Isamu Noguchi
| Isamu Noguchi | |
|---|---|
![]() Isamu Noguchi. | |
| Nascimento | 17 de novembro de 1904 Los Angeles |
| Morte | 30 de dezembro de 1988 (84 anos) Nova Iorque |
| Residência | Poston War Relocation Center, Nova Iorque, Paris |
| Sepultamento | Noguchi Museum |
| Cidadania | Japão, Estados Unidos |
| Etnia | Nipo-americano, multirracialidade |
| Progenitores |
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| Cônjuge | Yoshiko Yamaguchi |
| Irmão(ã)(s) | Ailes Gilmour |
| Alma mater |
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| Ocupação | escultor, designer, arquiteto paisagista, pintor, Designer de mobiliário, arquiteto, cenógrafo |
| Distinções |
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| Obras destacadas | Cullen Sculpture Garden, Playscapes |
| Movimento estético | expressionismo abstrato |
| Causa da morte | insuficiência cardíaca |
Isamu Noguchi (17 de Novembro de 1904, Los Angeles - 30 de Dezembro de 1988, Nova Iorque) foi um escultor, designer e arquitecto paisagista norte-americano, de ascendência japonesa. O interesse fundamental de Noguchi pela tridimensionalidade levou-o a dedicar-se tanto à escultura, cenografia, arquitectura paisagística, como ao design. As suas obras demonstram a influência da arte ocidental e das tradições artísticas japonesa e chinesa.[1]
Vida e obra
Noguchi nasceu nos Estados Unidos, sendo filho de pai japonês, o poeta Yone Noguchi, e de mãe norte-americana, a escritora Leonie Gilmour. Estudou na Universidade de Columbia e na Escola de Arte Leonardo da Vinci, de 1923 a 1926; em 1927, recebeu uma Bolsa Guggenheim de dois anos. Indo para Paris, a partir de Março de 1927, foi assistente de Constantin Brâncuși, que o introduziu nos relevos em madeira e pedra. Com o término da bolsa, Noguchi regressou a Nova Iorque em 1929. No mesmo ano, realizou a sua primeira exposição individual na Eugene Schoen Gallery, em Nova Iorque. Entre 1930 e 1932, Noguchi viajou para Paris, Pequim e Japão. Na China, estudou desenho com pincel, em particular, e no Japão, estudou o trabalho com o barro com o ceramista Uno Jinmatsu.[2]
Entre 1933 e 1937, Noguchi desenvolveu projectos para praças públicas, monumentos, parques infantis e cenários teatrais; de 1942 a 1948, intensificou o seu trabalho no teatro, ao mesmo tempo que desenhava e produzia mobiliário e candeeiros. Após 1949, viajou extensivamente pela Europa, Médio Oriente e Japão, produzindo desenhos e fotografias durante essas viagens. Estabeleceu um estúdio em Kamakura, no Japão.
Durante a década de 1950, viajou frequentemente entre o Japão e Nova Iorque e, em 1961, instalou um estúdio em Long Island, Nova Iorque. De 1971 a 1979, manteve outro estúdio na ilha japonesa de Shikoku.
Em 1980, fundou a Fundação Isamu Noguchi. O Museu Jardim Isamu Noguchi foi construído em Long Island City, Nova Iorque, de 1981 a 1985, ano em que foi inaugurado.[3]
Outro Museu Jardim Isamu Noguchi está localizado num subúrbio de Takamatsu, no Japão. Originalmente, este era o estúdio de Noguchi, que o fundou em 1969 por admirar o granito local.
Poucos escultores do século XX, antes da Land Art, conseguiram expandir o conceito de escultura ao ponto de que a paisagem deixou de ser um mero pano de fundo, passando a ser o próprio tema da criação artística. Noguchi destaca-se, sem dúvida, entre estes pioneiros inovadores. As suas esculturas austeras e minimalistas, os seus jardins e espaços urbanos, com a sua clareza, simplicidade e beleza intemporal, são modelos indiscutíveis para muitos arquitectos paisagistas e artistas contemporâneos, servindo de modelos para uma abordagem contemporânea da paisagem e do jardim como obras de arte espaciais.[4]
Seria um eufemismo considerar a obra de Noguchi simplesmente como arte japonesa no Ocidente. "O meu pai, Yone Noguchi, é japonês, e a sua poesia é há muito reconhecida como a tradução do Oriente para o Ocidente. Quero fazer o mesmo com a escultura", escreveu Noguchi na sua candidatura à Bolsa Guggenheim em 1927.
Referências
- ↑ Bruce Altshuler, Isamu Noguchi. Abbeville Press, Inc, 1995 (Inglês)
- ↑ Ana Maria Torres e Tod Williams, Isamu Noguchi: A Study of Space, The Monticelli Press (Inglês)
- ↑ The Isamu Noguchi Foundation and Garden Museum (Inglês)
- ↑ Hayden Herrera, Listening To Stone: The Art and Life of Isamu Noguchi, Nova Iorque, Farrar, Straus, and Giroux, 2015 (Inglês)
