Corlys Velaryon
| Corlys Velaryon | |
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| Personagem de Universo de A Song of Ice and Fire e House of the Dragon | |
![]() Steve Toussaint como Corlys Velaryon na primeira temporada de House of the Dragon (2022) | |
| Informações gerais | |
| Primeira aparição | Literatura: The Princess and the Queen (2013) Televisão: "The Heirs of the Dragon" (2022) |
| Criado(a) por | George R. R. Martin |
| Adaptado(a) por | |
| Interpretado(a) por | Steve Toussaint |
| Dublador(a) no Brasil | Ronaldo Júlio |
| Informações pessoais | |
| Codinomes conhecidos | Serpente Marinha |
| Nascimento | Por volta de 53 DC em Derivamarca, Terras da Coroa |
| Morte | Literatura: 6.º dia da 3.ª lua de 132 DC (79 anos) em Porto Real, Terras da Coroa |
| Família e relacionamentos | |
| Família | Casa Velaryon |
| Progenitores |
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| Parentes |
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| Interesse amoroso | Marilda de Casco (possível amante) |
| Cônjuge | Rhaenys Targaryen |
| Filhos |
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| Informações profissionais | |
| Ocupação | Conselheiro real Capitão de navios |
| Título |
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| Aparições | |
| Livro(s) |
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| Histórias |
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| Série(s) e temporada(s) | House of the Dragon (Temporada 1, 2, 3) |
Corlys Velaryon, também conhecido como Serpente Marinha ou Serpente do Mar (em inglês: Sea Snake), é um personagem fictício do universo literário de A Song of Ice and Fire criado por George R. R. Martin, sendo interpretado pelo ator Steve Toussaint na série da HBO, House of the Dragon. Lorde Corlys é introduzido em ambas as mídias como Senhor de Derivamarca, chefe da Casa Velaryon e marido da princesa Rhaenys Targaryen. Durante a Dança dos Dragões, serviu como Mão da Rainha Rhaenyra Targaryen e capitão de sua frota naval.
Descrição e personalidade
É descrito nos livros que aos trinta e sete anos, Corlys era aclamado como o maior marinheiro que os Sete Reinos já conheceram.[1] Dizia-se que Corlys era tão brilhante quanto inquieto, e tão aventureiro quanto ambicioso.[2] Embora tenha realizado muito na vida, raramente estava satisfeito. Ele era lembrado como sábio em tempos de paz e valente na guerra. Aos 73 anos, Corlys gostava de dizer que ele estava se agarrado à vida "como um marinheiro se afogando agarrado aos destroços de um navio afundado".[3]
No universo A Song of Ice and Fire
Infância e juventude
Corlys Velaryon nasceu no ano 53 DC[a], sendo filho mais velho do lorde Corway Velaryon. Recebeu seu nome em homenagem ao tio-bisavô que serviu nobremente como senhor comandante da primeira Guarda Real.[4] Durante sua juventude, ele levou seu navio Serpente Marinha (nome pelo qual ele também é chamado) a nove grandes viagens, navegando mais longe do que qualquer outro homem de Westeros antes dele. Na primeira delas, ele navegou para além dos Portões de Jade, até Yi Ti e a Ilha de Leng, e voltou com tamanha fortuna em especiarias como seda e jade que a Casa Velaryon se tornou, durante algum tempo, a casa mais rica de todos os Sete Reinos. Em sua segunda viagem, sor Corlys navegou ainda mais ao leste e se tornou o primeiro westerosi a alcançar Asshai da Sombra, a sinistra cidade negra dos umbromantes nos limites do mundo.[5] Em sua nona viagem, ele retornou a Qarth com uma grande quantidade de ouro, onde comprou mais vinte navios, enchendo-os com açafrão, pimenta, noz-moscada, elefantes e as mais finas sedas. Quatorze navios chegaram a Derivamarca e todos os elefantes morreram na viagem, mas mesmo assim, os lucros da viagem fizeram com que a Casa Velaryon se tornasse mais rica do que os Lanninster e Hightower.[6]
Senhor das Marés

Após a morte de seu avô, ele se tornou Senhor das Marés aos trinta e três anos e usou sua riqueza para fundar sua nova sede, Maré Alta.[6] Em 90 DC, Corlys se casou com a princesa Rhaenys Targaryen,[1] com quem teve dois filhos: Laena (nascida em 92 DC) e Laenor Velaryon (nascido em 94 DC). Em 92 DC, ele navegou com a frota Velaryon para Tarth para ajudar seu sogro, o príncipe herdeiro Aemon, em sua luta contra os piratas Myrianos que haviam invadido a ilha. Aemon morreu na batalha,[1] e o Velho Rei Jaehaerys nomeou o príncipe Baelon como novo herdeiro, passando por cima de Rhaenys e seu filho ainda não nascido (Laena), da linha de sucessão. Isso deixou Corlys furioso, o fez abrir mão do seu almirantado e posição no Pequeno Conselho.[7] Após a morte do príncipe Baelon em 101 DC, o Velho Rei ficou sem sucessores e convocou um Grande Conselho, onde a maioria dos nobres escolheram o príncipe Viserys Targaryen como herdeiro, preterindo o filho de Corlys, Laenor, pois os nobres acreditavam que a linhagem masculina deveria ser preferida à linhagem feminina da qual Leanor descendia (de Rhaenys).[8]
Reconciliação com os Targaryen
Com a morte da rainha Aemma Arryn e do recém-nascido príncipe Baelon em 105 DC, o rei Viserys I agravou as tensões com a Casa Velaryon ao escolher Alicent Hightower (e não Laena) como nova esposa, levando lorde Corlys a se aliar ao príncipe Daemon e conquistar Passopedra, que estava sob o regime da Triarquia (ou Reino das Três Filhas – Myr, Lys e Tyrosh). Corlys coroou Daemon como Rei dos Degraus.[9] Anos depois, buscando reconciliar-se, Viserys promoveu o casamento de sua filha Rhaenyra com Laenor, união da qual nasceram Jacaerys, Lucerys e Joffrey.[10] Paralelamente, Daemon casou-se com Laena, com quem teve Baela e Rhaena, mas Laena e Laenor morreram em 120 DC, para sofrimento de Corlys e sua esposa Rhaenys.[11] Em 126 DC, ao adoecer, Corlys viu sua sucessão ser disputada entre seus netos e o sobrinho Vaemond, que acusou os filhos de Rhaenyra de bastardia; Vaemond foi executado por Daemon, e o rei reforçou mais uma vez a legitimidade dos filhos de Rhaenyra e puniu aqueles que repetiram as acusações cortando suas línguas. Enquanto isso, Corlys se recuperava em 129 DC.[12]
A Dança dos Dragões
Quando o rei Viserys I morreu em 129 DC, Aegon II usurpou o trono, levando Corlys a apoiar Rhaenyra no Conselho Negro e a usar sua frota para bloquear a Baía da Água Negra;[3] contudo, a guerra (conhecida pelos cantores como "A Dança dos Dragões") trouxe perdas devastadoras, como as mortes de Lucerys,[13] Rhaenys[14] e Jacaerys,[15] além da destruição parcial de sua esquadra na Batalha da Goela. Corlys tornou-se Mão da Rainha, apoiou a legitimação de Addam Velaryon como herdeiro de Derivamarca e defendeu estratégias mais moderadas, opondo-se a medidas extremas propostas por Daemon.[16] Após derrotas e deserções, foi preso por ordem de Rhaenyra,[17] mas acabou libertado quando o poder em Porto Real mudou de mãos.[18] Diante de Aegon II, negociou clemência geral para os partidários de Rhaenyra e o casamento entre Aegon, o Jovem, e Jaehaera, buscando reconciliar os ramos Targaryen;[19] desconfiado das intenções do rei, conspirou com Larys Strong para encerrar o conflito, que terminou com o envenenamento de Aegon II e o fim da guerra civil.[20]
Últimos anos
Corlys Velaryon proclamou lealdade a Aegon III e enviou corvos às principais casas do reino, mas com a chegada de Cregan Stark a Porto Real — na chamada Hora do Lobo — foi preso sob acusação de envolvimento na morte do rei anterior;[21] graças à intervenção de Baela e Rhaena Targaryen, ao apoio de Alysanne Blackwood e a um decreto do próprio Aegon III, foi restaurado a suas honras.[22] Serviu como o mais influente regente do jovem rei a partir de 131 DC,[23] até morrer de causas naturais em 132 DC, sendo velado sob o Trono de Ferro por sete dias; depois, seu corpo foi levado a Derivamarca e sepultado no mar a bordo de seu lendário navio, enquanto, segundo a tradição, o dragão Canibal sobrevoava em silenciosa despedida.[24]
Adaptação televisiva
Desenvolvimento
Diferenças em relação à literatura
No universo da série literária, os membros da Casa Velaryon são geralmente descritos como tendo "cabelos dourados prateados, pele pálida e olhos violeta", semelhantes aos Targaryen.[25] No entanto, Condal e Sapochnik queriam introduzir mais diversidade racial com seu elenco.[26] Game of Thrones foi criticado por não ter um elenco diversificado e incluir estereótipos culturais.[27] Como resultado, a Casa Velaryon é retratada como negra na série de televisão.[28] De acordo com Condal, Martin, enquanto escrevia os romances, considerou fazer dos Velaryons uma casa de aristocratas negros que viajaram para Westeros da área culturalmente diversa de Valíria.[28] Apesar das críticas iniciais dos fãs à mudança de etnia,[29] publicações e comentaristas afirmaram que isso ajudou a distinguir entre a grande quantidade de personagens entre as duas famílias.[30][31]
"Era muito importante para mim e para o Miguel criarmos uma série que não fosse mais um bando de brancos na tela. Queríamos encontrar uma maneira de colocar diversidade no show, mas não queríamos fazer isso de uma forma que parecesse uma reflexão tardia ou, pior, tokenismo".
—Ryan Condal em julho de 2022 para a Entertainment Weekly[32]
Escolha do ator

Em 11 de fevereiro de 2021, foi anunciado que Toussaint interpretaria Corlys Velaryon em House of the Dragon, uma prequela da série de TV Game of Thrones (2011-2019).[33] A série prequela é baseada no romance de George R. R. Martin, Fire & Blood (2018), e se passa duzentos anos antes de Game of Thrones e teve estreia marcada para agosto de 2022.[34] Em entrevista ao Radio Times, Toussaint revelou ter sofrido ataques racistas na internet após ser escalado como Corlys Velaryon, uma vez que o personagem é descrito com os mesmos traços valirianos que os Targaryen, e possivelmente ser um homem branco.[35]
1.ª temporada
No início da primeira temporada, o lorde Corlys Velaryon é visto no Grande Conselho de 101 ao lado de sua esposa Rhaenys Targaryen. Rhaenys é candidata a ser rainha reinante e embora Corlys use seu dinheiro e influência para comprar votos dos lordes de Westeros, ele não consegue mudar o resultado da eleição: o título vai para Viserys.[36] Durante o reinado de Viserys I, ele foi o Mestre dos Navios e se envolveu nas batalhas contra a Triarquia, que prejudicava o comércio marítimo do reino. Quando ele e sua esposa aconselharam o rei a se casar com Laena, mas o monarca escolhar Alicent Hightower, Corlys se sente ofendido e sai do Pequeno Conselho, se juntando depois a Daemon Targaryen para enfrentar os piratas do príncipe-almirante Craghas Drahar, também conhecido como “O Engorda Caranguejos”.[37] Ao longo da temporada, Corlys sofre as perdas de seus filhos e quase falece em umas das batalhas contra a Triarquia, mas, sua causa sai vitoriosa. Quando Viserys I morre e o trono é usurpado por Aegon II, Corlys visita Dragonstone para apoiar sua ex-nora Rhaenyra em sua batalha. Ele foi o nobre mais poderoso a apoiar publicamente a reivindicação de Rhaenyra. Os navios de guerra de Corlys também deram aos Pretos uma vantagem nos mares e ele ordena que sua frota faça bloqueio na Goela.[38][39]
2.ª temporada
Na segunda temporada, Corlys supervisiona os reparos do navio Serpente Marinha e agradece ao marinheiro Alyn por salvar sua vida, mas não reconhece sua conexão com ele.[40] Rhaenys, sugere que Alyn, por sua ascendência, deve ser honrado, e não escondido por Corlys.[41] Após a morte de Rhaenys na Batalha em Pouso de Gralhas, Corlys, em luto, aceita o cargo de Mão da Rainha oferecido por Baela. Ele deseja que Baela seja herdeira de Derivamarca, mas ela recusa.[42] Corlys então se aproxima de Alyn, nomeando-o primeiro oficial no Serpente Marinha, apesar da relutância de Alyn.[43] Ele também elogia Addam, que reivindicou o dragão Seasmoke, mas esconde que Addam é seu filho.[44] Corlys tenta aconselhar Alyn sobre a guerra, mas o rapaz o responde com raiva, culpando-o pelas dificuldades que ele e Addam enfrentaram. Apesar disso, Alyn aceita seguir suas ordens, e ambos partem de Derivamarca para se juntar à frota de Velaryon.[45]
Veja também
Notas
- ↑ DC é a abreviação de “Depois da Conquista”. No universo de Gelo e Fogo, para muitos meistres, a divisão dos anos ocorrem antes (AC) e depois (DC) das batalhas travadas na Guerra da Conquista, conflito iniciado por Aegon I e suas duas irmãs-esposas Visenya e Rhaenys para dominar os Sete Reinos.
Referências
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