Henrique de Joyeuse
| Henrique de Joyeuse | |||||
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| Duque de Joyeuse | |||||
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| Duque de Joyeuse | |||||
| 1592-1608 | |||||
| Antoine Scipion de Joyeuse | |||||
| Henriqueta Catarina de Joyeuse | |||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 21 de setembro de 1563 Toulouse | ||||
| Morte | 28 de setembro de 1608 (45 anos) Rivoli | ||||
| Esposa | Catherine de Nogaret de la Vallette | ||||
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| Casa | Casa de Joyeuse | ||||
| Pai | Guilherme de Joyeuse | ||||
| Mãe | Marie de Batarnay | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
| Brasão | ![]() | ||||
| Carreira militar | |||||
| País | Reino da França | ||||
| Patente | Marechal da França | ||||
| Condecorações | Cavaleiro da Ordem do Espírito Santo Cavaleiro da Ordem de São Miguel | ||||
Henrique de Joyeuse, Conde du Bouchage, nasceu em Toulouse em 21 de setembro de 1563. Foi o terceiro filho de Guilherme de Joyeuse e de Marie de Batarnay. Seus irmãos incluíamde Anne de Joyeuse e o Cardeal Francisco de Joyeuse.
Em 1577, ingressou no Colégio de Navarra e depois, com seus dois irmãos mais velhos, juntou-se ao círculo próximo de Henrique III. Foi nomeado Grão-Mestre do Guarda-Roupa Real em 1579 e, naquele mesmo ano, destacou-se em um combate militar em La Fère. Por influência do rei, casou-se com Catherine de Nogaret de la Valette, irmã do Duque de Épernon. Nomeado governador de Anjou, em 1585, Joyeuse conquistou a cidade de Angers, pelo que recebeu o governo de Touraine, Maine e Perche. Após a morte de sua esposa, em agosto de 1587, ele ingressou na Ordem dos Capuchinhos em Paris no mês seguinte. Em 1588, foi ordenado sacerdote e foi para a Itália estudar teologia, tornando-se conhecido como Padre Ange (Père Ange). Retornou à França, mas foi chamado do convento para participar ativamente das Guerras de Religião.[1]
Seu terceiro irmão, Antoine, morreu afogado, em 1592.[2] Diante disso, o Cardeal Francisco de Joyeuse, Arcebispo de Narbonne, recusou assumir essa função, pois não tinha experiência militar; por isso, Padre Ange, agora duque de Joyeuse, tornou-se líder da Liga Católica. Ele aceitou, desde que obtivesse a aprovação papal. Clemente VIII sancionou sua saída dos capuchinhos e o transferiu para os sacerdotes da Ordem de Malta. Em 1596, ele reconciliou-se com Henrique IV, que o nomeou Tenente-governador de Languedoc e Marechal da França.[1]
Reingressando na ordem dos Capuchinhos em 25 de março de 1599,[1][3] Padre Ange voltou às atividades da ordem. Foi eleito provincial duas vezes. Conhecido como pregador e conselheiro espiritual, seus ensinamentos foram influenciados por Bento de Canfield (William Benedict Fitch). Em 1608, durante o capítulo geral da ordem em Roma, foi eleito definidor geral, se tornando o primeiro não italiano a alcançar essa posição.[1] Ele foi um dos primeiros a notar o valor de François Leclerc du Tremblay, em religião, Padre José.[4]
A filha de Henrique, Henriqueta Catarina de Joyeuse, casou-se com Henrique de Bourbon, duque de Montpensier, e depois com Carlos de Lorena, duque de Guise, cujos descendentes herdaram o ducado.[2]
Morre em 28 de setembro de 1608, no caminho de volta a França, no convento dos capuchinhos de Rivoli (Itália). Seu corpo foi levado a Paris e foi inumado na capela dos Capuchinhos da Rua Saint-Honoré.[5][6]
Em vida, doou à sua ordem uma estatueta de Nossa Senhora da Paz ainda visível em Paris na capela da congregação dos Sagrados Corações de Maria e Jesus.[7][8] Um retrato dele é mantido no Château d'Eu.
Sobre ele, escreve Voltaire (em francês):
- "Un frère de Joyeuse osa longtemps paraître.
- Ce fut lui que Paris vit passer tour à tour
- du siècle au fond d'un cloître, et du cloître à la cour:
- Vicieux, pénitent, courtisan, solitaire,
- Il prit, quitta, reprit la cuirasse et la haire.
- Du pied des saints autels arrosés de ses pleurs,
- Il courut de la Ligue animer les fureurs,
- Et plongea dans le sang de la France éplorée
- la main qu'à l'Éternel il avait consacrée."
- Voltaire - La Henriade - Chant IV
Referências
- 1 2 3 4 «Joyeuse, Henri, Duc de | Encyclopedia.com». www.encyclopedia.com. Consultado em 5 de março de 2026
- 1 2 «Joyeuse». Encyclopedia Britannica. 25 de setembro de 2017. Consultado em 4 de março de 2026
- ↑ De Vaissière, Pierre (1926). «La seconde profession de Frère Ange, capucin, duc de Joyeuse, pair et maréchal de France (1599-1608)». Revue d'histoire de l'Église de France (54): 34–52. doi:10.3406/rhef.1926.2382. Consultado em 5 de março de 2026
- ↑ Cruppi, Jean (1855-1933) Auteur du texte (1928). Le père Ange, duc de Joyeuse, maréchal de France et capucin / Jean Cruppi (em francês). [S.l.: s.n.] Consultado em 5 de março de 2026
- ↑ «Couvent des Capucines». www.nicolaslefloch.fr. Consultado em 5 de março de 2026. Cópia arquivada em 16 de outubro de 2012
- ↑ «JOYEUSE Henri de, comte du Bouchage, puis duc de - Tombes sépultures dans les cimetières et autres lieux». www.tombes-sepultures.com. Consultado em 5 de março de 2026
- ↑ «Congrégation des Sacrés-Coeurs de Jésus et de Marie - Province de France - Picpus». www.ssccpicpus.fr. Consultado em 5 de março de 2026. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2007
- ↑ Sonnen, John Paul. «Chapelle de Picpus in Paris (Notre-Dame-de-la-Paix)». Liturgical Arts Journal. Consultado em 5 de março de 2026

