Methylobacterium

Methylobacterium

Classificação científica
Reino: Bacteria
Filo: Proteobacteria
Classe: Alpha Proteobacteria
Ordem: Rhizobiales
Família: Methylobacteriaceae
Género: Methylobacterium
Patt et al. 1976
Espécie-tipo
Methylobacterium organophilum
Espécies
M. adhaesivum

M. aminovorans
M. aquaticum
M. chloromethanicum
M. dichloromethanicum
M. extorquens
M. fujisawaense
M. hispanicum
M. isbiliense
M. jeotgali
M. lusitanum
M. mesophilicum
M. nodulans
M. organophilum
M. oryzae
M. podarium
M. populi
M. radiotolerans
M. rhodesianum
M. rhodinum
M. suomiense
M. thiocyanatum
M. variabile
M. zatmanii

Methylobacterium é um gênero de bactérias Gram-negativas Rhizobiales. São aeróbias, metilotróficas facultativas (PPFM – do inglês Pink-Pigmented Facultative Methylotrophs), caracterizadas por sua capacidade de metabolizar compostos de um carbono, como o metanol, liberado pelas folhas das plantas. Essas bactérias são comumente encontradas no solo, na água e, especialmente, associadas à filoesfera, a parte aérea das plantas.[1]

Algumas espécies do gênero Methylobacterium apresentam colônias de coloração rosa a coral. São bactérias pleomórficas, não formadoras de esporos, geralmente com formato de bastonetes ou cocos, e podem exibir comportamento Gram-variável. Seu crescimento é mesofílico, limitado a temperaturas abaixo de 40 °C.[1]

Aspectos Ecológicos

Methylobacterium spp. atuam como endófitas ou epífitas em diversas plantas hospedeiras. Além de utilizar metanol, algumas espécies podem fixar nitrogênio, nodular leguminosas e produzir hormônios vegetais como citocininas, promovendo o crescimento vegetal e induzindo resistência sistêmica. Sua colonização e distribuição nas plantas podem ser influenciadas pelo genótipo da planta e por interações com outros microrganismos associados.[2] Em algumas situações, podem crescer associadas a microrganismos causadores doenças em vegetais, como é o caso da espécie Methylobacterium mesophilicum, presente nos tecidos de laranjeiras contaminadas pela clorose variegada do citros.[3][4]

Aplicações

Devido às suas propriedades benéficas para as plantas, Methylobacterium spp. têm sido exploradas como biofertilizantes e bioestimulantes agrícolas. Além disso, algumas espécies são utilizadas na produção de proteínas recombinantes e em processos de biorremediação.[5]

Referências

  1. 1 2 Green, Peter N.; Ardley, Julie K. (1 de setembro de 2018). «Review of the genus Methylobacterium and closely related organisms: a proposal that some Methylobacterium species be reclassified into a new genus, Methylorubrum gen. nov.». International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology (em inglês) (9): 2727–2748. ISSN 1466-5026. doi:10.1099/ijsem.0.002856. Consultado em 26 de abril de 2025
  2. ↑ Dourado, Manuella Nóbrega (14 de junho de 2010). «Ecologia de Methylobacterium spp. na planta hospedeira». Piracicaba. doi:10.11606/d.11.2010.tde-21062010-152920. Consultado em 26 de abril de 2025
  3. ↑ Dourado, Manuella Nóbrega; Bogas, Andrea Cristina; Pomini, Armando M.; Andreote, Fernando Dini; Quecine, Maria Carolina; Marsaioli, Anita J.; Araújo, Welington Luiz (dezembro de 2013). «Methylobacterium-plant interaction genes regulated by plant exudate and quorum sensing molecules». Brazilian Journal of Microbiology (em inglês) (4): 1331–1339. ISSN 1517-8382. PMC 3958207Acessível livremente. PMID 24688531. doi:10.1590/S1517-83822013000400044. Consultado em 26 de abril de 2025
  4. ↑ Pomini, Armando M.; Cruz, Pedro L. R.; Gai, Cláudia; Araújo, Welington L.; Marsaioli, Anita J. (28 de dezembro de 2009). «Long-Chain Acyl-Homoserine Lactones from Methylobacterium mesophilicum: Synthesis and Absolute Configuration». Journal of Natural Products (em inglês) (12): 2125–2129. ISSN 0163-3864. doi:10.1021/np900043j. Consultado em 26 de abril de 2025
  5. ↑ Zhang, Cong; Wang, Meng-Ying; Khan, Naeem; Tan, Ling-Ling; Yang, Song (2 de abril de 2021). «Potentials, Utilization, and Bioengineering of Plant Growth-Promoting Methylobacterium for Sustainable Agriculture». Sustainability (em inglês) (7). 3941 páginas. ISSN 2071-1050. doi:10.3390/su13073941. Consultado em 26 de abril de 2025