Leopoldo Heck
| Leopoldo Heck Leopold Heck | |
|---|---|
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| Nome completo | Conrado Leopoldo Hermano Heck |
| Outros nomes | Conrad Leopold Hermann Heck |
| Nascimento | 29 de março de 1832 |
| Morte | |
| Progenitores | Mãe: Carolina von Trakmann Heck Pai: Johan Heck |
| Cônjuge | Josefine Vírginia Júlia Clarisse Tanière |
| Filho(a)(s) | Conrado Heck |
| Alma mater | Academia de Belas Artes de Düsseldorf |
| Ocupação | Artista |
| Treinamento | Limberg |
| Prémios | Ordem da Rosa (oficialato) 2 medalhas de ouro 3 medalhas de prata (pela Academia Imperial de Belas Artes) |
Conrado Leopoldo Hermano Heck[nota 1] (Münster, 29 de março de 1832 – Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 1902) foi um gravador, calígrafo e fotógrafo alemão naturalizado brasileiro. É conhecido por ter sido o calígrafo da Lei Áurea.
Biografia
Conrad Leopold Hermann Heck nasceu em Münster, na Westphalia, em 29 de março de 1832,[1][2][3] filho do músico Johan Heck e Carolina von Trakmann Heck.[2]
Foi discípulo do gravador Limberg e veio a estudar na Academia de Belas Artes de Düsseldorf.[2][3] Atuou como fotógrafo em Bruxelas, na Bélgica, onde casou-se em 4 de abril de 1854 com Josefine, e teve um filho em junho de 1855.[1][3] Estando em Paris em 1859, firma contrato com Frederico Waldemar para dirigir trabalhos de gravura num estabelecimento litográfico.[2]
Após o fim do contrato, por volta de 1862, Leopoldo Heck transfere-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde se fixa e, após a morte de sua primeira esposa, se casa pela segunda vez com Virgínia Júlia Clarisse Tanière.[2][3] Passa a trabalhar na Litografia Imperial. Pouco tempo depois, D. Pedro II nomeia-o "gravador da Casa Imperial", lhe dando o direito de usar o Brasão de Armas do Império para fins comerciais.[2] Participou de sete exposições da Academia Imperial de Belas Artes, de 1860 até 1884, ganhando duas medalhas de ouro e três de prata.[2]
Em 11 de fevereiro de 1873 nasce um filho seu, Conrado Heck, que ingressou na Marinha do Brasil em 1889, tornando-se vice-almirante e ministro da Marinha de 1930 a 1931, durante o governo provisório de Getúlio Vargas.[2][4] Em 18 de julho do mesmo ano, pede para ser naturalizado brasileiro, recebendo resposta no dia seguinte.[3]
Em 1884, é agraciado com o hábito da Ordem da Rosa e, no ano seguinte, com o oficialato.[2][5] Ainda em 1884, organizou um álbum comemorativo para o Real Gabinete Português de Leitura. Também organizou um álbum em pergaminho oferecido por D. Pedro II ao Papa Pio IX, que continha a tradução das cartas apostólicas do Pontífice que tratavam da definição do dogma da Imaculada Conceição.[2] Além disso, Leopoldo Heck projetou e criou diplomas, medalhões, selos, papéis-moeda e retratos do Imperador.[2][3]
Em 1888, Leopoldo Heck foi encarregado de desenvolver a caligrafia e os ornamentação do documento da Lei Áurea, terminando-a no dia 13 de maio.[2][3]
Notas
Referências
- 1 2 3 «Heck, L.». Directory of Belgian Photographers. Consultado em 8 de março de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Dória, Escragnolle (17 de maio de 1930). «Quebrar de Algemas». Revista da Semana (22)
- 1 2 3 4 5 6 7 8 Nagel, Rolf (1981). «Leopold Heck und die brasilianische Lex Aurea». Düsseldorf. Ibero-Amerikanisches Archiv. 7 (4): 469-472. Consultado em 8 de março de 2026
- ↑ Oliveira, Nathália (16 de junho de 2015). «Heck, Conrado». Acervo Arquivístico da Marinha do Brasil. Consultado em 8 de março de 2026
- ↑ «Leopoldo Heck». Enciclopédia Itaú Cultural. 4 de dezembro de 2024. Consultado em 8 de março de 2026
