Itaú de Minas

Itaú de Minas
Do alto, da esquerda para a direita: Igreja Nossa Senhora Aparecida; Praça da Matriz; Igreja Matriz Santa Terezinha do Menino Jesus; Praça Sagrada Família; Praça Nossa Senhora das Graças; Praça Monsenhor Ernesto Cavicchioli; Prefeitura Municipal; Avenida Engenheiro Manoel Batista; vista panorâmica; pôr do sol; uma das primeiras praças no pátio da antiga fábrica.
Do alto, da esquerda para a direita: Igreja Nossa Senhora Aparecida; Praça da Matriz; Igreja Matriz Santa Terezinha do Menino Jesus; Praça Sagrada Família; Praça Nossa Senhora das Graças; Praça Monsenhor Ernesto Cavicchioli; Prefeitura Municipal; Avenida Engenheiro Manoel Batista; vista panorâmica; pôr do sol; uma das primeiras praças no pátio da antiga fábrica.
Do alto, da esquerda para a direita: Igreja Nossa Senhora Aparecida; Praça da Matriz; Igreja Matriz Santa Terezinha do Menino Jesus; Praça Sagrada Família; Praça Nossa Senhora das Graças; Praça Monsenhor Ernesto Cavicchioli; Prefeitura Municipal; Avenida Engenheiro Manoel Batista; vista panorâmica; pôr do sol; uma das primeiras praças no pátio da antiga fábrica.
Hino
Gentílicoitauense[1]
Localização de Itaú de Minas em Minas Gerais
Localização de Itaú de Minas em Minas Gerais
Localização de Itaú de Minas em Minas Gerais
Itaú de Minas está localizado em: Brasil
Itaú de Minas
Localização de Itaú de Minas no Brasil
Mapa de Itaú de Minas
Coordenadas: 🌍
PaísBrasil
Unidade federativaMinas Gerais
Municípios limítrofesNorte: Passos;
Leste: Passos;
Sul: Fortaleza de Minas;
Oeste: Cássia e Pratápolis.
Distância até a capital363 km[2]
Fundação31 de dezembro de 1943 (82 anos)[3]
Emancipação11 de setembro de 1987 (38 anos)
Governo
 • Prefeito(a)Norival Francisco de Lima (UNIÃO [4], 2021–2024)
Área
 • Total [1]153,421 km²
Altitude712 m
População
 • Total (Censo IBGE/2022[1])14 406 hab.
 • PosiçãoMG: 235º
Densidade93,9 hab./km²
ClimaTropical de altitude (Cwa)
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
CEP37975-000 a 37979-999[5]
IDH (PNUD/2010[6])0,776 — alto
 • PosiçãoMG: 10º
PIB (IBGE/2016[7])R$ 48 732 952 mil
 • Per capita (IBGE/2016[7])R$ 30 473,33
Sítiowww.itaudeminas.mg.gov.br (Prefeitura)
www.camaraitaudeminas.mg.gov.br (Câmara)

Itaú de Minas é um município brasileiro da Região Geográfica Imediata de Passos situado no sudoeste do estado de Minas Gerais, inicialmente denominado Córrego do Ferro.[8] Sua população recenseada pelo IBGE em 2022 era de 14 406 habitantes.[1]

Possui uma área de 150,90 km² e situa-se a 20°45'22" de latitude sul e 46°45'33" de longitude oeste, tem sua altitude máxima, de 1 095 m, na cabeceira do Córrego Tebas e a mínima, de 712 m, na foz do rio Santana. O município é cortado por duas rodovias estaduais, a MG-050 e a MG-344, que interligam a Região Metropolitana de Belo Horizonte ao interior paulista.Também é cortada por um curto trecho remanescente de uma ferrovia, o Ramal de Passos da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que a liga às cidades vizinhas de Pratápolis e São Sebastião do Paraíso. Está localizado a 363 km da capital mineira.[9][10]

Integra o Circuito Turístico Nascentes das Gerais, compreendendo a Serra da Canastra, região da nascente do Rio São Francisco, o Velho Chico. Situa-se a 50 km do Lago da Usina Hidrelétrica de Furnas, em uma região do estado mineiro, com cachoeiras, cânions, montanhas, além da paisagem natural da própria represa.[11]

Itaú de Minas tem se destacado no cenário nacional, graças aos excelentes resultados recentemente alcançados em alguns importantes indicadores. Em 2016, o Observatório das Metrópoles, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicou o Índice de Bem-Estar Urbano (IBEU),[12] com o propósito de oferecer a agentes governamentais, universidades, movimentos sociais e sociedade civil em geral mais um instrumento para avaliação e formulação de políticas urbanas para o país. Conforme o estudo citado, Itaú de Minas ocupa o nível mais elevado, ou seja, apresenta condições muito boas (0,925 pontos),[13] classificando-se como o 23º (vigésimo terceiro) melhor município, entre os 5565 municípios brasileiros analisados, e o 4º melhor, entre os municípios mineiros. O Índice de Bem-Estar Urbano (IBEU)[14] considerou 5 (cinco) dimensões: mobilidade urbana, condições ambientais urbanas, condições habitacionais urbanas, atendimento de serviços coletivos urbanos e infraestrutura urbana.

História

A origem

Conforme o Historiador Antônio Grillo, em meados do século XIX, Joaquim Gomes de Souza Lemos, realizou um dos primeiros levantamentos referentes às divisas do município de Passos, referindo-se ao povoado do “Córrego do Ferro”. Entretanto, inventários anteriores ao levantamento supracitado e catalogados nos arquivos cartoriais passenses revelam que atividades de mineração de ferro já ocorriam naquela localidade e mencionam caminhos que passam pelo “Morro do Ferro, pelo Córrego do Ferro, Rio São João, Rio Santana” e outros.

Ainda na primeira metade do século XIX, os arraiais dos “Sertões do Jacuí” se consolidaram, evidenciando-se os caminhos que os ligavam, eis a origem do “Córrego do Ferro”.

Naquela época, buscavam-se itinerários com destino à vila “Desemboque”, notadamente o “Caminho do Desemboque”, roteiro de caravanas, sertanistas ou aventureiros que, ainda no século XVIII, a partir do Rio Sapucaí dirigiam-se àquela vila – do porto do Rio Claro cortavam pelo Vale do Itapiché e vinham sair nas Serras de Ventania; daí costeando-a, iam em direção a Jacuí (pelo sul) ou ao Desemboque (pelo norte), passando pelo Bonsucesso, Barra do São João, Quartel do Aterrado, Serra das Sete Voltas e finalmente, Desemboque.

Havia também o caminho que deixando Jacuí, seguia o curso do Santana (ou do São João, mais a leste) até chegar ao caminho anterior, rumando para o Desemboque. O certo é que neste caminho, na região fechada pelos rios São João e Santana, assumiram importância os vales dos pequenos ribeirões, como o da Prata e o Córrego do Ferro. Exauridas as alternativas de mineração de ouro na região, as atenções se voltavam para a busca da prata e, na ausência desta, de outros minérios, como o ferro, por exemplo. Os primeiros assentamentos estão atrelados a estas experiências, suscitando os povoados futuros.

A poucos quilômetros de Itaú, a fazenda Santana é testemunho daqueles tempos: tanto a Capela consagrada a Nossa Senhora da Santana, como o Cemitério, vinculam-se ao Morro do Ferro, ou a tentativas de mineração desenvolvidas ainda na primeira metade do século XIX.

O Córrego do Ferro é o desdobramento de tais atividades e foi o ponto de convergência não só da presença humana por meio de muitos mineradores e garimpeiros anônimos, como também das primeiras afazendagens de porte, como a dos Amorim, cujo estabelecimento mais notório é o de Pedro Quita, como ficou conhecido.

A mineração de Ferro, em princípio, não foi bem sucedida, terminando desestimulada. Ao passo que, jazidas calcárias aí descobertas se tornaram a precípua atividade econômica, favorecendo a fixação dos homens.

Junto à colônia da fazenda surgiram os estabelecimentos rudimentares das caieiras e logo, uma venda. Daí a origem do povoado que em todos os documentos tem o nome de Córrego do Ferro.

Também ao pesquisar as terras do atual município, foram encontrados resquícios de antigas fazendas com, aproximadamente, 150 anos, como a Fazenda São João, conhecida popularmente por Fazenda da Leocádia, propriedade de Antônio Felício Cintra, descendente português.

Percebe-se que nessas terras havia grande circulação de pessoas, muitos boiadeiros e, certamente, também muito dinheiro. E pela inexistência de agências bancárias, todo capital era mantido em cofres nas próprias residências.

Destarte, as primeiras habitações humanas nesta localidade ocorreram antes de 1900 – ainda no século XIX - pelos latifundiários e mineradores que arroteavam a região, expandindo suas riquezas e promovendo o advento de mais pessoas, ainda que os aludidos fatos careçam de riqueza de detalhes, haja vista a falta de alguns documentos comprobatórios, ocasionando a inexatidão das datas, e consequentemente, impossibilitando o estudo aprofundado dos conhecimentos.

A história de Itaú de Minas é, portanto, resgatada graças às documentações das antigas fazendas, a saber, as escrituras, e, principalmente, pelos relatos dos descendentes de habitantes que viveram neste povoado no início do século XX.

Economia

A cidade sedia a fábrica de cimentos Itaú (CCPI - Companhia de Cimento Portland Itaú), a maior cimenteira do país, que hoje faz parte do grupo Votorantim.

A Unidade de Itaú de Minas é uma das maiores unidades fabris do grupo.

No que diz respeito a receitas e despesas orçamentárias, as receitas representam 53,4% dos valores e as despesas 46,6%.

Demografia

Etnias

Cor/Raça Nº de pessoas
Branca 9475
Parda 4105
Preta 797
Amarela 21
Indígena 8

Fonte: IBGE – Censo 2022 [1]

Bioma

Cerrado e Mata Atlântica

Administração

Depois de muitas controvérsias a presidente da Câmara Municipal de Itaú de Minas, Juliana Mattar (PTB) que tinha assumido durante sessão especial da casa, o cargo de prefeita da cidade acatando uma decisão da Justiça Eleitoral da Comarca de Pratápolis, deixa o cargo e através de liminar o cargo volta a Norival Francisco de Lima (DEM) .[carece de fontes?]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 «IBGE». Censo Demográfico - 2022
  2. ↑ «Distância entre Itaú de Minas e Belo Horizonte». Google Maps. Consultado em 9 de março de 2016
  3. ↑ «Histórico de Itaú de Minas». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 9 de março de 2016
  4. ↑ «Representantes». União Brasil. Consultado em 29 de setembro de 2022
  5. ↑ Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019
  6. ↑ «Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM». Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2010. Consultado em 8 de março de 2016
  7. 1 2 «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 6 de novembro de 2016
  8. ↑ «Moradores revivem história de Itaú de Minas em filme gravado na cidade». G1 - Globo. Consultado em 9 de março de 2016
  9. ↑ «Distância entre Itaú de Minas e Belo Horizonte». Google Maps. Consultado em 9 de março de 2016
  10. ↑ «Itaú -- Estações Ferroviárias do Estado de Minas Gerais». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 19 de setembro de 2020
  11. ↑ «Distância entre Itaú de Minas e Usina Hidrelétrica de Furnas». Google Maps. Consultado em 9 de março de 2016
  12. ↑ «Índice de Bem-Estar Urbano (IBEU)» (PDF). Observatório das Metrópoles, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia. Consultado em 30 de dezembro de 2016
  13. ↑ «Conheça as 100 melhores cidades de bem-estar urbano do Brasil». Leandro Isola. Consultado em 30 de dezembro de 2016
  14. ↑ «As 100 melhores e as 100 piores cidades Brasileiras em qualidade de vida». PAULA ZOGBI. Consultado em 30 de dezembro de 2016

Ligações externas