Gyroporus castaneus

Gyroporus castaneus

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Boletales
Família: Gyroporaceae
Género: Gyroporus
Espécie: G. castaneus
Nome binomial
Gyroporus castaneus
(Bull.) Quél. (1886)
Sinónimos
Boletus castaneus Bull. (1787)

Suillus castaneus (Bull.) P.Karst. (1882) Leucobolites castaneus (Bull.) Beck (1923)

Gyroporus castaneus
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Características micológicas
Himênio poroso
  
Píleo é convexo
  ou plano
Estipe é nua
A cor do esporo é amarelo
A relação ecológica é micorrízica
  
Comestibilidade: comestível
  mas não recomendado

Gyroporus castaneus é uma espécie de um pequeno cogumelo de poros brancos da família Gyroporaceae, da ordem Boletales. Possui um píleo marrom e é geralmente encontrado associado a carvalhos. Difere dos boletos clássicos por apresentar esporos de coloração amarelo-palha clara.

Taxonomia

A espécie foi descrita inicialmente pelo micólogo francês Pierre Bulliard (1742–1792). Anteriormente membro da família Paxillaceae, pesquisas atuais situam este cogumelo em Gyroporaceae.[1] O epíteto específico castaneus vem do latim é uma referência à coloração castanha.[2]

Descrição

O píleo mede de 3 a 10 cm de diâmetro e apresenta coloração marrom-clara a marrom-enferrujada,[3] tornando-se mais escuro com a idade. O estipe é de coloração semelhante,[3] embora possa ser mais claro no ápice. Quando o estipe é cortado longitudinalmente, é comum encontrar várias cavidades internas de tamanhos diferentes. Tanto o píleo quanto o estipe tendem a rachar ou se fender em períodos secos ou com o envelhecimento. Os poros são pequenos e brancos, tornando-se amarelados com a idade,[3] e não são aderentes ao estipe. Eles escurecem levemente quando pressionados. Os tubos também são esbranquiçados, e a esporada é amarelo-pálida a cor de palha. A carne é firme,[4] e não muda de cor quando cortada.[3]

Distribuição e habitat

O cogumelo é encontrado ocasionalmente na Grã-Bretanha e em toda a Europa continental, bem como no leste da América do Norte, mas é raro no oeste da América do Norte.[3] Cresce em pequenos grupos ou isoladamente, em relação ectomicorrízica com carvalhos (Quercus). Prefere solos ácidos e arenosos, e frutifica do verão ao outono. Na Nova Zelândia, é encontrado em associação com Leptospermum.[5] Na Ásia, foi registrado em Taiwan.[6]

Gyroporus castaneus foi incluída na lista de espécies ameaçadas de Montenegro de 2005.[7]

Comestibilidade

Gyroporus castaneus é um cogumelo comestível e altamente apreciado pela maioria dos autores.[3][8] Em 1987, Marcel Bon considerou-o suspeito.[9] Também há relatos da existência de uma linhagem venenosa deste cogumelo no litoral de Portugal.[10]

Ver também

Referências

  1. ↑ Binder, Manfred; Bresinsky, Andreas (janeiro de 2002). «Derivation of a polymorphic lineage of Gasteromycetes from boletoid ancestors». Mycologia (em inglês) (1): 85–98. ISSN 0027-5514. doi:10.1080/15572536.2003.11833251. Consultado em 9 de fevereiro de 2026
  2. ↑ Dicionário Latim - Português. castaneus. [S.l.]: PORTO EDITORA. Consultado em 9 de fevereiro de 2026
  3. 1 2 3 4 5 6 Arora, David (1986). Mushrooms Demystified: A Comprehensive Guide to the Fleshy Fungi 2nd ed. Berkeley, CA: Ten Speed Press. 510 páginas. ISBN 978-0-89815-170-1
  4. ↑ Roger Phillips (2006). Mushrooms. [S.l.]: Pan MacMillan. ISBN 0-330-44237-6
  5. ↑ McNabb RFR. (1968). «The Boletaceae of New Zealand». New Zealand Journal of Botany. 6 (2): 137–76 (ver p. 166). Bibcode:1968NZJB....6..137M. doi:10.1080/0028825X.1968.10429056Acessível livremente
  6. ↑ Yeh K-W, Chen Z-C. (1980). «The boletes of Taiwan». Taiwania. 25 (1): 166–184
  7. ↑ «The Provisory Red List of Endangered Macromycetes of Montenegro» (PDF). Montenegrin Mycological Center. Consultado em 5 de setembro de 2008
  8. ↑ Phillips, Roger (2010). Mushrooms and Other Fungi of North America. Buffalo, NY: Firefly Books. p. 274. ISBN 978-1-55407-651-2
  9. ↑ Marcel Bon (1987). The Mushrooms and Toadstools of Britain and North Western Europe. [S.l.]: Hodder and Stoughton. ISBN 0-340-39935-X
  10. ↑ Thomas Laessoe (1998). Mushrooms (flexi bound). [S.l.]: Dorling Kindersley. ISBN 0-7513-1070-0

Ligações externas