Iarinlim II

 Nota: Para outras pessoas de mesmo nome, veja Iarinlim.
Iarinlim II
Grande rei de Iamade
Selo de Iarinlim II
Reinadoca. 1720 - 1 700 a.C.
Antecessor(a)Abael I
Sucessor(a)Niquemiepu
Dados pessoais
Nascimentoséculo XVIII a.C.
Morteca. 1 700 a.C.
Descendência
Niquemiepu
PaiAbael I (?)
Religiãomitologia amorita

Iarinlim II ou Iarim-Lim (Yarim-Lim II; r. ca. 1720 - ca. 1 700 a.C. segundo a cronologia média) foi rei de Iamade (Halabe) em sucessão de seu pai Abael I.

Reinado

Pouco de Alepo foi escavado pelos arqueólogos e o conhecimento sobre Iamade e seus reis vem sobretudo dos tabletes encontrados em Alalaque e Mari.[1] Pouco se sabe sobre Iarinlim II e sua existência é confirmada por uma inscrição contida num selo descoberto em Alalaque no qual alega ser filho de Abael I e "amado do deus Adade".[2][3] Um de seus ministros foi Ini-Cubaba, conhecido através da inscrição em seu selo encontrado em Alalaque.[4] Iarinlim II morreu ca. 1 700 a.C. e foi sucedido por seu filho Niquemiepu.[5]

Identidade

A identidade deste rei é disputada, pois Abael I teve um irmão chamado Iarinlim a quem concedeu o reino de Alalaque.[6] O rei de Alalaque mencionou em suas inscrições que era filho de Hamurabi I e Iarinlim II mencionou em seu selo que era filho de Abael I.[7] Apesar disso, Moshe Weinfeld sugeriu que Iarinlim II de Iamade pode ser associado ao rei de Alalaque, e o motivo dele chamar-se filho de Abael I foi devido a uma adoção feita pelo último para criar uma base legal para instalar Iarinlim como rei em Alalaque.[8]

Esta teoria é difícil de provar devido a carência de referência textual acerca duma adoção e devido ao fato de Iarinlim (filho de Hamurabi) ter sido instalado no trono de Alalaque muito antes da assumida adoção. Além disso, não havia necessidade desse procedimento para legalizá-lo como rei.[9]

Referências

  1. ↑ Pioske 2015, p. 188.
  2. ↑ Grabbe 2007, p. 58.
  3. ↑ Klengel 1992, p. 62.
  4. ↑ Frayne 1990, p. 789.
  5. ↑ Frayne 1990, p. 792.
  6. ↑ Hamblin 2006, p. 264.
  7. ↑ Roberts 2002, p. 149.
  8. ↑ Roberts 2002, p. 149-150.
  9. ↑ Roberts 2002, p. 150.

Bibliografia

  • Frayne, Douglas (1990). Old Babylonian Period (2003–1595 BC). Toronto: University of Toronto Press. ISBN 978-0-8020-5873-7 
  • Grabbe, Lester L. (2007). Ancient Israel: What Do We Know and How Do We Know It?. [S.l.]: A&C Black. ISBN 978-0-567-03254-6 
  • Hamblin, William J. (2006). Warfare in the Ancient Near East to 1600 BC - Holy Warriors and the Dawn of History. Londres e Nova Iorque: Routledge. ISBN 0-415-25589-9 
  • Klengel, Horst (1992). Syria, 3000 to 300 B.C.: a handbook of political history. [S.l.]: Akademie Verlag. ISBN 3050018208 
  • Pioske, Daniel (2015). David’s Jerusalem: Between Memory and History. [S.l.]: Routledge. ISBN 1317548914 
  • Roberts, Jimmy Jack McBee (2002). The Bible and the Ancient Near East: Collected Essays. [S.l.]: Eisenbrauns. ISBN 1575060663