Claudio Daniel
| Claudio Daniel | |
|---|---|
| Nascimento | 1962 (64 anos) São Paulo |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | escritor, poeta |
Claudio Daniel (São Paulo, 1962), pseudônimo de Claudio Alexandre de Barros Teixeira,[1] é um poeta e escritor brasileiro.
Carreira
Formado em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, cursou o mestrado e o doutorado em Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo (USP) e concluiu o pós-doutorado em Teoria Literária pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi diretor adjunto da Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, curador de Literatura e Poesia no Centro Cultural São Paulo e colunista da revista CULT. Editou, ao longo de vinte anos, a Zunái, revista de poesia & debates.
Seu livro de estréia, Sutra, foi publicado em 1992, época em que o autor trabalhava como revisor do jornal Diário Popular. Nessa época, suas leituras poéticas incluíam autores latino-americanos como Olivério Girondo, Vicente Huidobro e César Vallejo, além de João Cabral de Melo Neto e da Poesia Concreta. Nos anos seguintes, publicou mais de vinte obras de poesia, ficção e ensaio, destacando-se os livros Yumê, A sombra do leopardo e Figuras metálicas (poesia), Romanceiro de Dona Virgo (contos), Mojubá e A casa das encantadas (romances), além dos livros de ensaios Pensando a poesia brasileira e A estética do labirinto: barroco e modernidade em Ana Hatherly.
Sua obra poética foi traduzida parcialmente para o inglês, espanhol, italiano, catalão e japonês. Em 2001, recebeu o prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira, oferecido pela revista CULT. Em 2007, foi selecionado para o Programa Rumos Literatura, promovido pelo Itaú Cultural, e em 2009 recebeu a bolsa de criação literária oferecida pela Funarte. Organizou os eventos literários internacionais Galáxia Barroca e Kantoluanda na Casa das Rosas, em 2006, na cidade de São Paulo, e foi um dos curadores do festival Tordesilhas, Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea, realizado em 2007, na Caixa Cultural, e do Tordesilhas, Poetas de Língua Portuguesa, realizado em 2010, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. Em 2011, foi convidado para o III Festival Internacional de Poesia em Santo Domingo, República Dominicana. Em 2021, participou dos eventos online Festival Zoopoético, Nkodya DyaMpangu – Encontros de Arte e Pensamento – e Templo d’Escritas – I Festa Literária Internacional da Língua Portuguesa.
Na internet, edita o blog Cantar a Pele de Lontra (http://cantarapeledelontra.blogspot.com) e a Zunái, Revista de Poesia e Debates (www.zunai.com.br). Atualmente, ministra cursos online de poesia e literatura no "Laboratório de Criação Poética".[carece de fontes]
Vida pessoal
Vive em São Paulo com seu gato Simon. [carece de fontes]
Obras
- Sutra (1992),
- Yumê (Ciência do Acidente, 1999),
- A Sombra do Leopardo (Azougue Editorial, 2001, prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira, oferecido pela revista CULT)[carece de fontes]
- Figuras Metálicas (Perspectiva, 2005),
- Escrito em Osso (2008),
- Fera Bifronte (2009, que recebeu premiação da Funarte)
- Letra Negra (2010),
- Cores para Cegos (2012),
- Livro de orikis (2015),
- Esqueletos do nunca (2015),
- Cadernos bestiais (2018),
- Portão 7 (2018),
- Cadernos do rio vermelho (Galileu Edições, 2020)
- Marabô Obatalá (Kotter, 2020)
- Cantigas do luaréu (Arribaçã, 2021)
- Sete olhos e outros poemas (Córrego, 2021)
- Dialeto açafrão (sob o céu de Gaza) (Kotter, 2024)
- Cabeza de serpiente emplumada (Arribaçã, 2025)
- Romanceiro de Dona Virgo (2004),
- Cadernos bestiais, breviário da tragédia brasileira
- Na Virada do Século, Poesia de Invenção no Brasil (Landy, 2002), em parceria com Frederico Barbosa.
Tradução
- Jardim de Camaleões, A Poesia Neobarroca na América Latina (2004),
- coletâneas de autores como o cubano José Kozer, o dominicano Leon Félix Batista, o argentino-peruano Reynaldo Jiménez e os uruguaios Víctor Sosa e Eduardo Milán. No campo do ensaio e da teoria literária, publicou os livros "A estética do labirinto -- barroco e modernidade em Ana Hatherly" (2011) e "Pensando a poesia brasileira" (2018).
Antologias
- Pindorama, 30 Poetas de Brasil, com organização e tradução de Reynaldo Jiménez (in revista Tsé Tsé n. 7/8,Buenos Aires, 2001),
- New Brasilian and American Poetry, organizada por Flávia Rocha e Edwin Torres (in revista Rattapallax, n. 9, New York, 2003),
- Cetrería, Once Poetas de Brasil, organizada e traduzida por Ricardo Alberto Pérez (Ed. Casa de Letras, Havana, 2003),
- "Antologia comentada da poesia brasileira do século XXI", organizada por Manuel da Costa Pinto (Publifolha, São Paulo, 2006)
- "Novos Olhos sobre a Poesia: Brazilian Poetry Journals of the 21st Century", organizada por Raymond Bianchi (Aufgabe, Journal of Poetry, Number 6, Spring 2007, Berkeley, CA, Estados Unidos).
Tem ainda colaborado em diversos jornais e revistas literárias, no Brasil e no exterior, como a Folha de S. Paulo, Suplemento Literário de Minas Gerais, CULT, Coyote, Et Cetera, Crítica (México), Tsé Tsé (Argentina), Serta (Espanha), Docks a Lire (França) e Hispanic Poetry Review (EUA).[carece de fontes]