Leir Moraes
| Leir Moraes | |
|---|---|
| Nome completo | Leir de Souza Moraes |
| Nascimento | 4 de outubro de 1935 |
| Morte | |
| Nacionalidade | brasileiro |

Rio BonitoLeir de Souza Moraes (Rio Bonito, 4 de outubro de 1935 – Rio Bonito, 13 de junho de 2015) foi um poeta, escritor, jornalista e advogado brasileiro, reconhecido por sua contribuição à literatura fluminense e à comunicação pública no Estado do Rio de Janeiro.
Biografia
Nascido na Fazenda da Prainha, no bairro Boa Esperança, em Rio Bonito, era filho de Gentil Vieira de Moraes e Anita de Souza Moraes. Desde jovem demonstrou vocação para a escrita, publicando seus primeiros livros de poesia em 1953, Sonetos e Nas Grades do Destino. Entre suas principais obras estão Nos Braços do Passado (1957), Breves Cantigas (1962), Céu Apagado (1969), Nada Mais (1980) e Contos da Casa Apagada (1991). Também se destacou como romancista com os títulos Bola de Gude (1976), Corriola (1984) e Pé-de-Moleque (2002).[1]
No jornalismo, fundou e dirigiu diversos periódicos, entre eles Juventus, Renovação, Jornal de Rio Bonito, A Montanha e Baixada Fluminense. Atuou ainda como colaborador de importantes veículos, como Correio Fluminense, Jornal do Brasil, Última Hora e A Tribuna. No rádio, foi editor político em noticiários das rádios Metropolitana, Eldorado e Rio de Janeiro.
Além da carreira literária e jornalística, exerceu funções públicas relevantes. Foi diretor-geral da extinta Agência Fluminense de Informações, chefe de gabinete da Secretaria de Administração do Estado do Rio de Janeiro (1975), secretário de Administração da Prefeitura de Niterói (1983–1988) e chefe de gabinete da Prefeitura de Rio Bonito (1993).
Membro efetivo e honorário de várias instituições culturais, integrou a Academia Brasileira de Literatura, a Academia Fluminense de Letras (cadeira nº 9),[2] a Academia Niteroiense de Letras e o Cenáculo Fluminense de História e Letras. Recebeu diversas homenagens, entre elas a Ordem do Mérito Araribóia e a Medalha José Clemente Pereira.[3]
Morte
Leir de Souza Moraes faleceu em 13 de junho de 2015, aos 79 anos, no Hospital Regional Darcy Vargas, em Rio Bonito.[4]
Em 2017, foi inaugurado um busto em sua homenagem na Praça Fonseca Portela, na mesma cidade, eternizando sua memória como um dos mais notáveis intelectuais rio-bonitenses.[5]
Referências
- ↑ «Livros encontrados | Estante Virtual». www.estantevirtual.com.br. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Classe de Letras». acadfluletras. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Leir Moraes toma posse na Academia Fluminense de Letras». Jornalista Flávio Azevedo. 4 de janeiro de 2012. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Morre, em Rio Bonito, o poeta, escritor e jornalista Leir Moraes, aos 79 anos». O Globo. 14 de junho de 2015. Consultado em 27 de outubro de 2025
- ↑ «Praça ganha busto em homenagem a Leir Moraes». atribunarj.com.br. Consultado em 27 de outubro de 2025