Cista

Cista com cerâmicas lá dentro

Uma cista[1] é um tipo de estrutura funerária de tradição megalítica, formada por quatro lajes, dispostas numa planta rectangular, configurando uma caixa, sobre a qual costumava ser posta outra laje horizontal à guisa de tampa[2]. No interior eram colocados os restos mortuários.

A designação «cista» também é usada no âmbito da arqueologia para designar pequenos cofres, urnas e outros recipientes quejandos, de formato rectangular, oriundos da Antiguidade, geralmente usados em contextos religiosos, fúnebres ou para conservar bens valiosos.[2]

Etimologia

O substantivo «cista» entra na língua portuguesa por via do latim cista que significa «caixão; arca ou urna»,[3][4] provindo esta palavra, por seu turno, do étimo grego clássico κίστη (quiste) que significa «caixa ou caixão».[5]

Distinção: cista ou dólmen

Por vezes é difícil determinar se um monumento é um dólmen pequeno ou uma cista. O critério acostumado em tais casos é o tamanho: geralmente é considerada cista quando a sua superfície não supera o metro quadrado.

As cistas aparecem, mormente, associadas a outras formações megalíticas, por exemplo, no centro de túmulos (o que às vezes origina discussão sobre se é dólmen ou cista), no centro dum cromeleque (rodeando as cinzas mortuárias), no interior de covas sepulcrais, etc. Em geral a sua conservação é má, e acostuma faltar a tampa e mesmo alguma das lajes laterais.


Referências

  1. ↑ S.A, Priberam Informática. «cista». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 17 de fevereiro de 2026
  2. 1 2 Infopédia. «cista | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 17 de fevereiro de 2026
  3. ↑ «Cista - wordsense». WordSense Dictionary (em inglês). Consultado em 17 de fevereiro de 2026
  4. ↑ Olivetti, Olivetti Media Communication-Enrico. «Cista - ONLINE LATIN DICTIONARY - Latin - English». online-latin-dictionary.com (em inglês). Consultado em 17 de fevereiro de 2026
  5. ↑ «κίστη‎ - wordsense». WordSense Dictionary (em inglês). Consultado em 17 de fevereiro de 2026

Bibliografia

  • ALTUNA, J.; MARIEZKURRENA, K; ARMENDARIZ, A.; DEL BARRIO, L.; UGALDE, Tx.; PEÑALVER, J. (1982). Carta Arqueológica de Guipúzcoa. Munibe, vol. 34. vol. 34. San Sebastián: Sociedad de Ciencias Aranzadi. ISSN 0027-3414