Duque (compositor)
| Duque | |
|---|---|
![]() Duque em data não especificada. | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Antônio Lopes de Amorim Diniz |
| Nascimento | 10 de janeiro de 1884 |
| Morte | 28 de setembro de 1953 (69 anos) Rio de Janeiro, DF, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Gênero(s) | Maxixe, samba |
| Ocupação | Bailarino, coreógrafo, teatrólogo, compositor e jornalista |
| Período em atividade | 1906–1953 |
| Afiliação(ões) | Pixinguinha, Donga, Gaby, Maria Lino |
Antônio Lopes de Amorim Diniz, mais conhecido pelo pseudônimo Duque (Salvador, 10 de janeiro de 1884 – Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1953), foi um bailarino, coreógrafo, teatrólogo, compositor e jornalista brasileiro.[1]
É reconhecido pela historiografia cultural como a figura central na difusão internacional do maxixe, tendo sido o responsável por introduzir e popularizar a dança e a música popular urbana do Brasil na Europa durante a década de 1910.[2]
Biografia
Nascido em Salvador, na Bahia, formou-se em odontologia na juventude. Em 1906, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a conciliar a profissão de dentista com a intensa convivência no meio boêmio e artístico da capital federal, atuando como dançarino em clubes noturnos.[3]
Por volta de 1909, mudou-se para Paris, inicialmente como representante comercial de produtos farmacêuticos. O êxito na capital francesa, no entanto, ocorreu através da dança. Duque estilizou os movimentos originais do maxixe — ritmo frequentemente marginalizado pelas elites brasileiras na época — e transformou-o num fenômeno nos salões parisienses, apresentando-o muitas vezes sob a nomenclatura de "tango brasileiro" para contornar preconceitos morais. Ao lado de parceiras de dança como a ítalo-brasileira Maria Lino, a francesa Arlette Dorgère e, posteriormente, a dançarina Gaby, Duque venceu concursos internacionais (como em Berlim, em 1913) e inaugurou academias de dança, excursionando por Londres, Nova Iorque e Buenos Aires.[4]
A sua influência na Europa foi crucial para o desenvolvimento fonográfico brasileiro. Em 1922, Duque patrocinou e atuou como diretor artístico da famosa turnê europeia do conjunto Oito Batutas (formado por Pixinguinha, Donga, João Pernambuco, entre outros), viabilizando apresentações do grupo no cabaré francês Dancing Shéhérazade e no seu próprio estabelecimento, o Chez Duque.[5]
De retorno definitivo ao Brasil, investiu ativamente na produção teatral. Em 1932, fundou o teatro Casa de Caboclo no Rio de Janeiro. A casa de espetáculos foi um importante pólo de valorização da cultura regional, do samba e do folclore nordestino, revelando e abrigando nomes que se tornariam consulares na música nacional, como a cantora Aracy de Almeida e a orquestra Diabos do Céu.[6]
Como compositor e letrista, assinou sambas e maxixes registrados por diversos artistas da era do rádio, destacando-se a parceria com o maestro Sebastião Cirino na composição "Cristo Nasceu na Bahia" (1926).
Faleceu em 28 de setembro de 1953, aos 69 anos, na cidade do Rio de Janeiro.
Obras de destaque
- "Albertina"
- "Cristo Nasceu na Bahia" (com Sebastião Cirino)
- "Eu Não Era Assim"
- "Passarinho do Má"
- "São Paulo Bandeirante" (com Benedito Camargo)
- "Sarambá" (com J. Thomaz)
Referências
- ↑ «Duque - Biografia». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 22 de março de 2014
- ↑ «Maxixe era com ele: Duque, o baiano que conquistou Paris, foi parceiro de Pixinguinha e morreu duas vezes». Discografia Brasileira. Consultado em 3 de março de 2026
- ↑ «Duque». Acervo Pixinguinha / IMS. Consultado em 3 de março de 2026
- ↑ «Antônio Lopes de Amorim Diniz». Brasiliana Fotográfica. Consultado em 3 de março de 2026
- ↑ «Duque». Acervo Pixinguinha / IMS. Consultado em 3 de março de 2026
- ↑ «Casa de Caboclo». Tok de História. Consultado em 3 de março de 2026
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