreira política. Eleito prefeito de Juiz de Fora em 1988, pelo Partido da Juventude, exerceu mandato de 1989 a 1993. Deputado estadual em Minas Gerais por duas legislaturas (1999 a 2004), foi eleito prefeito em outubro de 2004 para um segundo mandato (2005-2009).[2] Como parlamentar atuou como líder da bancada do PFL, integrando os quadros do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) durante sua segunda gestão como prefeito, até entrar com pedido de desfiliação em 7 de julho de 2008.

Envolto em denúncias de corrupção, renunciou ao cargo em 16 de junho de 2008. Foi sucedido pelo vice-prefeito José Eduardo Araújo.[3]

Problemas com a justiça

Assim como ocorreu durante seu primeiro mandato, a segunda passagem de Bejani pela prefeitura foi marcada por irregularidades. Em 20 de abril de 2007 o Ministério Público deu entrada a uma ação de improbidade administrativa pelo uso de um logotipo personalizado da administração em obras públicas.[4]

Em 9 de abril de 2008, Bejani foi preso durante a chamada "Operação Passárgada" da Polícia Federal, acusado de desvio de recursos que eram repassados pela União através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Em sua casa são encontrados e apreendidos 1,12 milhão de reais em espécie, um revólver de uso exclusivo das Forças Armadas, duas pistolas e uma carabina.[5]

Treze dias depois, em 22 de abril, Bejani foi libertado através de habeas corpus do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.[6] Voltou a ser preso em 12 de junho, por não conseguir comprovar a origem do dinheiro apreendido em sua casa. No mesmo dia, o site da revista Época divulga um vídeo em que Bejani aparece recebendo sacolas de dinheiro.[7]

No dia 13 de junho a Câmara Municipal de Juiz de Fora, após realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, decidiu pedir a cassação de Bejani.[8] Ele, porém, se antecipou à decisão, anunciando a renúncia em 16 de junho de 2008.[9]

Notas e Referências

Ligações externas