Fernanda Botelho

Fernanda Botelho
Nome completoMaria Fernanda Botelho de Faria
Nascimento
Morte
11 de dezembro de 2007 (81 anos)

ResidênciaLisboa
NacionalidadePortugal Portuguesa
OcupaçãoEscritora e tradutora
PrémiosPrémio Camilo Castelo Branco (1960);

Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários (1987)
Prémio Municipal Eça de Queirós (1990); Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística (1995)

Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB (1998)
Movimento literárioModernismo tardio
Magnum opusAs Contadoras de Histórias

Maria Fernanda Botelho de Faria (Porto, 1 de dezembro de 1926 - Lisboa, 11 de dezembro de 2007) foi uma escritora e tradutora portuguesa.

Biografia

Era parente afastada do escritor Camilo Castelo Branco e sobrinha-neta de Abel Botelho. Estudou Filologia Clássica nas Universidades de Coimbra e Lisboa, viria a fixar-se em Lisboa para ocupar a direção do departamento belga de turismo entre 1973 e 1983.

Foi co-fundadora da revista Távola Redonda, tendo ainda colaborado ainda em outras publicações periódicas, como as revistas Europa, Panorama, Tempo Presente, Graal e o jornal Diário de Notícias. Foi colaboradora do programa Convergências da RTP. Em termos literários deu início à sua carreira literária com o livro Coordenadas Líricas (1951).[1]

Viveu na Vermelha, concelho de Cadaval, onde se pretende construir uma casa-museu dedicada à sua vida e obra.

A Câmara Municipal de Lisboa prestou uma homenagem póstuma à escritora através da transladação das suas ossadas para o Cemitério dos Prazeres e atribuindo o seu nome a um arruamento transversal à Estrada de Benfica.[2][3]

A 4 de fevereiro de 1989, foi agraciada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito.[4]

Em 1990, deixou a cidade de Lisboa e mudou-se para a Vermelha, Cadaval[5]. Atualmente a sua casa é a Casa-Museu Fernanda Botelho.

Obras

  • Coordenadas Líricas (1951, poemas)
  • O Enigma das Sete Alíneas (1956)
  • O Ângulo Raso (1957)
  • Calendário Privado (1958)
  • A Gata e a Fábula (1960)
  • Xerazade e os outros (1964)
  • Terra sem Música (1969)
  • Lourenço É Nome de Jogral (1971)
  • Esta Noite Sonhei com Brughel (1987)
  • Festa em Casa de Flores (1990)
  • As contadoras de histórias (1998)
  • Gritos da Minha Dança (2003)

Crítica

Sobre o estilo o escritor Urbano Tavares Rodrigues disse que «que é de um rigor, de uma originalidade tais que a troca de uma simples palavra na maioria das suas frases apagaria intenções. Esse estilo acutilante, irónico, pessoalíssimo, todo ele nervo e criação, bastaria para impor decisivamente Fernanda Botelho».

O poeta Jorge de Sena afirmou: que a sua escrita era "[...] árida, sarcástica, anti-lirica [...] vivendo a sua lucidez na desagregação e pela desagregação de uma desassombrada e cínica visão que usa insolitamente as palavras e os símbolos."

Prémios e homenagens

  • 1961 - Prémio Castelo Branco, graças à obra Gata e a Fábula
  • 1995 - Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística com Dramaticamente vestida de negro
  • Grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito
  • Grau da Ordem de Leopoldo I (Bélgica)
  • Medalha de Tradução pela Direção-Geral das Relações Culturais de Itália

Referências

  1. ↑ Genta, Alda Maria Arrivabene (22 de março de 2006). «"A gata e a fábula" e "Exílio": a manifestação do desamor no mundo moderno». São Paulo. doi:10.11606/d.8.2006.tde-21082007-150859. Consultado em 1 de dezembro de 2023
  2. ↑ Franco, Ana (2019). Património literário em contexto museológico : estudo de caso : Casa-Museu Fernanda Botelho, Mestrado em Arte, Património e Teoria do Restauro, Universidade de Lisboa
  3. ↑ Toponímia de Lisboa
  4. ↑ «Entidades Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Maria Fernanda Botelho de Faria". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 1 de julho de 2019
  5. ↑ «Professores visitaram Casa-Memória Fernanda Botelho - Jornal das Caldas». jornaldascaldas.pt. 31 de maio de 2021. Consultado em 18 de junho de 2025

Ligações externas