Maria Albertina

Maria Albertina
Nome completoMaria Albertina Soares de Paiva
Nascimento5 de janeiro de 1909
Ovar, Ovar
NacionalidadePortugal Portuguesa
Morte27 de março de 1985 (76 anos)
Alto do Pina, Lisboa
OcupaçãoFadista e atriz
Filho(a)(s)Cândido Mota

Maria Albertina Soares de Paiva, conhecida artisticamente como Maria Albertina (Ovar, Ovar, 5 de janeiro de 1909 — Alto do Pina, Lisboa, 27 de março de 1985), foi uma fadista e atriz portuguesa.

Biografia

Maria Albertina nasceu a 5 de janeiro de 1909. Era filha do marítimo Domingos da Silva Paiva, natural de Estarreja (freguesia de Bunheiro), e da peixeira Iria de Oliveira Soares Presas, também natural da freguesia e concelho de Ovar.[1][2][3] Ainda jovem começou por cantar na sua terra natal. Foi em Lisboa que iniciou a sua carreira artística após ser descoberta pelo maestro Macedo de Brito.

Estreou-se em 16 de Julho de 1930 na opereta História do Fado, ao lado de nomes consagrados como Berta Cardoso e Maria das Neves. Participou ainda em Sardinha Assada, O Dia da Espiga e O Coração de Alfama. Trabalhou com o empresário António Macedo no Parque Mayer e era sócia do Sindicato dos Artistas Teatrais.[1][3][4]

A 22 de maio de 1934, casou civilmente em Lisboa com o empregado comercial José Rodrigues Prieto (Socorro, Lisboa, c. 1900), já divorciado de Aida Simões desde 1929, filho de Francisca de Jesus, doméstica, natural da Covilhã. À data do casamento, os dois já eram pais de Maria Teresa Soares Prieto (Lisboa, 22 de abril de 1932 — 22 de outubro de 1996). José e Maria Albertina divorciaram-se litigiosamente por sentença transitada em julgado a 9 de março de 1942.[5][6] Maria Albertina era ainda mãe do locutor Cândido Mota, nascido em 1943 de uma relação posterior.[1]

No cinema participou em A Canção de Lisboa (1933), Bocage (1936) e Vendaval Maravilhoso (1949).[7]

Os seus maiores sucessos musicais foram "Voz do Povo", "Tricanas de Ovar", "Fado Meu Filho", "Bailarico Saloio", e outros mais. Nos últimos 20 anos de vida, cantou no restaurante O Faia, no Bairro Alto, em Lisboa.

Maria Albertina morreu na freguesia do Alto do Pina, em Lisboa, onde residia na Rua Abade Faria, n.º 26A, a 27 de março de 1985, na sequência de um AVC que tivera dois anos antes e que a deixara muito debilitada. Foi sepultada no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres e o seu espólio foi doado ao Museu Nacional do Teatro e da Dança.[8][3][9]

Homenagem

Em Lisboa, a Rua Maria Albertina foi atribuída pelo Edital municipal de 25 de junho de 1985, no Bairro Municipal da Cruz Vermelha, na freguesia do Lumiar.[10][11]

Em 1998 seria editado em CD, como parte da colecção O Melhor dos Melhores (n.º 77) da Movieplay, uma compilação reunindo algumas das suas músicas.[12]

Referências

  1. 1 2 3 «Diário de Lisboa: Morreu a fadista Maria Albertina». Casa Comum - Fundação Mário Soares e Maria Barroso. 28 de Março de 1985. Consultado em 14 de outubro de 2024
  2. ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia de Ovar (1909)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Aveiro. p. 11, assento 21
  3. 1 2 3 Reis, Luciano (janeiro de 2005). Divas do Teatro português. Lisboa: Sete Caminhos. p. 10. ISBN 989-602-033-7
  4. ↑ Enciclopédia da música em Portugal no século XX. Lisboa: Temas e Debates, Círculo de Leitores. 2010. pp. 21–22. ISBN 978-989-644-091-6
  5. ↑ «Livro de registo de casamentos da 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1934-01-03 - 1934-06-02)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 192 e 192v, assento 192
  6. ↑ «Maria Teresa Soares Prieto». Arquivo Digital do Ministério das Finanças. 22 de outubro de 1996. Consultado em 22 de março de 2026
  7. ↑ Nascimento, Frederico Lopes / Marco Oliveira / Guilherme. «Cinema Português: filmografia de Maria Albertina». CinePT - Cinema Portugues. Consultado em 14 de outubro de 2024
  8. ↑ «Livro de registo de óbitos da 9.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1985-02-26 - 1985-05-13)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 203, assento 405
  9. ↑ Agência Lusa (25 de março de 2016). «Efemérides Lusa - 27 de março». Sapo Notícias Timor-Leste. Consultado em 26 de março de 2016
  10. ↑ «Maria Albertina, voz do vira Tricanas de Ovar e do fado de Lisboa, numa rua do Bairro da Cruz Vermelha». Toponímia de Lisboa. 21 de outubro de 2016. Consultado em 14 de outubro de 2024
  11. ↑ «Código Postal: Rua Maria Albertina». Código Postal. Consultado em 14 de outubro de 2024
  12. ↑ «Catálogo - Detalhes do registo de "Maria Albertina; O melhor dos melhores; 76"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 26 de março de 2016

Ligações externas