Cerco de Badajoz

O Cerco de Badajoz ocorreu em Maio de 1169.[1]

Tendo o rei D. Afonso Henriques ido socorrer o salteador Geraldo Geraldes «o sem pavor», que cercava Badajoz, Geraldo já tinha conseguido ultrapassar a muralha exterior mas os mouros resistiam fechados na alcáçova, no entanto foram os portugueses surpreendidos pela chegada de reforços leoneses, vendo-se obrigados a fugir.[2] Na fuga, porém, D. Afonso Henriques sofreu um acidente: caiu do cavalo e bateu de encontro a uma das portas da muralha, partiu o fémur direito e foi feito prisioneiro pelos cavaleiros leoneses que o levaram à presença do rei D. Fernando II de Leão, que o tratou com respeito que lhe merecia como pessoa e como sogro, pois tinha casado com D. Urraca filha do rei português.[3]

A libertação do rei foi conseguida em troca de um resgate em dinheiro e da entrega das praças de Trujillo, Cáceres e Montánchez.[4]

Esteve meses nas termas de São Pedro do Sul, mas nunca recuperou.[5] Este incidente pôs fim à carreira militar do 1.º rei de Portugal, visto que naquele tempo era impossível recuperar de uma fractura profunda e nunca mais pode montar a cavalo, passando a deslocar-se numa carreta de madeira.[6]

Ver também

Referências

  1. ↑ «www.educacao.te.pt». www.educacao.te.pt. Consultado em 9 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 8 de novembro de 2013
  2. ↑ Mattoso, José (2007). D. Afonso Henriques. Lisboa: Temas e Debates. p. 252-254
  3. ↑ «Cerco de Badajoz (1169)». Infopédia. Consultado em 5 de março de 2026
  4. ↑ Mattoso, José (2007). D. Afonso Henriques. [S.l.: s.n.] p. 256
  5. ↑ Revista Sábado n.º 547 (23 a 29 Outubro de 2014). Como Pôde uma Laranja matar um rei?, Vanda Marques.
  6. ↑ Mattoso, José (2007). D. Afonso Henriques. [S.l.: s.n.] p. 258