Diocese de Ajaccio

Diocese de Ajaccio

Diœcesis Adiacensis
Localização
PaísFrança
Território
Arquidiocese metropolitanaArquidiocese de Marselha
Estatísticas
População331000
301000 católicos (2020)
Área8722 km²
Paróquias434
Sacerdotes77
Informação
Ritoromano
Estabelecidaséculo IV
CatedralCatedral de Nossa Senhora da Assunção de Ajaccio
Liderança
BispoFrançois-Xavier Bustillo, O.F.M. Conv.
Vigário-geralFrédéric Constant
Jurisdiçãodiocese
Sítio oficial
www.corse.catholique.fr
dados em catholic-hierarchy.org

A Diocese de Ajaccio (em latim: Diœcesis Adiacensis) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Ajaccio (Córsega), na França. Foi erigida no século IV. Seu atual Bispo é François-Xavier Bustillo, O.F.M. Conv.. Sua sé é a Catedral de Nossa Senhora da Assunção de Ajaccio.

Em 2020, possui 434 paróquias e 77 sacerdotes, contando com 331.000 habitantes, com 90,9% da população jurisdicionada batizada (301.000 batizados).[1]

História

Dados arqueológicos mostram que o cristianismo apareceu na Córsega já no final do século I ou início do II. Por outro lado, é incerta a origem da diocese de Ajaccio, cuja antiguidade no passado esteve ligada à figura de Santo Eufrásio, a quem originalmente foi dedicada a catedral, identificado com um dos sete homens apostólicos que, segundo a tradição, acompanharam São Paulo em sua viagem à Espanha.[2]

O primeiro bispo conhecido é Bento, que em 649 participou do concílio de Latrão no qual o monotelismo foi condenado. Com o século VII, a Córsega tornou-se uma posse direta dos papas, tornando-se parte do Patrimônio de São Pedro (em latim: Patrimonium Sancti Petri) e as seis dioceses da ilha, incluindo Ajaccio, foram imediatamente submetidas à Santa Sé.[3]

A partir do século XI, os papas perderam progressivamente seu poder sobre a Córsega, que se tornou uma terra de conquistas e disputas acirradas entre as duas repúblicas de Gênova e Pisa. Em 27 de abril de 1092, Ajaccio e as outras dioceses insulares tornaram-se sufragâneas da arquidiocese de Pisa. Mas em 19 de março de 1133, o Papa Inocêncio II teve que designar três dessas sufragâneas, Nebbio, Mariana e Accia, para a arquidiocese de Gênova, enquanto as outras, Sagona, Aléria e Ajaccio, permaneceram em Pisa, cujo arcebispo recebeu o título de primaz da Córsega, que ainda hoje conserva.[3][4]

A atual catedral foi construída no século XVI para substituir a anterior demolida em 1553; foi consagrada em 1593.[5]

Em 1 de julho de 1790, a lei francesa obrigou à supressão de todas as dioceses da Córsega, com exceção da de Bastia, que anteriormente havia sido sede dos bispos de Mariana na Córsega. Todos os bispos corsos se recusaram a prestar o juramento exigido pela Constituição Civil do Clero e refugiaram-se na Itália. Para a diocese de Bastia em 28 de maio de 1791 foi eleito Ignace-François Guasco, que se retirará em 23 de dezembro de 1794.[4]

Seguindo a concordata com a bula Qui Christi Domini do Papa Pio VII de 29 de novembro de 1801, a diocese revolucionária de Bastia foi suprimida, enquanto a diocese de Ajaccio foi reconhecida como a única para toda a ilha; até 1816 incluía também a ilha de Elba, Capraia e o Principado de Piombino, anexado ao império francês, juntamente com algumas freguesias situadas no município de Castiglione della Pescaia. Ao mesmo tempo, tornou-se sufragânea da arquidiocese de Aix.[6]

Mais tarde, tornou-se sufragânea da arquidiocese de Gênova até 1860, quando passou novamente para a arquidiocese de Aix. Em 8 de dezembro de 2002, com a reorganização das circunscrições diocesanas francesas, passou a fazer parte da província eclesiástica da arquidiocese de Marselha.[7]

Episcopado

Referências

  1. ↑ «Catholic Hierarchy» (em inglês)
  2. ↑ Do site da diocese.
  3. 1 2 Lanzoni, Francesco (1927). Le diocesi d'Italia dalle origini al principio del secolo VII (an. 604) (em italiano). vol. II. Faenza: F. Lega. p. 703
  4. 1 2 Casta, François J. (1974). Le diocèse d'Ajaccio, collana Histoire des diocèses de France 1 (em francês). Paris: Beauchesne
  5. ↑ «Cathedral - Ajaccio» (em francês)
  6. ↑ Bula Qui Christi Domini, in Bullarii romani continuatio, Tomo XI, Romae, 1845, pp. 245–249 (em latim)
  7. ↑ «RIORDINAMENTO DI PROVINCE ECCLESIASTICHE IN FRANCIA» (em italiano). Sala de Imprensa da Santa Sé, RINUNCE E NOMINE, 16.12.2002
  8. ↑ Bispo de Ursinum, que Cappelletti, Gams e os escritores corsos atribuem à sede de Ajaccio. Segundo Lanzoni, em vez disso, ele poderia ser bispo de Bolsena (Vulsinii) o de Urbino (Urbinum); Lanzoni na verdade, acredita que a interpretação de Ajaccio se deve à identificação errônea de Ursinium ou Urcinium do qual escreve Claudio Ptolomeu com a cidade corsa. O mesmo François Casta (op. cit., p. 271) o exclui da sua cronologia.
  9. ↑ François Casta admite a existência de um bispo Andrício (em 1128), que Cappelletti exclui, assim como os subsequentes Giovanni e Ildebrando.
  10. ↑ Rafael Lazcano, Episcopologio agustiniano, Guadarrama (Madrid), Agustiniana, 2014, vol. I, p. 428.
  11. ↑ Mencionado por Cappelletti e por Gams, mas desconhecido por François Casta; de acordo com Eubel este Nicola seria bispo de um Ayacensis, na Armênia.
  12. ↑ Lazcano, op. cit., vol. I, p. 428-429.
  13. ↑ Presente na lista de Gams. Segundo Eubel, poderia ser o próprio Albertino de Casini, que em 1441 foi nomeado para a sé da Accia.
  14. ↑ Lazcano, op. cit., vol. I, p. 430.

Bibliografia

Ligações externas