Itajobi

Itajobi
Vista parcial da área central com destaque para as Praças Nove de Julho e Padre Victor, esta segunda onde se encontra a Igreja Matriz São José.
Vista parcial da área central com destaque para as Praças Nove de Julho e Padre Victor, esta segunda onde se encontra a Igreja Matriz São José.
Vista parcial da área central com destaque para as Praças Nove de Julho e Padre Victor, esta segunda onde se encontra a Igreja Matriz São José.
Hino
Gentílicoitajobiense
Localização de Itajobi em São Paulo
Localização de Itajobi em São Paulo
Localização de Itajobi em São Paulo
Itajobi está localizado em: Brasil
Itajobi
Localização de Itajobi no Brasil
Mapa de Itajobi
Coordenadas: 🌍
PaísBrasil
Unidade federativaSão Paulo
Municípios limítrofesCatanduva, Marapoama, Pindorama, Novo Horizonte, Itápolis, Santa Adélia e Borborema
Distância até a capital400 km
Fundação1919 (107 anos)
Governo
 • Prefeito(a)Sidiomar Ujaque (PSC, 2021–2024)
Área
 • Total [1]502,1 km²
Altitude453 m
População
 • Total (Censo IBGE/2025[1])17 502 hab.
Densidade34,9 hab./km²
ClimaTropical (Cfa)
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2000[2])0,798 — alto
PIB (IBGE/2009[3])R$ 203 595 mil
 • Per capita (IBGE/2009[3])R$ 13 866,03

Itajobi é um município brasileiro no estado de São Paulo. Possui uma população de 16 989 habitantes (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2022).[1] O município é formado pela sede e pelo distrito de Nova Cardoso.[4][5]

Topônimo

"Itajobi" provém do termo tupi para "pedra preciosa".

O Dicionário de Tupi Antigo afirma o seguinte sobre a etimologia: "Itajobi (SP). Nome artificial: distrito criado com a denominação de Itajubi em 1906. Poderia ser um topônimo com significado se proviesse da composição de itá + îá + oby: repleto de pedras verdes. Mas parece que foi Theodoro Sampaio quem criou o nome, dando-lhe outra significação, que não procede."[6]

História

Até o início do século XX, toda a região oeste do estado de São Paulo era território tradicional dos índios caingangues[7]. Em 22 de junho de 1884, Inácio Nantes da Costa e sua mulher criaram a Fazenda Campo Alegre, entre os córregos do Papagaio, Monjolinho, Cisterna e Queixada. No final do século XIX, começaram a chegar imigrantes alemães, sírios e italianos na região, que era chamada de Campo Alegre das Pedras.

Em agosto de 1906, foi criado o Distrito de Paz de Itajubi, através da Lei Estadual 993, de 2 de agosto de 1906. Em 26 de outubro de 1918, a Lei Estadual 1 604 criou o município de Itajubi, instalado e 4 de abril de 1919, desmembrado de Itápolis.

Pelo decreto nº 6638, de 31 de agosto de 1934, é criado o distrito de Vila Robert e anexado ao município de Itajubi. Pela lei nº 2569, de 13 de janeiro de 1936, é criado o distrito de Marapuama e anexado ao município de Itajubi.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído de 3 distritos: Itajubi, Marapuama e Vila Robert. Pelo decreto-lei estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o município está grafado Itajobi e os distritos Marapoama ex-Marapuama Vila Roberto ex-Vila Robert. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município de Itajobi é constituído de 3 distritos de Itajobi, Marapoama Vila Roberto e pertence ao termo e comarca de Santa Adélia. Pelo decreto-lei estadual no 14334, de 30 de novembro de 1944, transfere o distrito de Roberto do município de Itajobi para o de Pindorama. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Itajobi e Marapoama, e pertence ao termo e comarca de Santa Adélia. Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Itajobi e Marapoama.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18-VIII-1988. Pela lei complementar no 02, de 24 de outubro de 1991, é criado o distrito de Nova Cardoso e anexado ao município de Itajobi. Pela lei estadual no 7644, de 30 de dezembro de 1991, desmembra do município de Itajobi o distrito de Marapoama. Em divisão territorial datada de 1-VI-1995, o município é constituído de 2 distritos Itajobi e Nova Cardoso. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

Geografia

Localiza-se a uma latitude 21º19'05" sul e a uma longitude 49º03'16" oeste, estando a uma altitude de 453 metros. Possui área de 502,1 km².[1]

Hidrografia

Os rios do município fazem parte da bacia do Baixo Tietê, sendo que pertencem à Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Tietê-Batalha. As principais drenagens que passam pela cidade são o Córrego da Fruteira, o Córrego Monjolinho e o Córrego da Cisterna. O Ribeirão Três Pontes se forma na confluência desses três córregos.

  • Córrego da Fruteira.
  • Córrego da Cisterna
  • Córrego do Cigano.
  • Córrego da Queixada
  • Córrego do Monjolinho.
  • Ribeirão Três Pontes.
  • Ribeirão dos Fugidos ou das Palmeiras.
  • Ribeirão do Cubatão ou Barra Mansa.
  • Ribeirão do Cervo Grande ou Cervão.
  • Córrego Fundo.
  • Córrego do Bairro Amarelo.
  • Córrego do Veado.
  • Córrego da Lagoa.
  • Córrego da Onça.
  • Córrego do Pau D'Alho.
  • Córrego Água Limpa.
  • Córrego Capão Grosso.

Fonte: Meio Ambiente - Recursos Hídricos - Bacia Tietê-Batalha - SP.

Relevo

Itajobi se situa no denominado Planalto Ocidental Paulista, que ocupa toda porção oeste do Estado de São Paulo. O relevo é representado pela predominância de uma topografia ondulada, com pequenas oscilações de altitudes, que decaem em direção a oeste (direção da calha do rio Paraná).

Clima

O clima é tropical com inverno seco e verão chuvoso, a temperatura média está em torno dos 28o graus.

Vegetação

A vegetação predominante é do tipo campo cerrado, alternado com capões de mata, que hoje apresenta grande desmatamento devido à ação antrópica. As matas ciliares ao longo das principais drenagens se encontram degradadas, na maioria dos casos em função da atividade agrícola exercida na região.[carece de fontes?]

Geologia

Se situa no centro leste da Bacia do Paraná, sobre rochas do denominado Grupo Bauru. A maior parte assenta-se sobre arenitos da Formação Adamantina, aparecendo lentes de siltitos e argilitos. Aparecem também arenitos com cimentação carbonática, pertencentes a Formação Marília.

Rodovias

Demografia

População

Crescimento populacional
AnoPopulação%±
192018 653—
192532 25172,9%
193425 443−21,1%
193727 2006,9%
194021 098−22,4%
194613 561−35,7%
195014 6438,0%
195811 806−19,4%
196013 03610,4%
197011 579−11,2%
198014 50325,3%
199115 0143,5%
200014 230−5,2%
201014 5562,3%
202216 98916,7%
Est. 202517 502[8]3,0%
Fontes: [9][10][11][12]
Censos IBGE e Estimativas Fundação SEADE

Composição étnica

Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 12.169 brancos (71,63%), 4.164 pardos (24,51%), 602 pretos (3,54%), 46 amarelos (0,27%) e 7 indígenas (0,04%).[13]

Política e administração

  • Prefeito: Sidiomar Ujaque (Paquinho) (2021/2024)
  • Vice-prefeito: Catiane Cristina Garcia Betarelo
  • Presidente da câmara: Clodovil Domingos Aizza (2021/2022)
  • Vereadores (2021/2024):
    • Cláudio Roberto Oliani (Beto Branco)
    • Clodovil Domingos Aizza
    • Helen Temporini
    • José Roberto Lorenceti (Zé Bertim)
    • Luis Brás Piovesan
    • Luis Roberto Sperandio
    • Maicon Aderbal Essi
    • Marcos Antônio Lopes
    • Moisés Aparecido de Lima

Infraestrutura

Comunicações

O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1979 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1980 com o código de área (0175).[14] Anteriormente a cidade era atendida pela Telefônica Nacional.

Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (017), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.[15]

Religião

De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 94,3% da população do município é cristã, sendo 72,1% católicos e 22,2% evangélicos. Outras religiões representam 3,11% da população total.[16]

O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:[17]

Igreja Católica

Igrejas Evangélicas

Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:[19]

Ver também

Referências

  1. 1 2 3 4 «Censo Populacional 2010 - IBGE» (PDF). IBGE.gov.br. Consultado em 1 de setembro de 2011
  2. ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008
  3. 1 2 «Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 30 de dezembro de 2011. Arquivado do original (PDF) em 3 de março de 2016
  4. ↑ «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico
  5. ↑ «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
  6. ↑ NAVARRO, Eduardo. Dicionário de Tupi Antigo, 2013
  7. ↑ http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kaingang/print
  8. ↑ «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação (2025) | IBGE». www.ibge.gov.br
  9. ↑ «Censos Demográficos (1991-2022) | IBGE». ibge.gov.br
  10. ↑ «Censos Demográficos (1872-1980) | IBGE». biblioteca.ibge.gov.br
  11. ↑ «Evolução da população segundo os municípios (1872-2010) | IBGE» (PDF). geoftp.ibge.gov.br
  12. ↑ «Biblioteca Digital Seade | Fundação Seade». bibliotecadigital.seade.gov.br
  13. ↑ «Tabela 9605: População residente, por cor ou raça, nos Censos Demográficos». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 27 de março de 2026
  14. ↑ «Área de operação da Telesp em São Paulo». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 22 de fevereiro de 2025
  15. ↑ «Telesp - Código DDD e Prefixos». www.telesp.com.br. Página oficial da Telecomunicações de São Paulo (arquivada). 14 de janeiro de 1998. Consultado em 22 de fevereiro de 2025
  16. ↑ «Tabela 6417: Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo o sexo e a religião». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 20 de março de 2026
  17. ↑ O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
  18. ↑ «Sul 1 Region of Brazil [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 30 de março de 2025
  19. ↑ Cross, F. L.; Livingstone, E. A., eds. (1 de janeiro de 2009). «The Oxford Dictionary of the Christian Church». Oxford University Press (em inglês). ISBN 978-0-19-280290-3. Consultado em 22 de março de 2026
  20. ↑ «Campos Eclesiásticos». CONFRADESP. 10 de dezembro de 2018. Consultado em 30 de março de 2025
  21. ↑ «Arquivos: Locais». Assembleia de Deus Belém – Sede. Consultado em 30 de março de 2025
  22. ↑ «Localidade - Congregação Cristã no Brasil». congregacaocristanobrasil.org.br. Consultado em 30 de março de 2025

Ligações externas