Monges Barbudos
O movimento dos Monges Barbudos foi um movimento messiânico ocorrido entre os anos de 1935 e 1938 em Sobradinho, uma cidade emancipada de Soledade em 1927, no interior do Rio Grande do Sul. O ponto máximo do conflito aconteceu no dia 14 de abril de 1938, uma Sexta-Feira Santa, na capela Santa Catarina, no então distrito de Bela Vista que na época pertencia ao município de Sobradinho, hoje território de Segredo, RS. Ocorreu o confronto entre os seguidores monges e soldados da Brigada Militar, esta última com apoio de moradores locais contrários ao movimento. Várias pessoas foram presas e outras ficaram feridas.[1]
O líder do movimento, André Ferreira França (apelidado Deca) não estava presente devido às perseguições. O segundo líder do movimento, Anastácio Desidério Fiúza (chamado Tácio), foi baleado, ferimento que o levou à morte em 13 de abril de 1938. Pouco tempo depois, também Deca acabou sendo morto. Os membros do movimento ficaram impedidos de se reunirem e praticarem sua religiosidade.
O movimento tinha conexões à figura do Monge João Maria, que segundo André Ferreira França, teria pernoitado durante meses em sua casa, ensinando procedimentos de cura com plantas medicinais, orações e ritos diversos e lhe incumbido de organizar a seita na região.[1]
O movimento ocorreu na década de 1930, durante o governo de Getúlio Vargas. O governo teria a acusado os religiosos de serem comunistas para justificar a perseguição. Na mesma década, ocorreram movimentos semelhantes na Região Nordeste do Brasil, o Pau de Colher[1] e o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto.
Referências
- 1 2 3 Guazzelli, Cesar Augusto Barcellos (2002). «Do sagrado à heresia : o caso dos Monges Barbudos (1935-1938)». Repositório Digital, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Consultado em 30 de agosto de 2017. Cópia arquivada em 2002