Miguel Castelo-Branco

Miguel Ângelo Castelo Branco Graça Ferreira (Moçambique, 30 de Agosto de 1962) ̟é historiador e monárquico tradicionalista português do final do século XX e deste século XXI.

Mestre em História Cultural e Política, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1999). Foi investigador do Instituto do Oriente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, desde 1991, e hoje exerce as mesmas funções investigador sénior, enquanto técnico superior, da Biblioteca Nacional de Portugal[1][2]. Onde tem chamado a atenção para muitas das mais importantes relações diplomáticas internacionais e históricas, que foram exercidas por Portugal desde os tempos dos Descobrimentos, tanto na Ásia como na Europa de Leste e Médio Oriente. Assim como tem dado especial atenção às lusotopias católicas asiáticas e africanas.

Biografia

Miguel Castelo-Branco tem 55 anos, nasceu em África, é filho, neto e bisneto de portugueses de Moçambique. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa[3], possuiu profissionalização em biblioteconomia e mestrado em Política e Cultura pela Universidade Nova de Lisboa, tendo entre 2007 e 2011 recebido uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para realizar investigação para doutoramento em História das Relações Internacionais[4]. Dentro desse projecto chegou a viver em Banguecoque para obter melhor resultado[5], nomeadamente, compreender aprimoradamente essa região onde nativos descendentes de portugueses ainda têm a sua aldeia "Ban Protuket".

Foi presidente do movimento dissidente do PPM, o Nova Monarquia, do qual também ele tinha sido militante até esse momento em 1983, e terá sido ele um dos maiores responsáveis pela mudança do seu nome para Força Nacional – Nova Monarquia, até à extinção em 1989, e que e que propunha a implantação de um regime monárquico escorado num modelo de representação mista em duas câmaras onde estariam representados partidos e corpos intermédios, tal como o Integralismo Lusitano e como era a monarquia tradicional antes da implantação da monarquia constitucional[6].

Exerceu o lugar de director adjunto no jornal O Dia ente 1993 e 1998[7]

Foi professor assistente de Ciência Política (1993-2003)[8] na Universidade Lusófona[9].

Teve participação no programa “Prós e Contras”, do dia 16 de Julho de 2018, sobre o tema Museu da Descoberta: Sim ou Não?, como representante do associação cívica e cultural Nova Portugalidade[10], da qual é Presidente da chamada Casa dos Vinte e Quatro[11], e terá lá voltado um ano e meio depois, em 24 de Fevereiro de 2020, sobre "Racismo e Preconceito"[12]

Foi o principal peticionário da petição vencedora "Contra o Apagamento dos Brasões da Praça do Império", junto ao Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, tendo-a defendido pessoalmente junto à Assembleia Municipal de Lisboa, em reunião realizada em 1 de abril de 2021, sendo o seu promotor Rafael Pinto Borges[13][14].

Participou numa lista do círculo-Eleitoral-de-Lisboa do partido Aliança, em 2022, para a Assembleia da República[15]

Obras

  • «Relações entre Portugal e o Sião (1782 ‑1939)», 2022[16]
  • «Portugal no Golfo Pérsico : 500 anos», 2018.[17]
  • «Portugal-China : 500 anos», 2014.[18]
  • «1812, A Campanha da Rússia : bicentenário», 2012.[19]̃
  • «Das Partes do Sião : Exposição Comemorativa do 500º Aniversário das Relações Luso-Tailandesas», 2011.[20]
  • «The Portuguese-Siamese Treaty of 1820 : Siam's first attempt of integration into the international communitỹ», 2011.[21]
  • «Os Portugueses e o Oriente: Sião, China, Japão (1840-1940)», 2005[22][23]
  • «Antes das Playstations: 200 anos do romance de aventuras em Portugal», 2003[24]
  • «Homem Cristo Filho : do Anarquismo ao Fascismo», 2001.[25]

Referências

  1. ↑ Miguel Castelo-Branco, Goodreads (consulta em 15 de fevereiro de 2026)
  2. ↑ Religião e influência portuguesa na Tailândia dá mote a conferência, por Inês Almeida, Tribuna de Macau, 10 de Agosto de 2018
  3. ↑ Miguel Ângelo Castelo Branco Graça Ferreira, 1983 a 2007, Código de referência PT/ULISBOA/UL/6-6.3/6.3.1-6.3.1.2/0154361, arquivo da Universidade de Lisboa, 28/12/202
  4. ↑ Banguecoque: “The Protuket: The Thai-Portuguese Catholic Community, from Ayutthaya to Bangkok”, Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, 31 de Agosto de 2018
  5. ↑ Tailândia: Actividade no campo vermelho praticamente acabada – português residente na capital, Lusa, para a revista Visão, 17 de maio de 2010
  6. ↑ The Portuguese Far Right - Between Late Authoritarianism and Democracy (1945-2015), por Riccardo Marchi , Taylor & Francis, 8 de novembro de 2018
  7. ↑ Referência no livro «Cristo Filho : do anarquismo ao fascismo, Miguel Castelo-Branco, de 2001, se sua autoria
  8. ↑ Banguecoque: “The Protuket: The Thai-Portuguese Catholic Community, from Ayutthaya to Bangkok”, Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, 31 de Agosto de 2018
  9. ↑ Despacho (extracto) n.o 11 842/99 (2.a série). O Chefe de Repartição, Luís R. Aragão, 9 de Junho de 1999, Diário da República — II série, n.º 142/99, 21 de Junho de 1999.
  10. ↑ Relatório de avaliação da observância do princípio do pluralismo político. Informação televisiva diária e não-diária, ERC - Entidade Reguladora da Comunicação social, 2018
  11. ↑ Da estupefacção ignara da História, por Carlos Almeida, Observador, 22 de junho de 2025
  12. ↑ O ódio à racionalidade, por Miguel Castelo-Branco, artigo de opinião no jornal Público, 9 de Março de 2020
  13. ↑ Relatório conjunto da 4.ª Comissão Permanente da Assembleia Municipal de Lisboa (Ambiente e Qualidade de Vida) e da 7.ª Comissão Permanente da Assembleia Municipal de Lisboa (Cultura, Educação, Juventude e Desporto)
  14. ↑ Petição Contra o Apagamento dos Brasões da Praça do Império, anexos, textos dos proponentes e carta de apresentação da petição
  15. ↑ Círculo-Eleitoral-de-Lisboa,-Edital da Camara Municipal de Lisboa n.º 62/2002, janeiro-2022
  16. ↑ Relações entre Portugal e o Sião (1782 ‑1939)», Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa, 2022 ISBN:978972565707
  17. ↑ Portugal no golfo pérsico : 500 anos, conceção e coord. Miguel Castelo-Branco ; coord. ed. e rev. Paulo J. S. Barata. - Lisboa : Biblioteca Nacional de Portugal, 2018. - ISBN 978-972-565-624-2 (ed. impressa). - ISBN 978-972-565-625-9 : ed. eletrónica
  18. ↑ Portugal-China : 500 anos, coord. Miguel Castelo-Branco ; rev. Paulo J. S. Barata. - Lisboa : Biblioteca Nacional de Portugal : Babel, 2014. - (Catálogos). - ISBN 978-972-565-510-8 (ed. impressa)
  19. ↑ 1812, a campanha da Rússia: bicentenário, comissariado, pesquisa e notas Miguel Castelo-Branco; textos Lyubov Melnikova, Miguel Castelo-Branco, Pavel Petrovskiy; trad. Elena Sukhanova; colab. Ana Cristina de Santana Silva. - Lisboa : Biblioteca Nacional de Portugal, 2012. - (Catálogos). - ISBN 978-972-565-484-2
  20. ↑ Das partes do Sião : Exposição Comemorativa do 500º aniversário das relações Luso-Tailandesas, comis. António Vasconcelos de Saldanha ; pesquisa, seleção e notas António Vasconcelos de Saldanha, Miguel Castelo-Branco. - Lisboa : Biblioteca Nacional de Portugal : Instituto do Oriente - ISCSP-UTL, 2011. - ISBN 978-972-565-474-3
  21. ↑ The Portuguese-Siamese treaty of 1820 : Siam's first attempt of integration into the international community, Miguel Castelo-Branco ; pref. António Vasconcelos de Saldanha. - Lisboa : ISCTE - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, 2011. - ISBN 978-989-646-057-0
  22. ↑ «Os Portugueses e o Oriente: Sião, China, Japão (1840-1940)»:, Mostra bibliográfica, 4 de novembro de 2004 - 29 de Janeiro de 2005. - Lisboa: BN, 2004-128p., 1 f. desdobr.:[8p. il.color. ISBN 972-565-392-0]
  23. ↑ »Os portugueses e o Oriente: Sião, China, Japão», por António Vasconcelos de Saldanha, Filipe Delfim Santos, João de Lima Pimentel, Miguel Castelo-Branco e Teotónio R. de Souza. Goodreads
  24. ↑ Antes das playstations : 200 anos do romance de aventuras em Portugal / Biblioteca Nacional ; coord. e pesquisa Manuela Rêgo, Miguel Castelo-Branco ; estudos Claude Schopp... ; colab. Lúcia Liba Mucznik, Luís Farinha Franco ; catalogação Manuela Rêgo ; rev. catalogação Isabel Martins– Lisboa : Biblioteca Nacional, 2003 ISBN 972-565-365-3
  25. ↑ Homem Cristo Filho : do anarquismo ao fascismo, Miguel Castelo-Branco. - Lisboa : Nova Arrancada, 2001. - ISBN 972-8369-46-8, Bibliografia Nacional Portuguesa

Ligações externas