Kosmik Films

Kosmik Films
Privada
AtividadeProdução cinematográfica
Fundação1921 (?)
Encerramento1921 (?)
Proprietário(s)George Kleine
Produtosfilmes

Kosmik Films[1] ou Kosmik Film Service foi uma subsidiária da Kleine Optical Company, de George Kleine, que se ocupava do aluguel de filmes através de várias cidades estadunidenses.[2] Foi creditado como responsável por uma única produção, o seriado The Hope Diamond Mystery, em 1921.[3]

Histórico

Diamante Hope, que inspirou o roteiro do seriado, escrito pela atriz May Yohé.
May Yohé, autora do roteiro e atriz do seriado, que relata a história do Diamante Hope.
Instante da produção do seriado The Hope Diamond Mystery (1921) com o tesoureiro da Kosmik Films, L. C. Wheeler, as atrizes Grace Gordon e Grace Darmond, Grace Kingsley do Los Angeles Times, e o diretor Stuart Paton, p. 62 de 29 de maio de 1920, Exhibitors Herald

A única produção da Kosmik, o seriado The Hope Diamond Mystery, de 1921, apresenta um roteiro que remonta à história verdadeira do Diamante Hope. A história romanceada foi escrita por May Yohé, que também atua no seriado.

O primeiro registo histórico do diamante Hope surge por volta de 1660, quando o mercador francês Jean-Baptiste Tavernier o adquiriu durante as suas viagens na Índia. Depois de passar por várias mãos, tais como de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI da França, e por Maria Antonieta, desapareceu durante a Revolução Francesa, reaparecendo com o mercador de jóias londrino Daniel Eliason. Foi adquirido depois por Henry Philip Hope, em 1824 (passando a ser conhecido então como “Diamante Hope”), que ao morrer deixou seus sobrinhos lutando pela herança até que foi entregue a Henry Hope. Em 1901 foi vendido a um joalheiro londrino, para pagar a dívida de Francis Hope. Houve vários novos donos, entre eles Pierre Cartier, até ser adquirido por Harry Winston, em 1949. Em 1958, Winston o doou pra o Instituto Smithsonian [4][5]. O diamante foi ligado a uma lenda de maldição no início do Século XX, pela atriz May Yohe, que fora casada com Lorde Francis Hope e que fugira para a Austrália com o amante.

A atriz May Yohé fez repetidas tentativas de capitalizar sua identidade como a ex-mulher do último Hope, para possuir o diamante e às vezes culpou a pedra pelos seus infortúnios[6]. Em julho de 1902, meses depois de Lord Francis ter se divorciado, ela disse à polícia na Austrália que seu amante, Putnam Strong, a tinha abandonado e tomado suas jóias. Na verdade, o casal se reconciliou, casou-se naquele ano, mas divorciaram-se em 1910. Em seu terceiro casamento, em 1920, ela convenceu o produtor de cinema George Kleine a fazer o seriado em 15 episódios, The Hope Diamond Mystery, contando a história dos infortúnios do diamante, história que ela escreveu e à qual adicionou personagens fictícias. Em 1921, ela contratou Henry Leyford Gates para ajudá-la a escrever The Hope Diamond Mystery, transformando-o em seriado, no qual ela estrelou como Lady Francis Hope.

Filmografia

Ver também

Notas e referências

  1. ↑ Kosmik no IMDB
  2. ↑ Archive.org
  3. ↑ The Hope Diamond Mystery no New York Times
  4. ↑ USA Today
  5. ↑ «Smithsonian Chanel». Consultado em 24 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 11 de fevereiro de 2013
  6. ↑ New York Times, 9 de fevereiro de 1911
  7. ↑ TUSKA, Jon. The Vanishing Legion: A History of Mascot Pictures, 1927-1935. p. 21.

Ligações externas