Corticeira

Corticeira

Aparentemente Segura  (NatureServe)
Classificação científica edit
Reino: Plantae
Clado: Tracheophyta
Clado: Angiospermae
Clado: Eudicotiledôneas
Clado: Rosídeas
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Faboideae
Gênero: Erythrina
Espécies:
E. crista-galli
Nome binomial
Erythrina crista-galli
Sinónimos[2]
Lista
  • Corallodendron crista-galli (L.) Kuntze
  • Erythrina crista-galli L. var. hasskarlii Backer
  • Erythrina crista-galli L. var. leucochlora Lombardo
  • Erythrina fasciculata Benth.
  • Erythrina laurifolia Jacq.
  • Erythrina pulcherrima Tod.
  • Erythrina speciosa Tod. (However, E. speciosa Andrews is a distinct species.)
  • Micropteryx crista-galli Walp.
  • Micropteryx fasciculata Walp.
  • Micropteryx laurifolia Walp.

A corticeira (Erythrina crista-galli), também chamada eritrina-crista-de-galo, bico-de-papagaio, sapatinho-de-judeu, flor-de-coral, sanandu ou sananduva,[3] é uma árvore da família das leguminosas (Fabaceae), nativa do sul do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, podendo atingir 10 metros de altura. Tem um tronco tortuoso, folhas compostas, trifolioladas com folíolos glabros e flores vermelhas de cálice campanulado. O fruto é uma vagem com sementes semelhantes ao feijão. Pertence ao mesmo gênero científico que as demais espécies conhecidas como suinã ou mulungu.

A árvore é símbolo oficial do município de Bagé.[4]

Etimologia

Sanandu e sananduva são termos originários da língua tupi.[5][6]

Sinonímia

  • Corallodendron crista-galli (L.) Kuntze
  • Erythrina crista-galli L. Var. hasskarlii Backer
  • Erythrina crista-galli L. Var. leucochlora A. Lombardo
  • Erythrina fasciculata Benth.,
  • Erythrina falcata Benth.,
  • Erythrina laurifolia Jacq.
  • Erythrina pulcherrima Tod.,
  • Erythrina speciosa Tod.,
  • Micropteryx crista-galli Walp.
  • Micropteryx fasciculata Walp.
  • Micropteryx laurifolia Walp.

Utilização

Tem grande importância para o paisagismo, pois, quando florida, é extremamente ornamental. O que mais chama a atenção é que, durante a sua floração, as folhas caem. Alguns autores denominam essas plantas como sendo floríferas decíduas. Essa característica também ocorre em algumas outras espécies como o ipê e a cerejeira. A flor da corticeira é a flor nacional da Argentina e Uruguai.

Algumas espécies conhecidas popularmente como “corticeira” e "mulungu" são utilizadas medicinalmente devido à ação sedativa. [7][8][9] Estudos fitoquímicos utilizando vários órgãos dessas plantas, demostraram a presença de alcaloides, flavonoides, pterocarpanos e triterpenóides. Segundo Merlugo, várias espécies são encontradas no Brasil, dentre elas Erythrina falcata e Erythrina crista-galli e o extrato aquoso da E. falcata mostrou-se um potente hipotensor dose-dependente, podendo este efeito estar relacionado com a via dos receptores β-adrenérgicos.[10]

Referências

  1. ↑ Botanic Gardens Conservation International (BGCI); IUCN SSC Global Tree Specialist Group (2019). «Erythrina crista-galli». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2019: e.T144285016A149059795. Consultado em 2 de julho de 2022
  2. ↑ International Legume Database & Information Service (ILDIS) (2005): Erythrina crista-galli. Version 10.01, November 2005. Retrieved 26 January 2008.
  3. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 487.
  4. ↑ «Símbolos municipais». Prefeitura de Bagé. Consultado em 20 de novembro de 2025
  5. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 544.
  6. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 170.
  7. ↑ SIQUEIRA, Mayara Schueroff et al . IMPLICAÇÕES DE EXTRATO DE Erythrina crista-galli COMO ANSIOLÍTICO PARA Carassius auratus. Ciênc. anim. bras., Goiânia , v. 20, e-50520, 2019 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68912019000100500&lng=en&nrm=iso>. access on 31 July 2019. Epub June 10, 2019. http://dx.doi.org/10.1590/1089-6891v20e-50520.
  8. ↑ MARCHIORO, M. et al. Anti-nociceptive activity of the aqueous extract of Erythrina velutina leaves. Fitoterapia, v.76, n.7, p.637-42, 2005.
  9. ↑ VASCONCELOS, S.M. et al. Central activity of hydroalcoholic extracts from Erythrina velutina and Erythrina mulungu in mice. Journal of Pharmacy and Pharmacology, v.56, n.3, p.389-95, 2004.
  10. ↑ Merlugo, Liara. Análise Cromatográfica, Constituição Química Em Alcaloides E Avaliação Do Potencial Hipotensor De Extratos Vegetais Obtidos De Espécies De Erythrina. 2015 BDTD http://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNIP_a9ed86daecc4425896cb505fc3d87d18 Aces. Jul. 2019

Ligações externas