Isabel de Castro (atriz)

Isabel de Castro
Nome completoIsabel Maria Bastos Osório de Oliveira
Nascimento1 de agosto de 1931
Lisboa
Nacionalidadeportuguesa
Morte23 de novembro de 2005 (74 anos)
Borba
Ocupaçãoactriz
Atividade1946—2005
CônjugeÓscar Acúrcio (1948-1954)
Miguel Luke

Isabel Maria Bastos Osório de Oliveira, de seu nome artístico Isabel de Castro[1] (Sé, Lisboa, 1 de Agosto de 1931 — Borba, 23 de Novembro de 2005), foi uma actriz portuguesa.

Biografia

Filha de José Osório de Castro e Oliveira (São Sebastião, Setúbal, 27 de Janeiro de 1900 — Lisboa, 3 de Dezembro de 1964), funcionário da Agência Geral das Colónias, e de sua mulher, a artista lírica Raquel Soares Bastos, natural de Lisboa (freguesia de São Sebastião da Pedreira).[2] Era neta paterna da escritora Ana de Castro Osório e irmã do escritor João Osório de Castro.[3]

A sua estreia ocorreu no cinema com 14 anos, no filme Ladrão, Precisa-se! em 1946, de Jorge Brum do Canto.

No início da sua carreira participou em vários filmes espanhóis.

Ao longo da sua carreira participou em cerca de 50 filmes, tendo a sua carreira evoluído também no teatro e na televisão. Estas participações renderam-lhe vários prémios e galardões. Um dos seus papéis mais notáveis foi no filme "Viagem ao Princípio do Mundo" de Manoel de Oliveira, onde interpreta uma idosa camponesa.

A 25 de agosto de 1948, casou primeira vez civilmente, em Lisboa, com o ator Óscar Acúrcio da Silva Pereira (Mercês, Lisboa, 7 de Agosto de 1916 — Lisboa, 12 de Junho de 1990), filho do jornalista Joaquim Acúrcio do Carmo Pereira e de Maria Silva Pereira, doméstica, ambos naturais de Lisboa (ele da freguesia de Santiago e ela da freguesia do Socorro). Não tiveram geração e divorciaram-se litigiosamente por sentença de 17 de janeiro de 1954.[2]

Casou segunda vez com Miguel Luke.[3]

Isabel de Castro faleceu em 23 de novembro de 2005, aos 74 anos, de doença prolongada.[4]

Filmografia

A sua filmografia é composta por:[5][6][7]

Longas-metragens

  • Ladrão, Precisa-se!... (1946), de Jorge Brum do Canto
  • Viela, Rua Sem Sol (1947), de Ladislao Vajda
  • Barrio (1947), de Ladislao Vajda
  • Amanhã como Hoje (1948), de Mariano Pombo
  • ¡Fuego! (1949), de Arthur Duarte e Alfredo Echegaray
  • Heróis do Mar (1949), de Fernando Garcia
  • Brigada Criminal (1950), de Ignacio F. Iquino
  • Bajo el Cielo de Asturias (1951), de Gonzalo Delgrás
  • Dulce Nombre (1952), de Enrique Gómez
  • Almas en Peligro (1952), de Antonio Santillán
  • El Sistema Pelegrín (1952), de Ignacio F. Iquino
  • Persecución en Madrid (1952), de Enrique Gómez
  • Mercado Prohibido (1952), de Javier Setó
  • La Danza del Corazón (1953), de Raúl Alfonso e Ignacio F. Iquino
  • La Montaña sin Ley (1953), de Miguel Lluch
  • Bronce y Luna (1953), de Javier Setó
  • Hay un Camino a la Derecha (1953), de Francisco Rovira Beleta
  • La Hija del Mar (1953), de Antonio Momplet
  • El Presidio (1954), de Antonio Santillán
  • El Cerco (1955), de Miguel Iglesias
  • El Golfo que vio una Estrella (1955), de Ignacio F. Iquino
  • O Dinheiro dos Pobres (1956), de Artur Semedo
  • As Pupilas do Senhor Reitor (1961), de Perdigão Queiroga
  • Sexta-Feira, 13 (1962) de Pedro Lazaga
  • O Destino Marca a Hora (1970), de Henrique Campos

Curtas-metragens

Televisão

  • O Morgado de Fafe em Lisboa (1957), de Ruy Ferrão - tele-filme
  • O Grande Teatro do Mundo (1959), de Artur Ramos - tele-filme
  • A Proibição (1959), de Ruy Ferrão - tele-filme
  • A Chave do Mistério (1959), de Marcello de Morais - tele-filme
  • Os Dois Barcos (1959), de Pedro Martins - tele-filme
  • A Terceira História (1960), de Fernando Frazão - tele-filme
  • O Cão do Jardineiro (1960), de Artur Ramos - tele-filme
  • Tanto Barulho por Nada (1960), de Bessa de Carvalho - tele-filme
  • Não Chove em Vilar de Pedra (1961), de Fernando Frazão - tele-filme
  • Três Histórias Perigosas (1961), de Pedro Martins - tele-filme
  • Água Fresca e Cravos de Papel (1961), de Pedro Martins - tele-filme
  • A Porta de Ouro (1961), de Fernando Frazão - tele-filme
  • Fuenteovejuna (1975), de Victor Manuel
  • Nome de Jogo (1978), de Cecília Netto - tele-filme
  • Música para Si (1979), de Solveig Nordlund
  • E não se pode Exterminá-lo? (1979), de Solveig Nordlund e Jorge Silva Melo - tele-filme*Mátria (1984), de Dórdio Guimarães - tele-filme
  • Amparo de Mãe (1988), de Ricardo Nogueira - tele-filme
  • Esta Noite sonhei com Brueghel (1989), de Artur Ramos - tele-filme
  • Cenas da Vida de Benilde (1990), de Jorge Listopad - tele-filme
  • Procura-se (1992)
  • Desencontros (1995)
  • A Grande Aposta (1997)
  • Amo-te Teresa (2000), de Cristina Boavida e Ricardo Espírito Santo - tele-filme

Participou em séries de televisão como Duarte & C.a, Alentejo Sem Lei, A Raia dos Medos, Alves dos Reis na RTP.[5] A sua última participação ocorreu na telenovela Anjo Selvagem da TVI.

ligações externas

Referências

  1. ↑ «Lista de associados da Audiogest» (PDF). Actividades Culturais / Ministério da Cultura. 25 de Julho de 2007. Consultado em 3 de Janeiro de 2014. Arquivado do original (PDF) em 24 de dezembro de 2013
  2. 1 2 «Livro de registo de casamentos da 4.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1948-07-21 - 1948-10-10)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 472 e 472v, assento 472
  3. 1 2 "Os Luso-Descendentes da Índia Portuguesa", Jorge Eduardo de Abreu Pamplona Forjaz e José Francisco Leite de Noronha, Fundação Oriente, 1.ª Edição, Lisboa, 2003, Vol. III, p. 202
  4. ↑ «Morreu Isabel de Castro». Correio da Manhã. 24 de novembro de 2005
  5. 1 2 «Isabel de Castro - Pessoas Cinema Português». cinemaportuguesmemoriale.pt. Consultado em 3 de janeiro de 2022
  6. ↑ «Isabel de Castro – Actor». mubi.com. Consultado em 3 de janeiro de 2022
  7. ↑ AlloCine. «Filmographie Isabel de Castro». AlloCiné (em francês). Consultado em 3 de janeiro de 2022