Irene Flunser Pimentel

Irene Flunser Pimentel
Nascimento2 de maio de 1950
Lisboa
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãohistoriadora
Distinções

Irene Flunser Pimentel (Lisboa, 1950) é uma historiadora portuguesa dedicada ao estudo do período contemporâneo de Portugal, especialmente da PIDE e do Estado Novo.[1]

Biografia

Investigadora do Instituto de História Contemporânea, é licenciada em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre e doutora em História Institucional e Política do Século XX, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.[1][2]

Prémios e Reconhecimento

Foi galardoada com o Prémio Pessoa em 2007.[3]

Em 2012, recebeu o Prémio Máxima de Literatura na categoria de Ensaio por A cada um o seu lugar – a política feminina do estado novo.[4][5]

Foi condecorada com as insignias Chevalier da Ordem Nacional da Legião de Honra pelo governo francês em 2015.[6][2]

Algumas obras


Entre as suas obras encontram-se: [7][8]

  • Informadores da PIDE – A Tragédia Portuguesa (2022) [9]
  • História das Organizações Femininas do Estado Novo (2000)[10]
  • Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em fuga a Hitler e ao Holocausto (2006)
  • Vítimas de Salazar. Estado Novo e Violência Política (co-autoria com João Madeira e Luís Farinha) (2007)[11]
  • A PIDE/DGS. 1945-1974 (2007)
  • Cardeal Cerejeira. O Príncipe da Igreja (2010)[12]
  • A Cada Um o Seu Lugar. A política feminina do Estado Novo (2011)[13]
  • Salazar, Portugal e o Holocausto (co-autoria com Cláudia Ninhos) (2012)[14]
  • Espiões em Portugal Durante a II Guerra Mundial (2013)[15]
  • História da Oposição à Ditadura (1926-1974) (2014)
  • O caso da PIDE/DGS (2017)
  • O essencial sobre a PIDE, Lisboa, Imprensa Nacional, 2023, ISBN 978-972-27-3151-5

Diversos artigos científicos e colaborações em enciclopédias, obras colectivas e programas audiovisuais.

  • O Comboio do Luxemburgo (2016) com Margarida de Magalhães Ramalho[16][17]

É também autora de várias crónicas publicadas no Jornal Público, onde abordou, entre temas, o artigo de Aristides de Sousa Mendes na Wikipédia.[18][19]

Referências

  1. 1 2 Irene Flunser Pimentel no site da editora Esfera dos Livros.
  2. 1 2 «ORCID - Irene Flunser Pimentel». orcid.org. Consultado em 1 de novembro de 2021
  3. ↑ Portugal, Rádio e Televisão de. «Irene Pimentel vencedora do Prémio Pessoa 2007». Irene Pimentel vencedora do Prémio Pessoa 2007. Consultado em 1 de novembro de 2021
  4. ↑ «Maria Teresa Horta, Irene Flunser Pimentel e Magda Pinheiro distinguidas com os Prémios Máxima». Jornal SOL. Consultado em 1 de novembro de 2021
  5. ↑ «Maria Teresa Horta entre as distinguidas com Prémios Máxima». www.sabado.pt. Consultado em 1 de novembro de 2021
  6. ↑ «Remise des insignes de Chevalier de la Légion d'Honneur à Madame Irene Flunser Pimentel (28.05.2015)». La France au Portugal (em francês). Consultado em 1 de novembro de 2021
  7. ↑ «Biblioteca Nacional de Portugal - Obras de Irene Flunser Pimentel». catalogo.bnportugal.gov.pt. Consultado em 1 de novembro de 2021
  8. ↑ «Irene Flunser Pimentel | Wook». www.wook.pt. Consultado em 1 de novembro de 2021
  9. ↑ https://www.dn.pt/autor/artur-cassiano.html (19 de maio de 2022). «Quem eram os informadores da PIDE, onde estavam e porque delatavam?». www.dn.pt. Consultado em 13 de julho de 2023
  10. ↑ Auteur., Pimentel, Irene Flunser (1950-....). (2001). História das organizações femininas do Estado Novo. [S.l.]: Temas e debates. OCLC 493511914
  11. ↑ João, Madeira, (2010). Vítimas de Salazar : Estado Novo e violência política. [S.l.]: Esfera dos Livros. OCLC 838143638
  12. ↑ Flunser., Pimentel, Irene (2010). Cardeal Cerejeira : o príncipe da Igreja. [S.l.]: A esfera dos livros. OCLC 793459174
  13. ↑ Flunser., Pimentel, Irene (2011). A cada um o seu lugar : a política feminina do Estado Novo. [S.l.]: Temas e Debates. OCLC 728080217
  14. ↑ Flunser., Pimentel, Irene (2013). Salazar, Portugal e o holocausto. [S.l.]: Temas e Debates. OCLC 829685180
  15. ↑ Flunser., Pimente, Irene (2014). Espiões em Portugal durante a II Guerra Mundial : como o nosso país se tornou local de passagem de agentes ingleses e alemães. [S.l.]: A Esfera dos Livros. OCLC 874122951
  16. ↑ Gabi, Abramac, (2020). Irene Flunser Pimentel, Margarida de Magalhães Ramalho, O Comboio do Luxemburgo. Os refugiados judeus que Portugal não salvou em 1940 (Lisabon: A Esfera dos Livros, 2016), 382 str. [S.l.]: Croatian Institute of History. OCLC 1233173591
  17. ↑ «O Comboio do Luxemburgo». Visita Guiada. 22 de maio de 2018. Consultado em 1 de novembro de 2021
  18. ↑ Pimentel, Irene Flunser. «A versão falseada sobre Aristides de Sousa Mendes na Wikipédia». PÚBLICO. Consultado em 1 de novembro de 2021
  19. ↑ «Irene Flunser Pimentel | Historiadora». PÚBLICO. Consultado em 1 de novembro de 2021

Ligações Externas