Maria Esther Maciel

Maria Esther Maciel
Nascimento
1 de fevereiro de 1963 (63 anos)

ResidênciaBrasil
Nacionalidadebrasileira
Alma materUniversidade Federal de Minas Gerais (graduação e doutorado)
PrêmiosPrémio Casa de las Américas (2009)
Carreira científica
Orientador(es)(as)Ruth Silviano Brandão
InstituiçõesUniversidade Federal de Minas Gerais
Campo(s)Teoria literária
TeseAs vertigens da lucidez: sobre a conjunção poesia-crítica na obra de Octavio Paz (1995)

Maria Ester Maciel de Oliveira Borges (Patos de Minas, 01 de fevereiro de 1963) é uma poeta, ensaísta, escritora e professora universitária brasileira.

Membro da Academia Mineira de Letras, é professora colaboradora de teoria literária na Universidade de Campinas (Unicamp) e autora de diversos livros, entre ficção, ensaios e poesia.[1]

Biografia

Nascida em Patos de Minas, em 1963, Ester ingressou no curso de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1981. Fez mestrado (1990) e doutorado (1995) em Estudos Literários pela mesma instituição e atualmente vive em Belo Horizonte.[1] É professora titular de literatura comparada na UFMG e atualmente atua como professora colaboradora de teoria literária na Unicamp. Coordenou o Núcleo de Estudos Latino-Americanos (NELAM) e o Transverso - Fórum de Criação e Estudos Poéticos, ambos da Faculdade de Letras de UFMG. Fez Pós-Doutorado em Literatura e Cinema na Universidade de Londres e em Literatura Comparada pela USP. Foi cronista semanal do Caderno de Cultura, do jornal Estado de Minas, entre 2011 e 2014. É membro da Academia Mineira de Letras e coordena a Revista Olympio - literatura e arte.[2][3]

Publicações

Estreou na ficção com O livro de Zenóbia, finalista do prêmio Portugal Telecom de 2005. Seu segundo romance, O livro dos nomes, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, do Prêmio Portugal Telecom e do Prêmio Jabuti em 2009, tendo recebido menção especial no Prêmio Casa de las Américas 2009. Seu livro de ensaios A memória das coisas foi finalista do Prêmio Jabuti 2005 (categoria Teoria/Crítica Literária) e o de crônicas, A vida ao redor, foi semifinalista do Prêmio Oceanos em 2015. Maria Esther representou, ao lado de outros escritores, o Brasil na Feira do Livro de Frankfurt em 2013[4], e participou da mesa "O Falcão e a Fênix" na Feira Literária de Paraty em 2016. Tem artigos, textos literários e resenhas publicados em vários periódicos do Brasil e do exterior.[3][5]

Obras

  • Essa coisa viva (ficção). São Paulo, Todavia, 2024.
  • Animalidades: zooliteratura e os limites do humano (ensaio). São Paulo, Instante, 2023)
  • Pequena enciclopédia de seres comuns (poesia) São Paulo, Todavia, 2021
  • Longe, aqui. Poesia incompleta 1998-2019. (poesia), Belo Horizonte, Quixote+Do / Tlön Edições, 2020
  • Zoopoéticas contemporâneas (ensaios) Lisboa: Oca Editorial, 2020, Col. Ultramares
  • M de memória (memorial acadêmico) Belo Horizonte: Tlön Edições, 1ª edição, nov. 2018, 2ª edição (revista e atualizada), maio 2020, em e-book: http://online.pubhtml5.com/opbz/yhhx/
  • Literatura e animalidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1ªedição 2016, 2ª edição 2021, 3a. edição 2023
  • A vida ao redor (crônicas) Belo Horizonte, Scriptum, 2015
  • Pensar/escrever o animal – ensaios de zoopoética e biopolítica (org., ensaios) Florianópolis, EdUFSC, 2011.
  • As ironias da ordem – coleções, inventários e enciclopédias ficcionais. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2010.
  • O livro dos nomes (ficção). São Paulo: Companhia das Letras, 2008.[6]
  • O animal escrito - um olhar sobre a zooliteratura contemporânea (ensaio) São Paulo, Lumme, 2008.
  • O livro de Zenóbia (ficção) Rio de Janeiro, Lamparina, 2004.
  • A memória das coisas – ensaios de literatura, cinema e artes plásticas (ensaios). Rio de Janeiro, Lamparina, 2004.
  • O cinema enciclopédico de Peter Greenaway (org. ensaios). São Paulo, Unimarco, 2004.
  • Voo transverso: ensaios sobre poesia e modernidade. Rio de Janeiro: 7 Letras/FALE-UFMG, 1999.
  • A palavra inquieta: homenagem a Octavio Paz (org. ensaios) São Paulo, Autêntica, 1999.
  • Triz (poemas) Belo Horizonte: Orobó, 1998. 2ª edição 1999;
  • As vertigens da lucidez: poesia e crítica em Octavio Paz (ensaio) São Paulo, Experimento, 1995.
  • Dos haveres do corpo (poemas) Belo Horizonte, Terra, 1984;

Referências

  1. 1 2 Tarso de Melo. «"Escrever, nesta hora do mundo, é atravessar as fronteiras de nossa própria humanidade"». Revista Cult. Consultado em 31 de julho de 2025
  2. ↑ «Maria Esther Maciel». Germina - Literatura e Arte. Consultado em 31 de julho de 2025
  3. 1 2 Fabiane Secches. «Uma conversa com Maria Esther Maciel». Revista Cláudia. Consultado em 31 de julho de 2025
  4. ↑ Maria Esther Maciel Arquivado em 20 de fevereiro de 2014, no Wayback Machine.. O Brasil em Frankfurt
  5. ↑ Iara Biderman. «Maria Esther Maciel». Quatro Cinco Um. Consultado em 31 de julho de 2025
  6. ↑ FUX, Jacques; GOMES, Luciana Andrade (2012). «A crítica literária e a literatura crítica de Maria Esther Maciel» (PDF). Revista FronteiraZ (8). Consultado em 31 de julho de 2025

Ligações externas