Manduca da Praia

Manoel Joaquim do Nascimento, vulgo Manduca da Praia, é, talvez, o capoeira mais famoso da história do Rio de Janeiro, quase uma lenda.[1]

Manduca nasceu por volta das décadas de 1810 e 1820, na freguesia de Santana, no Rio de Janeiro. Seus pais se chamavam Manoel do Nascimento e Joaquina Maria da Conceição.[2][3][4][5]

Em 1851, o capoeira já vendia peixes na Praça do Mercado. Anos depois, em abril de 1866, Manduca da Praia alugou a banca nº 29 da praça, onde continuou vendendo peixes.[6][7]

Em janeiro de 1852, o capoeira foi preso durante uma confusão na praça de touros da rua do Lavradio.[8]

A luta mais famosa de Manduca foi contra um português conhecido como Santana, que esteve no Rio de março de 1847 a maio de 1849. Após o confronto, os dois se tornaram amigos.[9][10][11][12]

Em dezembro de 1861, Manduca e capoeiras nagôs teriam sido derrotados por praças do Exército liderados por um jovem Floriano Peixoto.[13]

Na década seguinte, no dia 10 de julho de 1872, Manduca registrou um testamento, deixando seu filho adotivo, Daniel Stain, como seu herdeiro. Cinco anos depois, solteiro e sem filhos biológicos, o capoeira morreu de pneumonia, precisamente, no dia 11 de setembro de 1877.[2][3]

Referências

  1. ↑ SILVA, Theodoro José da (1891). A ultima nau portugueza: reminiscencias. Lisboa: Livraria Editora da Tavares Cardoso & Irmão. p. 240
  2. 1 2 «Obtuario». A reforma: orgão democratico. 15 de setembro de 1877
  3. 1 2 «Testamento». Jornal do commercio. 16 de setembro de 1877
  4. ↑ «Chronica judiciaria». Correio mercantil. 7 de janeiro de 1863
  5. ↑ «Tribunal dos jurados». Diario do Rio de Janeiro. 1 de agosto de 1851
  6. ↑ «Tribunal do jury». O guasca na Corte. 7 de agosto de 1852
  7. ↑ «Illma. Camara Municipal». Correio mercantil. 19 de abril de 1866
  8. ↑ «Os touros e o Mercantil». Correio da tarde. 21 de janeiro de 1852
  9. ↑ FILHO, Alexandre José de Mello Moraes (1895). Festas e tradições populares do Brazil. [S.l.: s.n.] p. 412
  10. ↑ CARVALHO, Pinto de (1903). História do fado. Lisboa: Empresa da História de Portugal. p. 36
  11. ↑ «Movimento do porto». Diário do Rio de Janeiro. 4 de março de 1847
  12. ↑ «Movimento do porto». Correio mercantil. 2 de maio de 1849
  13. ↑ «Marechal Floriano Peixoto». O malho. 11 de maio de 1939