Cometa Bennett

Cometa Bennett
Cometa Bennett fotografado por Steve Larson em 6 de abril de 1970
Descoberta
Descoberto porJohn Caister Bennett
Data1969
Outros nomesC/1969 Y1
Informações orbitais
Excentricidade (e)0,9963
Semieixo maior (a)~145 UA
Periélio (q)0,5376 UA
Afélio (Q)~290 UA
Período orbital (P)~1.678 anos
Inclinação (i)90,04°
Último periélio20 de março de 1970 (56 anos)
Próximo periélio~3648
Propriedades físicas
Dimensões~3 km (núcleo)
Massa—
Velocidade de escape—

O Cometa Bennett (designação oficial C/1969 Y1) é um grande cometa de órbita hiperbólica que passou pelo periélio em março de 1970, tornando-se um dos objetos mais espetaculares do céu daquela década. Visível a olho nu por vários meses, o cometa destacou-se por sua cauda longa e brilhante, além de ter sido objeto de importantes observações científicas em luz ultravioleta.[1]

Descoberta

O cometa foi descoberto em 28 de dezembro de 1969 pelo astrônomo sul-africano John Caister Bennett, durante uma sessão de observação em Pretória, África do Sul. Bennett avistou o objeto na constelação de Tucana, com magnitude aparente estimada em 8,5, utilizando um telescópio refletor de 127 mm.[2] O anúncio oficial foi publicado pelo circular da União Astronômica Internacional em 30 de dezembro de 1969. Os elementos orbitais foram calculados pelo astrônomo britânico M. P. Candy com base nas primeiras observações, confirmando que o objeto se aproximava rapidamente do Sol.[2]

Observação

O Cometa Bennett atingiu o periélio em 20 de março de 1970, passando a 0,5376 UA do Sol.[1] A máxima aproximação à Terra ocorreu em 26 de março de 1970, a cerca de 0,69 UA, quando o cometa alcançou magnitude aparente próxima de 0, tornando-se visível a olho nu mesmo em condições de céu urbano.[2]

A cauda do cometa atingiu comprimento aparente entre 20° e 25°, sendo amplamente fotografada por observatórios do hemisfério norte e sul. A coma apresentava estrutura bem desenvolvida com jatos visíveis a partir do núcleo, indicando intensa atividade sublimativa.[1]

Pesquisa científica

O Cometa Bennett foi um dos primeiros cometas a ser estudado sistematicamente em luz ultravioleta por satélites artificiais. O OAO-2 e o OGO-5 detectaram uma vasta nuvem de hidrogênio atômico ao redor do cometa, com extensão de vários milhões de quilômetros — fenômeno que passou a ser reconhecido como característica comum dos cometas ativos.[3] Essas observações estabeleceram que a fotodissociação da água é a principal fonte de hidrogênio na coma cometária.[3]

Missão Apollo 13

O Cometa Bennett foi incluído no programa científico da Apollo 13: os astronautas deveriam fotografar o cometa a partir da órbita terrestre em 14 de abril de 1970.[4] O acidente com o módulo de serviço, ocorrido em 13 de abril de 1970, tornou impossível a execução dessa tarefa, e a missão foi abortada.

Ver também

Referências

  1. 1 2 3 «C/1969 Y1 (Bennett) — Small-Body Database Lookup». Laboratório de Propulsão a Jato. Consultado em 17 de janeiro de 2026
  2. 1 2 3 Kronk, Gary W. (2009). Cometography: A Catalog of Comets, Volume 5: 1960–1982. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-58509-2 Verifique |isbn= (ajuda)
  3. 1 2 Code, A. D.; Houck, T. E.; Lillie, C. F. (1972). «Ultraviolet observations of comets». NASA Special Publication. SP-319: 109–114
  4. ↑ «Apollo 13». NASA. Consultado em 17 de janeiro de 2026

Ligações externas