Katia Bronstein

Kátia Bronstein
Nascimento23 de junho de 1965 (60 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidadebrasileira
Gênero(s)indie, rock, pop, MPB, world music, bossa nova, samba, trip hop, jazz, tech house
OcupaçãoCantora e atriz
CônjugeJoão Barone (c. 1995; div. 2009)
Filho(a)(s)Branca Bronstein
Vicente Barone
Instrumento(s)vocal, violão brasileiro, viola brasileira, guitarra elétrica, piano, ukulele
Período em atividade1980–presente
Outras ocupaçõescompositora
produtora musical
atriz
bailarina
professora
preparadora cênica de cantores
Gravadora(s)Net
MCD
Tumi
Streetbeat
Vulkana
Tratore
Afiliação(ões)Circo Voador, Asdrúbal Trouxe o Trombone, Blitz, Básico Instinto, Barão Vermelho, Bebel Gilberto, Cazuza, Fausto Fawcett, Herbert Vianna, Mitar Subotić, Vitor Ramil, Marcos Suzano, Pedro Luís e a Parede, Teresa Cristina, Charles Gavin, Dé Palmeira, Alexandre Kassin, Stella Miranda

Katia Bronstein (Rio de Janeiro, 23 de junho de 1965) é uma cantora, compositora, atriz e bailarina brasileira. Graduada em Teatro pela Casa das Artes de Laranjeiras e formação no Teatro O Tablado.[1][2] Seguiu carreira no teatro, cinema e como cantora de bossa nova e MPB eletrônica. Com o nome artístico Katia B,[3] lançou cinco álbuns apostando em um estilo eclético que une bossa nova, MPB, indie, trip hop britânico, influências étnicas e orientais e música eletrônica: Katia B, em 2000, Só deixo meu coração na mão de quem pode, em 2004, Espacial, em 2007, Para mim você é lindo, em 2012, e Canções de outro mundo, em 2022.[4] Katia é judia de origem russo-asquenazita.[5]

A artista já trabalhou como cantora e compositora com instrumentistas e cantores brasileiros renomados do jazz, da bossa nova e da tropicália. Faz parte da primeira geração do movimento de renovação da música popular brasileira nos anos 2000, a nova MPB, ao lado de Bebel Gilberto, Tulipa Ruiz, Daúde, Céu, Tiê, Giane Viscardi, Ana Ratto, Verônica Ferriani, Danni Carlos, Fernanda Porto, Ana Cañas, Jussara Silveira, Nina Becker, Alice Caymmi e Vanessa da Mata.[6][7]

No teatro, trabalhou com os diretores Luís Antonio Martinez Corrêa, Walter Clark, Monique Gardenberg, Aderbal Freire Filho e Maria Clara Machado.

Biografia

Katia Bronstein vem de uma grande família musical, que promove diversas celebrações judaicas repletas de danças e músicas tradicionais. A mãe de Katia, cantora de fado, recebia artistas de diversas origens musicais nos saraus em casa. Quando criança, participava de corais e teve aulas de violão e canto com o maestro Egberto Gismonti. Katia costumava tocar violão em rodas de amigos na adolescência. A experiência da vida em família faz parte do trabalho da artista. A artista tem canções compostas em homenagem aos pais, avós e filhos. Além disso, insere seus filhos Branca e Vicente em suas produções artísticas. [8]

Katia começou na música cantando nos saraus pdo Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A artista é conhecida como uma das fundadoras do Circo Voador, palco artístico alternativo criado no Arpoador, Rio de Janeiro, em 1981.[9] Fez parte do curso de Perfeito Fortuna com integrantes do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, ao lado de Bebel Gilberto, Cazuza e Deborah Colker.[10][11][12][13] Cazuza, Katia Bronstein, Bebel Gilberto, Alice de Andrade e Perfeito Fortuna criaram um grupo de teatro amador e encenaram a peça Paraquedas do Coração.[14][15]

A artista estreou como atriz e bailarina na versão brasileira do musical A Chorus Line, aos 17 anos, em 1982. No espetáculo, explorou sua veia cômica no papel de Bebe Benzenheimer.[16] Na mesma época, fez parte da primeira formação da banda de pop rock Blitz ao lado de Lobão e Evandro Mesquita.[17]

Katia Bronstein integrou o elenco da minissérie policial de 25 capítulos Tudo em Cima, da Rede Manchete em 1986.[18] O programa foi exibido de março a abril de 1986, escrito por Bráulio Pedroso e Geraldo Carneiro e dirigido por Ary Coslov. Em 1989, atuou no programa de TV de sátira política Cabaré do Barata, de Agildo Ribeiro. A atriz participava de quadros de paródias musicais e esquetes com Agildo Ribeiro, no humorístico apresentado às quartas-feiras, às 22h.[19][20][21]

Já na TV Globo, fez uma participação na novela Rainha da Sucata, como a colega na aula de dança da bailarina Adriana Ross, papel da atriz Claudia Raia, em 1990.[22] No mesmo ano, Katia interpretou Roseta na minissérie de comédia de época La Mamma. Roseta trabalhava como empregada doméstica na casa da Mamma, personagem de Dercy Gonçalves.[23] Em 1996, Katia fez parte do elenco da segunda temporada da novela Malhação, como a vilã Lila Shue, uma cantora famosa e mãe de Jade, interpretada pela atriz Luiza Curvo.[24][25] A atriz interpretou Dora, uma trapezista que sofre um acidente e precisa fazer uma cirurgia no seriado Mulher, episódio "De braços abertos", em 1998.[26][27] Katia entrou na novela Passione em 2010, interpretando Françoise Caron, uma decoradora francesa que participou do núcleo de comédia da trama ligado ao "Rei do Lixo", Olavo, personagem de Francisco Cuoco. [28][29][30][31][32][33] Em 2021, participou de dois episódios da minissérie Passaporte para liberdade como Sidonie Moebius, mãe da protagonista Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, o Anjo de Hamburgo, interpretada por Sophie Charlotte. Foi a primeira produção da TV Globo em inglês, uma parceria com a Sony Pictures Television.[34][35]

Cinema brasileiro e internacional

A estreia de Katia Bronstein no cinema foi no filme Bar Esperança, dirigido por Hugo Carvana, em 1983. Logo no início do longa, Katia contracena com a atriz Maria Gladys e a protagonista, Marília Pêra. A personagem da atriz, Tininha, faz parte do grupo de amigas que frequentam o Bar Esperança.[36] Cabe destacar a presença de Katia no papel de Mimi Bibelô, na versão de Ruy Guerra do filme Ópera do Malandro, em 1987.[37][38] A atriz participou do filme internacional O Quinto Macaco, em 1990, no papel de Mrs. Tramp.[39]

Em 1991, Katia atuou no longa policial noir A Grande Arte como uma modelo assassinada em um hotel. O primeiro filme dirigido por Walter Salles é uma adaptação do romance de Rubem Fonseca.[40] Em 1995, a atriz participou do curta-metragem Biu, ou a Vida Real não tem Retake, como Aída de Verdi. O filme do roteirista e diretor Paulo Halm teve ainda no elenco os atores Paulo Betti e Fábio Assunção.

No filme Buena Sorte, a artista interpretou a cantora Cilene, e participou da trilha sonora com canções originais, em 1997.[41] Katia foi Hannah no longa Lost Zweig, em 2002, uma adaptação do livro "Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig", de Alberto Dines. O filme conta a história do escritor austríaco judeu Stefan Zweig, da chegada ao Brasil com sua esposa, Lotte Zweig, a publicação do livro "Brasil, o país do futuro" até a morte do casal, em 1942.[42]

Documentário

Katia participou do documentário Herbert de Perto, de 2009, que mostrou o processo de recuperação do cantor e guitarrista Herbert Vianna, d'Os Paralamas do Sucesso, após o acidente de 2001.[43] Herbert Vianna também contribuiu com composições para os álbuns Xicotinho e Salto Alto e Katia B. Em 2020, Katia aparece no documentário Blitz, já que fez parte da história da primeira formação da banda.[44] Dois anos depois, a artista esteve no documentário Fausto Fawcett na cabeça, a história de vida de seu companheiro de composições, Fausto Fawcett.[45]

Teatro

Após a turnê de A Chorus Line, Katia atuou, em 1984, no musical A Lenda da Pérola, montagem do Teatro de Arena do Rio de Janeiro com direção de Marcio Augusto. Em 1986, a artista esteve no musical Mahagonny, adaptação de Luís Antonio Martinez Corrêa de "Ascensão e queda da cidade de Mahagonny (1928-1929)", de autoria do dramaturgo alemão Bertolt Brecht e músicas de Kurt Weill, em 1986. [46][47] No ano seguinte, Katia foi escalada para a montagem musical Gardel, uma lembrança, do escritor argentino Manuel Puig e direção de Aderbal Freire-Filho, e dividiu o palco com Thales Pan Chacon e Inez Viana.[48] A atriz participou da peça infantil Tribobó City, com direção de Maria Clara Machado, no curso do Teatro O Tablado, em 1988.[49]

A artista fez parte do elenco carioca de 2002 da peça Os sete afluentes do rio Ota, adaptação do livro do diretor de teatro canadense Robert Lepage, com direção da dramaturga Monique Gardenberg. O épico teatral é dividido em sete atos ou capítulos e tem, aproximadamente, cinco horas de duração. A história tem início em Hiroshima, em 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, e se passa por diversos países como Estados Unidos e Holanda. [50][51][52]

Katia atuou na peça de teatro online Aquele que caminha ao lado, com texto de Daniela Smith e direção de Francisco Taunay, Bernardo Vilhena e Thiago Sacramento, exibida pela plataforma Zoom durante a pandemia de COVID-19, de 14 de dezembro de 2020 a 25 de janeiro de 2021.[53][54] A artista participou da montagem de Despertar, com direção de César Augusto, no Espaço Sérgio Brito, no Rio de Janeiro. A peça, baseada em O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind, fez parte da formatura do Bacharelado em Teatro na Casa das Artes de Laranjeiras, e ficou em cartaz de 7 a 9 de julho de 2022. [55] Em 2025, Katia Bronstein fez parte da estreia da nova montagem do musical A Chorus Line, no Teatro Villas-Lobos, São Paulo. Os bailarinos da versão de 1982 participaram do último número, a canção "One". [56][57]

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Em 1987, participou de uma das mais famosas aberturas do Fantástico junto com Isadora Ribeiro e Ciro Barcelos. Os bailarinos representavam os quatro elementos: ar, fogo, terra e ar. A abertura do programa se destacou pelos efeitos especiais em estúdio. Os artistas saíam lentamente de dentro de um cenário que reproduzia as águas do lago Mono, na Califórnia.[58][59]

Ao lado do ator Felipe Pinheiro, protagonizou o anúncio do primeiro casal Unibanco, criado por Washington Olivetto e dirigido por Walter Salles, em 1994.[60]

De Xicotinho e Salto Alto a Katia Talismã

Katia formou uma dupla sertaneja com Stella Miranda, Xicotinho e Salto Alto. A estreia foi no Teatro Hilton cantando em um cenário que lembrava uma borracharia, em 1992.[61] A dupla lançou um álbum de mesmo nome no mesmo ano.[62] As músicas, compostas por grandes nomes da MPB e do rock, como Herbert Vianna, Marisa Monte e Titãs, tinham uma pegada folk e country que exploravam a veia humorística das cantoras-atrizes.[63] Stella Miranda também traduziu músicas para o português do filme Nashville especialmente para o álbum.[64] Ainda no ano de 1992, a dupla lançou o clipe da música "Você é doida demais", letra de Lindomar Castilho e Ronaldo Adriano, com adaptação de Stella Miranda.[65] A dupla Xicotinho e Salto Alto se apresentou em programas de TV e fez shows pelo Brasil em feiras agropecuárias e grandes eventos, como a Festa do Peão de Barretos.[66]

Tempos depois, encarnou a personagem "Katia Talismã" no show Básico Instinto, de rock experimental, funk e rap, do cantor e compositor Fausto Fawcett, em 1993.[67] Ao lado da banda Falange Moulin Rouge, composta por Dado Villa-Lobos na guitarra, Dé Palmeira no baixo, Ary Dias na percussão e João Barone e Charles Gavin na bateria, Katia cantou, produziu e compôs músicas com Fawcett para o álbum Básico Instinto.[68][69]

Katia B

Katia é conhecida como uma das precursoras da mistura de batidas eletrônicas com a música brasileira. A cantora lançou cinco álbuns: Katia B, em 2000, Só deixo meu coração na mão de quem pode, em 2004, Espacial, em 2007, Para mim você é lindo, em 2012, e Canções de outro mundo, em 2022.[4] Para esta fase, Katia deixou o sobrenome Bronstein e assinou apenas como Katia B.[70] Katia explicou, em entrevista de 2013, que a sua família judia foi a inspiração para os ritmos orientais em todos os álbuns. "Minha família sempre participa das comemorações judaicas e sinto um grande prazer em celebrar as datas e ouvir as músicas. Essas melodias sempre ficam na minha cabeça", disse a artista. "Meus discos sempre têm uma certa escala oriental, seja nas letras ou na instrumentação. Isso me remete muito a uma coisa feminina e misteriosa".[71]

Primeiro álbum: Katia B

O primeiro álbum, Katia B, em 2000, apresentou uma mistura de bossa nova, trip hop e música oriental com mixagem feita pelo produtor Mitar Subotic, o Suba, iugoslavo radicado no Brasil. Participaram do álbum o guitarrista Gustavo Corsi, o violonista Tom Capone, o baterista João Barone, o baixista Plínio Gomes, o percussionista João Parahyba, o tecladista Marcos Cunha, o guitarrista e vocalista Herbert Vianna, acordeão de Marcos Nimrichter, aliado aos violoncelistas Lui Coimbra e Hugo Pilger. Entre os compositores estão Katia B em "Diva" e acompanhada de Fausto Fawcett e Laufer em "Beijos de Beco", de Suely Mesquita e Marcos Cunha em "Risos e Chá", de Arícia Mess em "Nem aí" e de Mathilda Kóvac em "Pólos". As outras composições foram "Copo Vazio", de Dé Palmeira e João Barone, "Que horas não são", de Vitor Ramil, "Noites de sol, Dias de lua", de Herbert Vianna, "Polos", de Mathilda Kóvac, Alvin L. em "Framboesas", e Lucio K, em "Na Lagoa Dub".[72]

Só deixo meu coração na mão de quem pode

Já o segundo álbum, Só deixo meu coração na mão de quem pode, de 2004, veio com groove e vocais repletos de influências da bossa nova, samba, trip hop e música judaica tradicional.[73][74] Neste trabalho, Katia B cantou acompanhada da banda formada pelos multi-instrumentistas Marcos Cunha e Marcos Suzano, do baixista Plínio Profeta, do guitarrista Gustavo Corsi e do percussionista Tom Rocha. A produção foi dividida entre Plínio Profeta, Marcos Cunha, Sacha Amback, Marcos Suzano, Eduardo Bidlovski, o Bid, e Antoine Midani.

Foram diversas parcerias neste segundo trabalho. Katia B compôs "Parece mentira" e trabalhou com Fausto Fawcett, Plínio Profeta e Marcos Cunha na música título, "Só deixo meu coração na mão de quem pode". A parceria nas composições se estendeu a "Descontrole", com JR Tostoi e Marcelo H., "Outra Estação", com Pedro Luís e Marcos Cunha, "Are you sleeping?" com Bid, e Mitar Subotic, o Suba, "Segredo", com Suba, "Último a saber", com Suely Mesquita e JR Tostoi, e "One more shot", com Dé Palmeira. Entre as participações, estão a do maestro Egberto Gismonti, dos bateristas João Barone e Jongui, do baixista Dé Palmeira, do cantor Supla, em "One more shot", da cantora Cecília Spyer, em "Outra estação" e do guitarrista Lucas Santtana. O trabalho alcançou o público de diversos países, como Japão, Alemanha, Inglaterra, França e Estados Unidos. [75][76][77] O álbum ganhou edições limitadas com os títulos My brazilian heart e Mais uma One more shot, distribuído na Europa e no Japão.[78]

Projeto Toca Brasil

Katia participou do Projeto Toca Brasil, destinado a novos talentos da música brasileira, promovido na sede do Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, em 2004. [79]

Projeto Pixinguinha

Ao lado de seu parceiro musical de longa data, o cantor e compositor gaúcho Vitor Ramil,[80] e o ex-integrante da banda De Falla, o também gaúcho Flu, Katia se apresentou no famoso Projeto Pixinguinha, em cidades do Nordeste do Brasil, em 2006. Na ocasião, apresentou músicas de seus álbuns Katia B e Só deixo meu coração na mão de quem pode.[81] Criado em 1977, o Projeto Pixinguinha é um dos mais tradicionais do Brasil e contou com a participação de Cartola, Jackson do Pandeiro, Marlene, Edu Lobo, João Bosco, Nara Leão, Paulinho da Viola, Alceu Valença, Gonzaguinha, Marina Lima e muitos outros. [82][83]

Espacial

O terceiro álbum da carreira da artista foi Espacial, em 2007. Katia B apostou na mistura de MPB, samba, bossa nova, jazz e músicas oriental e árabe nas composições "Dança do ventre da guerra", em parceria com Fausto Fawcett, "Espacial", com Lucas Santtana, "Destiny (be my friend)" com Vitor Ramil e "Mundo grande" com Suely Mesquita. A artista regravou "Cais", de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, "O amor em paz", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes e "Viajei", de Vitor Ramil. Cabe destacar a parceria com a cantora Cecília Spyer, em "Entardecer". A canção homenageia a avó de Katia, Bertha Bronstein. Participações especiais do baterista João Barone, em "Espacial", do guitarrista Rodrigo Campelo, em "O amor em paz", da clarinetista Lucia Morelenbaum e do multi-instrumentista Marcos Suzano, em "Dança do ventre da guerra" e do guitarrista Pablo Villaça, em "Canto de alegria", uma homenagem ao filho Vicente. A banda que a acompanha foi composta do multi-instrumentista Marcos Cunha, do guitarrista Gustavo Corsi, do baixista Plínio Profeta e do baterista Jam da Silva. O álbum foi viabilizado pelo edital de 2006 da Petrobras.[84]

O trabalho de Katia B rendeu o convite para a apresentação no TIM Festival, no mesmo dia de Cat Power, em 2007.[85]

Intérprete de grandes canções

Mesmo com álbuns próprios, a cantora não abandonou o trabalho de intérprete de grandes sucessos da MPB. Em 2007, a artista apresentou uma versão de "Samurai" no Som Brasil em homenagem a Djavan.[86] Katia apresentou um pocket show com músicas de Madonna, em 2008.[87] Em 2009, Katia B se apresentou ao lado de Vitor Ramil e Marcos Suzano em Portugal, Inglaterra, França, Alemanha, Sérvia, México e Japão.[88][89]

Para mim você é lindo

Após um hiato na música em que se dedicou ao trabalho com a preparação cênica de cantores, a divulgação do álbum Espacial e a criação do filho Vicente, Katia lançou, em 2012, o álbum Para mim você é lindo. As canções falam de amor, sofrimento e redenção entremeadas de ritmos variados como bossa nova, jazz, MPB eletrônica e pop.[90][91]

O álbum conta com uma versão de "Bei Mir Bist du Schon", música tradicional judaica em iídiche de 1932, uma canção em inglês de própria autoria, "Where is your heart?", e outra em francês, "Le Temps de L' Amour". Katia B apostou em versões de "Sete mil vezes", de Caetano Veloso, e "A tua vida é um segredo", de Lamartine Babo, e na inédita "Sem história", do multi-instrumentista Antonio Saraiva. A composição foi dividida com o vocalista, poeta e instrumentista Rubinho Jacobina, em "Aprendendo a viver", a cantora Teresa Cristina e o baixista Dé Palmeira, em "Armadilha", o baterista e percussionista Jam da Silva, em "O Baile", o baterista Charles Gavin e Bernardo Bosísio, em "Seis vidas" e Vik Barone, na vinheta "Depois do bloco". O trabalho durou um ano e a produção foi dividida entre Bernardo Bosísio, Lucas Vasconcellos e Duda Mello.[92][93][94]

Serenata e Coletivo Samba Noir

Em 2018, Katia B estrelou o espetáculo "Serenata", ao lado de Antônio Saraiva e Vitor Ramil, com músicas de sua autoria e interpretações de outros artistas. A cantora e compositora lançou o single "Samsara" em 2020, música de autoria de Antônio Saraiva, que toca diversos instrumentos - piano, baixo, guitarra, violão de 12 cordas e flauta - na gravação.[95]

Durante a pandemia de COVID-19, Katia B apresentou a sua live nas redes sociais, a Alive, todos os domingos, às 17h, no seu perfil na rede social Instagram. Na produção da live, contou com o seu filho Vicente.[96] A cantora participou do programa Zoombido, de Paulinho Moska, no Canal Brasil, em 2020.[97]

A artista fez parte do Coletivo Samba Noir, ao lado de Marcos Suzano na percussão e voz, Luis Felipe de Lima, no violão de sete cordas e Guilherme Gê nos teclados, baixo synth e voz, em 2021. No projeto, o quarteto deu cara nova a sambas clássicos que falam de amores impossíveis, solidão, angústia e inquietação.[98][99]

Canções de outro mundo

Já em 2022, apresentou ao público o álbum Canções de outro mundo, de MPB eletrônica e influências do trip hop britânico, trabalhando o single "Âmbar", com letra de Antônio Saraiva.[100] O trabalho foi produzido durante a pandemia de COVID-19 por Katia B, Antônio Saraiva e David Brinkworth, com as participações de Marcos Suzano na percussão, Pedro Luís no vocal e Luís Filipe de Lima no violão de 7 cordas.[101][102] A composição das faixas foi iniciada com um jogo de palavras entre Katia e Antônio Saraiva a partir dos títulos das canções. Do trabalho que une arte e música surgiram "Âmbar", "Vale", "De longe", "Dois" e "Seco", com a participação de Pedro Luís.[103] De acordo com a cantora, a ideia foi convidar o ouvinte a visitar outros mundos mágicos durante o período de isolamento. [104]

Próximos passos

Katia enveredou na nova música eletrônica com uma versão em tech house do single "Destiny (be my friend)" - composição de Vitor Ramil para o álbum Espacial, de 2007 -, em parceria com o seu filho, o produtor musical, DJ e baterista Vicente (Cent), em 2024.[105]

O retorno de Xicotinho e Salto Alto

Em 2025, Katia voltou aos palcos ao lado de Stella Miranda com a dupla de música sertaneja e country que foi sucesso nos anos 1990, Xicotinho e Salto Alto. As artistas são acompanhadas pela banda formada por Kassin no contrabaixo, Charles Gavin na bateria, Rick Ferreira na guitarra e Fabrizio Iório nos teclados. A direção é de Gringo Cardia. Em nova fase, adotou o nome Katia Bronstein.[106]

Xicotinho e Salto Alto fazem uma série de apresentações no Clube Manouche, no Rio de Janeiro, em 2025. A dupla lançou um novo álbum no dia 15 de agosto de 2025.[107]

Parcerias

Katia B formou parcerias com outros artistas, como:

  • Alceu Valença: faixa "O ovo e a galinha" no álbum Andar, andar (1990);[108]
  • Suba: faixa "Segredo" no álbum São Paulo Confessions (2000);[109]
  • Trash pour 4: faixa "Is this love" no álbum Super Duper (2006);[110]
  • The Juju Orquestra: faixa "Não posso demorar", no álbum Bossa nova is not a crime (2007);[111]
  • Vitor Ramil: faixa "Que horas não são?" no álbum Satolep Sambatown (2007),[112] faixa "Joquim" no álbum Foi no mês que vem (2013);[113]
  • Charles Gavin: single "Seis vidas", no 11o Encontro Compacto Petrobras (2010);[114]
  • Plinio Profeta: faixa "Alegria", no álbum Plinio Profeta vol. 1 (2013);[115]
  • Paulinho Moska: faixa "Canto de alegria" no álbum Moska Duetos Zoombido: nova MPB vol.1 (2019);[116]
  • Antônio Saraiva: single "Samsara" (2020); [117]
  • Erica: single "Vale (Erica remix)" (2023);[118]
  • Vários intérpretes: faixa "Cá Já" no álbum Elas cantam Caetano Veloso (1994);[119] faixa "Near the ocean" no álbum Ocean Café (2008);[120]; faixa "Yo Lellè" no álbum Tribalóide vol. 12 (2009);[121] faixa "Walking on this ice" no álbum Mrs. Lennon: songs by Yoko Ono (2010);[122] faixa "Mas que nada" no álbum Tokyo Luxury Autumn Covers (2013);[123] faixas "Another star" e "Brazilian Rhyme" no álbum Luxury lounge dance classics (2013);[124]
  • Diversas canções de Katia B, como as faixas "Are you sleeping?" e "Só deixo o meu coração na mão de quem pode", foram remixadas e podem ser encontradas em coletâneas de música eletrônica.[125]

Vida Pessoal

Katia tem dois filhos de dois relacionamentos, a arquiteta, cenógrafa e diretora de arte Branca[126] e o produtor musical, DJ e baterista Vicente (Cent). Branca Bronstein fez a direção de arte da capa do álbum Para mim você é lindo e dirigiu Katia nos clipes do single "Samsara" e da faixa "Âmbar", do álbum Canções de outro mundo, em 2012, 2019 e 2022, respectivamente.[95][127] Vicente estuda produção musical desde 2019 e segue os passos da mãe na MPB e na música eletrônica. [96]

Katia Bronstein foi casada com o baterista d'Os Paralamas do Sucesso, João Barone. Vicente é filho da artista e de João Barone. [128] A artista também teve um longo relacionamento com o multi-instrumentista Antônio Saraiva. [129]

A artista participa regularmente de causas sociais relacionadas à cultura, como a defesa da permanência do Teatro Casa Grande, em 2020, no Rio de Janeiro.[130]

Discografia

Álbuns de estúdio

AnoÁlbumNota
1992Xicotinho e Salto Alto
1993Básico Instinto
2000Katia B
2004Só deixo meu coração na mão de quem pode
2005My brazilian heartEdição limitada
2005Mais uma - One more shotEdição limitada
2007Espacial
2012Para mim você é lindo
2022Canções de outro mundo

Álbuns de vídeo

AnoÁlbum
2005Só deixo meu coração na mão de quem pode
2022Canções de outro mundo

Videografia

AnoMúsicaÁlbumDireção
1992Doida demaisXicotinho e Salto AltoGringo Cardia
2000A rãKatia BMônica Almeida, Jô Hallack e Zoy Anastassakis
2003SegredoSó deixo meu coração na mão de quem podeZoy Anastassakis
2008CaisEspacialTiago Vianna
2019Samsara—Branca Bronstein
2022ÂmbarCanções de outro mundoBranca Bronstein e Lê Pagliaro

Cinema e Televisão

Cinema

AnoTítuloPersonagemDireçãoNota
1983Bar EsperançaTininhaHugo Carvana
1987Ópera do MalandroMimi BibelôRuy Guerra
1990O Quinto MacacoMrs. TrampÉric Rochat
1991A Grande ArteModelo assassinada no hotelWalter Salles
1995Biu, ou a Vida Real não tem RetakeAída de VerdiPaulo HalmCurta-metragem
1997Buena SorteCileneTânia Lamarca
2002Lost ZweigHannahSilvio Back

Cinema Trilha Sonora

AnoTítuloCançãoDireção
1997Buena SorteBom começo; Que será, será (Whatever will be, will be); Buena sorteTânia Lamarca
2007Não por AcasoSó deixo meu coração na mão de quem podePhillipe Barcinski

Documentário

AnoTítuloPersonagemDireção
2009Herbert de pertoEla mesmaRoberto Berliner, Pedro Bronz
2020BlitzPaulo Fontenelle
2022Fausto Fawcett na cabeçaVictor Lopes
2025Cazuza além da músicaPatricia Guimarães


Televisão

Ano Título Personagem Notas
1986Tele TemaVeraEpisódio: "O Homem Que Salvou Van Gogh do Suicídio"
1986Tudo em CimaParticipação especial
1989Cabaré do Baratavários
1990Rainha da SucatabailarinaParticipação especial
La MammaRoseta
1996MalhaçãoLila ShueParticipação especial
Você Decide—Episódio: "Sinatra do Méier"
1998MulherDoraEpisódio: "De Braços Abertos"
2010PassioneFrançoise CaronEpisódios 60, 61 e 75
2021Passaporte para LiberdadeSidonie MoebiusEpisódios 7 e 8

Teatro

AnoTítuloPersonagemDireção
1982A Chorus LineBebe BenzenheimerWalter Clark
1984A Lenda da PérolaMarcio Augusto
1986MahagonnyPolacaLuis Antônio Martinez Corrêa
1987Gardel, uma LembrançaPolacaAderbal Freire Filho
1988 Tribobó CityMaria BelezocaMaria Clara Machado
2002Os sete afluentes do Rio OtaváriosMonique Gardenberg
2021Aquele que caminha ao ladoFrancisco Taunay, Bernardo Vilhena e Thiago Sacramento
2022DespertarCésar Augusto
2025A Chorus LineParticipação especialBárbara Guerra
2026 Cabaré sem porteiraSalto AltoRafael Raposo

Referências

  1. ↑ «Bacharelado em Teatro». Casa das Artes de Laranjeiras. 2022. Consultado em 9 de agosto de 2025
  2. ↑ «1988 – Tribobó City. O Tablado. Ficha técnica e programa». Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude. S.d. Consultado em 26 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 14 de fevereiro de 2026
  3. ↑ «Atriz e cantora, Katia Bronstein estreia em Passione». Consultado em 14 de maio de 2011
  4. 1 2 «Katia B». Discogs. S.d. Consultado em 9 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 29 de agosto de 2025
  5. ↑ «As bossas de Katia B». Sindifisco Nacional. 15 de agosto de 2007. Consultado em 17 de maio de 2022
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