Mariana Manana

Mariana Manana
NascimentoCabiri
CidadaniaPortugal
Ocupaçãopolítica

Mariana Anapaz Manana (Cabiri, c. 1910 - Angola, c. 1966) foi uma guerrilheira, política e liderança anticolonial angolana.[1][2][3] Na década de 1960, era uma das mais experientes membras do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), juntamente com Domingos Francisco da Silva Kileba.[4]

Destaca-se por ser uma das duas mulheres (a outra foi Engrácia Cabenha) a estar nos ataques a Luanda em fevereiro de 1961, sendo designada comandante operacional por Manuel das Neves, ficando responsável pela logística da operação.[5]

Esteve ainda ligada à formação do Exército Popular de Libertação de Angola (EPLA),[6] sendo, em seguida, a primeira presidente da Organização da Mulher Angolana (OMA) após sua fundação oficial.[7][8][9][10] Chegou também a ser 2ª Vice-Presidente do MPLA entre 1963 e 1966.[11]

Referências

  1. ↑ Daiana Castilho Dias (2002). Um outro lado da Guerra colonial. História das Mulheres que participaram da luta pela libertação de Angola (1961-1975). Brasilia: Universidade de Brasília
  2. ↑ Birgitta Lagerström (Fevereiro de 2009). As Angolanas (PDF). Estocolmo: [s.n.]
  3. ↑ Helga Silveira (2011). Extracto de imprensa Angolana sobre questões sociais e de desenvolvimento (PDF). Luanda: Centro de Documentação da DW
  4. ↑ Viriato da Cruz (23 de abril de 1963). «Carta de Viriato da Cruz a Matias Miguéis». Associação Tchiweka de Documentação
  5. ↑ «Para o MPLA tudo são… "carnavais"». Folha 8. 4 de Fevereiro de 2023
  6. ↑ Emídio Fernando (4 de fevereiro de 2009). «A Verdade do 4 de Fevereiro de 1961». Club K
  7. ↑ Silva, Dayane Augusta Santos da (1 de janeiro de 2021). «Na cobertura da retaguarda: mulheres angolanas na luta anticolonial (1961-1974)». Consultado em 11 de abril de 2023
  8. ↑ «Depoimentos: Uma Vida dedicada às Causas da Saúde, Maria Rufina Ramos da Cruz - Parte I». Historia Social de Angola. 9 de fevereiro de 2023
  9. ↑ «Depoimentos: Uma Vida dedicada às Causas da Saúde, Maria Rufina Ramos da Cruz - Parte II». Historia Social de Angola. 3 de outubro de 2023
  10. ↑ Helenice Moreira Dias (2013). Vozes e escritas femininas em Angola: a luta pela sobrevivência e emancipação de mulheres (1961-2002) (PDF). São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  11. ↑ Deolinda Rodrigues (27 de setembro de 1963). «Carta de Deolinda Rodrigues a A. Neto sobre reconciliação». Associação Tchiweka de Documentação