Jeanara Begum
| Jeanara Begum | |
|---|---|
| Xazade do Império Mogol | |
![]() Jeanara com 18 anos, pintura datada de 1632 | |
| Padixá begum | |
| Primeiro reinado | 17 de junho de 1631 – 31 de junho de 1658 |
| Antecessor(a) | Mumtaz Mahal |
| Sucessor(a) | Roxanara Begum |
| Segundo reinado | 1669 – 16 de setembro de 1681 |
| Predecessor(a) | Roxanara Begum |
| Sucessor(a) | Zinat-un-Nissa |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 23 de março de 1614[1] Ajmer, Império Mogol |
| Morte | 16 de setembro de 1681 (67 anos) Deli, Império Mogol |
| Casa | Timúrida |
| Pai | Xá Jeã |
| Mãe | Mumtaz Mahal |
| Religião | Sunismo |
Jeanara Begum (23 de março de 1614 – 16 de setembro de 1681) foi uma princesa do Império Mogol. Ela foi a segunda filha mais velha do imperador mogol Xá Jeã e de Mumtaz Mahal.
Depois da morte prematura de Mumtaz Mahal em 1631, Jeanara, que na época tinha dezessete anos, foi encarregada do selo imperial e conferida ao título de padixá begum (primeira-dama) do Império Mogol, apesar de que seu pai ainda tinha três esposas vivas. Ela foi a filha favorita de Xá Jeã, e era portadora de grande influência política durante o reinado de seu pai. Ela foi descrita como a "mais poderosa mulher no império" na época.[2]
Jeanara era uma partidária ardente de seu irmão mais novo, Dara Xucô, e ela o apoiou como o sucessor escolhido de seu pai. Durante a guerra por sucessão que tomou conta após a doença de Xá Jeã em 1657, Jahanara tomou o partido do herdeiro aparente Dara e, após a derrota deste, ela juntou-se a seu pai no Forte de Agra, local em que ele foi posto em prisão domiciliar por Auranguezebe. Quando Auranguezebe ascendeu ao trono, Jeanara foi substituída por sua irmã mais nova, Roxanara, como padixá begum. Jeanara tomou conta de Xá Jeã até a morte dele em 1666. Depois, Jeanara reconciliou com Auranguezebe, que deu a ela o título de Begum Sahib ("imperatriz das princesas") e colocou-a novamente no lugar de sua irmã Roxanara como primeira-dama.[3] Jeanara morreu durante o reinado de Auranguezebe. Ela é conhecida também por suas obras literárias, que até hoje continuam a demonstrar a presença dela no sufismo. Ela foi a autora do Muin al-arwah, uma biografia do xeique Muinadim de Chishti, a quem ela acreditava ter sido o maior dos santos sufis na Índia. Ela o considerava seu mestre espiritual, apesar de ele ter vivido quatro séculos antes dela.[4]
Referências
- ↑ Lal, K.S. (1988). The Mughal harem. [S.l.]: Aditya Prakashan. ISBN 9788185179032
- ↑ ASHER, CATHERINE; Asher, Catherine Ella Blanshard; Asher, Catherine Blanshard; Asher, Catherine B. (1992). Architecture of Mughal India (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 9780521267281
- ↑ Preston, página 285.
- ↑ Lambert-Hurley, Siobhan (2022). Three Centuries of Travel Writing By Muslim Women. [S.l.]: Bloomington: Indiana University Press
