Centauro Editora
| Centauro Editora | |
|---|---|
| Editora | |
| Fundação | 1999 |
| Fundador(es) | Virgílio da Silva Fagá Almir Caparrós Fagá Adalmir Caparrós Fagá |
| Sede | São Paulo |
| Proprietário(s) | Virgílio da Silva Fagá Almir Caparrós Fagá Adalmir Caparrós Fagá |
| Produtos | Livros, revistas |
| Antecessora(s) | Editora Cortez & Moraes Editora Moraes |
| Website | «Página oficial»[ligação inativa] |
A Centauro Editora é uma editora brasileira, originada da Editora Moraes, por sua vez originada da Editora Cortez & Moraes, que fora fundada em 1968 por José Xavier Cortez,[1] Orozimbo José de Moraes[2] e Virgílio da Silva Fagá. Em 1980, quando a Cortez & Moraes foi dissolvida, foram formadas a Editora Cortez e a Editora Moraes, e em meados de 1999, a Editora Moraes passou a ser a Centauro Editora.
Histórico
A livraria Cortez & Moraes foi fundada nas dependências da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Entre 1979 – 1980, a Cortez & Moraes se dissolveu dando origem à Cortez Editora e à Editora Moraes, a primeira sob os cuidados de José Xavier Cortez, e esta última sob os cuidados de Orozimbo e Virgílio.
Em meados de 1999, Virgílio da Silva Fagá comprou todos os direitos, títulos e estoque, extinguiu a Moraes e criou a Centauro Editora com o apoio dos filhos Almir Caparrós Fagá e Adalmir Caparrós Fagá.
Atualmente, a Centauro Editora caracteriza uma linha editorial destinada a pesquisadores e estudiosos das ciências políticas e sociais, educadores e ao público em geral que, de outra forma não teriam acesso a essas bases de conhecimento.
Em março de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou os irmãos Adalmir e Almir Caparros Fagá, sócios da Editora Centauro, por racismo pela divulgação e venda do livro apócrifo fraudulento Os Protocolos dos Sábios de Sião, que possui mensagens discriminatórias contra os judeus.[3][4] O processo foi iniciado em 2005.[4] O livro escrito por Hitler em 1925 tem direitos autorais em domínio público desde 2015. A obra não é facilmente encontrada à venda e é considerada por historiadores como um trabalho de pouca relevância literária.[4] Durante o processo, Adalmir afirmou que a editora "publica livros em diversas arcas, como história, filosofia e psicologia", que o livro em questão está catalogado na Biblioteca Nacional e já estava no catálogo da editora quando herdou o negócio em 2002.[4]
Ver também
Referências
- ↑ Cortez Editora
- ↑ Hallewell, 1985, p. 471
- ↑ «TJRJ condena por racismo editores por divulgação e venda de livro nazista, em ação iniciada 20 anos atrás». G1. 26 de março de 2025. Consultado em 20 de setembro de 2025
- 1 2 3 4 «Editores são condenados por publicar e vender biografia de Hitler e livro com teor antissemita»
. Folha de S.Paulo. 26 de março de 2025. Consultado em 4 de maio de 2026
Referências bibliográficas
- HALLEWELL, Laurence (1985). O Livro no Brasil: sua história. São Paulo:EdUSP. [S.l.: s.n.] ISBN 85-85008-24-5, Coleção Coroa Vermelha, Estudos Brasileiros, v. 6 Verifique
|isbn=(ajuda)