Mina de Jacobina

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AngloGold Ashanti Brasil Mineração (- |
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A mina de Jacobina é uma das maiores minas de ouro do mundo.[1] Localizados no estado do brasileiro da Bahia, o Complexo de Mineração de Jacobina abrange seis minas (João Belo com capacidade instalada de 800 mil t/ano, Canavieiras Sul com 555 mil t/ano, Canavieiras Central com 650 mil t/ano, Canavieiras Norte com 555 mil t/ano, Morro do Cuzcuz “Basal” com 398 mil t/ano e Morro do Vento Sul com 170 mil t/ano), enquanto que a planta de beneficiamento de minério JMC (com capacidade instalada para 7,500 tpd) faz três etapas de britagem e outra de moagem com lixiviação em tanques, dessorção e fundição.[2] Assim, esse complexo de minas subterrâneas é explorado por uma planta de processamento de 6,5 mil toneladas por dia de carbono em polpa.[3]
A mina tem reservas estimadas em 4,5 milhões de onças de ouro.[3] Mais da metade do valor dos minérios produzidos pela Bahia corresponde ao ouro (53,84% em outubro de 2024) e a maior do valor da produção mineral baiana está concentrada em Jacobina (34% em outubro de 2024).[4] Nessa contabilização estão as operações da atual empresa mineradora Pan American Silver, como também a atuação da Cooperativa Mista de Extração de Minérios e Garimpeiros de Jacobina LTDA (CoopGarimpeiros), cuja área de lavra é o Morro do Cruzeiro.[5]
A exploração de seus veios específicos ocorre principalmente via mineração subterrânea, com o minério sendo processado em um sistema de carbono em polpa e as barras de ouro sendo produzidas por eletrodeposição.[6] A mina tem origem na formação serrana classificada como "serra do córrego", o que significa que mares rasos ocupavam aquele território a bilhões de anos atrás.[5] Esse fenômeno resultou em estimadas quatro camadas de ouro na matriz do conglomerado de rochas e estão situadas principalmente no sul de Jacobina.[5]
Histórico
As buscas coloniais por pedras e metais preciosos alcançaram a cidade de Jacobina no início do século XVII pela expansão norte do processo que marcou a Chapada Diamantina.[5] À época, a extração feita por bandeirantes era por técnicas de mineração manual às margens do Rio do Ouro e Rio Itapicuru.[5] Toda essa atividade do garimpo do ouro rendeu o título de "Cidade do Ouro" para Jacobina.[5]
A extração em escala industrial começou na década de 1980 com a obtenção da licença de lavra pela corporação transnacional sul-africana AngloGold Ashanti Brasil Mineração, conhecida por sua operação em Morro Velho em Minas Gerais.[5] A extração industrial em Jacobina deu início, no município, à metalurgia daquele minério, britando-o, moendo-o e moldando-o em lingotes.[5] A operação da primeira mineradora foi finalizada em 1990 com a concessão da lavra a outra empresa.[5]
Em 2006 passou a pertencer à mineradora canadense Yamana Gold, resultado da compra da empresa Desert Sun Mining.[6] Em 2020, houve registro de desabamento da barragem de rejeitos.[5] Em 2023, a Yamana Gold vendeu seus ativos à também canadense Pan American Silver por 4,8 bilhões de dólares estadunidenses.[5][1] Em 2024, foi registrada a produção de 197 mil Oz, a maior até então.[2]
Ver também
Referências
- 1 2 Teles, Bruno (25 de junho de 2025). «A compra da mina de ouro brasileira em 2023 por US$ 4,8 bilhões pela canadense Pan American Silver, que criou uma nova gigante de metais preciosos». CPG Click Petróleo e Gás. Consultado em 4 de março de 2026
- 1 2 «Jacobina / Pan American | AS MAIORES EMPRESAS DO SETOR MINERAL 2025 | Brasil Mineral». www.brasilmineral.com.br. 6 de agosto de 2023. Consultado em 4 de março de 2026
- 1 2 «Jacobina». yamana.com. 2013. Consultado em 2 de julho de 2013. Arquivado do original em 22 de junho de 2013
- ↑ Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico da Bahia (novembro de 2024). «SUMÁRIO MINERAL» (PDF). Consultado em 4 de março de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Lene, Hérica (24 de dezembro de 2024). «Reluzir e explorar: o ouro de Jacobina e seus impactos». Reverso Online. Consultado em 4 de março de 2026
- 1 2 «Annual Information form for the Fiscal Year Ended December 31, 2019» (Nota de imprensa). Yamana Gold. SEDAR. 30 de março de 2020