Miguel Morgado

Miguel Morgado
Nascimento18 de julho de 1974 (51 anos)
Setúbal
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãotradutor, economista, político, professor universitário

Miguel Ferreira Morgado (Setúbal[1], 18 de Julho de 1974[2]) é um político português e Professor Auxiliar do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. É doutorado em Ciência Política, Mestre em Ciência Política e licenciado em Economia.

Terminou a sua tese de Doutoramento em 2006, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, orientado pelo Professor Doutor José Carlos Espada.[3] O título da tese A Aristocracia e os Seus Críticos - Maquiavel, Hobbes e Rousseau, viria a ser publicada pela Edições 70, em 2008.

Foi Professor Convidado da Universidade de Toronto e ensinou em várias universidades norte-americanas e brasileiras.[1]

Militante do PPD/PSD, apoiou Paulo Rangel à liderança do partido em 2010 e 2021[4], saíndo derrotado das duas vezes. Entre 2011 e 2015 foi Assessor político do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, e foi deputado, pelo circulo eleitoral do PSD do Porto, da Assembleia da República, entre 2015–2019, na XIII Legislatura da Terceira República Portuguesa.[2]

Foi um crítico aberto de Marcelo Recelo de Sousa, como Presidente da República[5], e de Rui Rio, enquanto líder do PSD.

Colocando-se no espaço político do Conservadorismo, defende que o PSD deve ser um partido catch-all do espaço não socialista. Procurou candidatar-se à liderança do PSD em 2020, em que se candidataram Rui Rio (incumbente), Luís Montenegro, e Miguel Pinto Luz, tendo desistido por falta de meios[6].

Fundou, em 2019, o movimento 5.7 (cinco de julho) como plataforma de debate e discussão de direita democrática (e, segundo alguns, como plataforma de candidatura à liderança do PSD). Este movimento contou com a colaboração de personalidades de outros partidos, como Cecília Meireles (CDS-PP) e Carlos Pinto (IL). Deste movimento saiu o livro «Linhas Direitas. Política e Cultura à Direita» (Dom Quixote, 2019). Com a desistência de Morgado à liderança do PSD, o movimento 5.7 acabou por se tornar totalmente inativo poucos meses depois[7].

Não apoiou nenhum candidato às eleições presidenciais de 2026, que, na segunda volta, confrontaram André Ventura com António José Seguro.

É ainda comentador político da SIC Notícias[8], tendo sido parte do painel do Linhas Vermelhas, com Miguel Prata Roque, e sendo desde 2025 parte do Painel do Linhas Direitas, com Carlos Guimarães Pinto e Cristina Rodrigues. Tem ainda um programa de assinatura semanal com o título "Torto e Direito", onde comenta a situação política nacional e internacional semanalmente, colocando determinadas personalidades ou instituições no Inferno, Purgatório e no Paraíso.

Obras

É autor de várias monografias:

  • «Introdução ao Liberalismo» (Dom Quixote, 2025);
  • «Introdução ao Conservadorismo» (Dom Quixote, 2024);
  • «Guerra, Império, Democracia. A Ascensão da Geopolítica Europeia » (Dom Quixote, 2023);
  • «Soberania. Dos seus usos e abusos na vida política» (Dom Quixote, 2021);
  • «O Conservadorismo do Futuro e outros ensaios» (Edições 70, 2017);
  • «Autoridade» (FFMS, 2010),
  • «A Aristocracia e os seus críticos» (Edições 70, 2008).

Foi coordenador, juntamente com Rui Ramos, e coautor, da obra coletiva:

  • «Linhas Direitas. Política e Cultura à Direita» (Dom Quixote, 2019).

Foi coautor, juntamente com Hugo Chelo, de:

  • «Histórias e Fragmentos da Arte Empresarial» (Actual Editora, 2013).

Participou ainda, com João Carlos Espada e Hugo Chelo, na coautoria de;

  • «Riqueza e Pobreza» (Principia, 2001).

Participa, regularmente, na Revista Crítica XXI, dirigida por Jaime Nogueira Pinto[9][10].

É ainda autor de vários artigos e capítulos de livros, bem como de traduções anotadas de obras clássicas de teoria política. Cada uma destas edições portuguesas foi introduzida por um extenso ensaio interpretativo.

Referências

Ligações externas