Monsueto Menezes
| Monsueto | |
|---|---|
![]() Monsueto em 1971. | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Monsueto Campos de Menezes |
| Nascimento | 4 de novembro de 1924 |
| Morte | 17 de março de 1973 (48 anos) Rio de Janeiro, GB, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Gênero(s) | Samba |
| Ocupação | Compositor, cantor, ator, humorista e pintor |
| Instrumento(s) | Voz, bateria |
Monsueto Campos de Menezes (Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1924 — Rio de Janeiro, 17 de março de 1973) foi um sambista, cantor, compositor, baterista, pintor, humorista e ator brasileiro.
Biografia
Nascido no bairro da Gávea e criado no Morro do Pinto, na cidade do Rio de Janeiro, Monsueto ficou órfão com menos de três anos de idade, tendo sido criado pela sua avó e por uma tia. Na juventude, antes de ingressar no meio artístico e possuindo apenas o ensino primário, trabalhou como guardador de carros no Jockey Club Brasileiro.[1][2]
Iniciou a sua trajetória musical na década de 1940, atuando como baterista em diversos conjuntos, destacando-se a sua passagem pela Orquestra de Copinha, que se apresentava no Copacabana Palace Hotel. O seu primeiro êxito comercial como compositor ocorreu no Carnaval de 1952 com a gravação de "Me deixa em paz" (parceria com Aírton Amorim), interpretada por Linda Batista. Nos anos seguintes, consolidou o seu nome na música popular com canções clássicas como "A fonte secou" (1953) e "Mora na filosofia" (1954).[1][2]
Além da carreira musical, Monsueto teve ampla atuação como ator e humorista. No cinema, participou de produções como Treze cadeiras (1957), Na corda bamba (1958) e Quem roubou meu samba? (1958). Na televisão, integrou programas humorísticos na TV Rio na década de 1960, popularizando expressões de gíria que se incorporaram à linguagem popular carioca, como "ziriguidum", "castiga", "vou botar pra jambrar" e "mora".[1][2]
A partir de 1965, passou a dedicar-se também às artes plásticas como pintor primitivista, chegando a ser premiado pelo Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.[1][2]
Monsueto faleceu aos 48 anos, vítima de um câncer de fígado.[1][2]
Composições de destaque
Todas as faixas foram compostas pelo próprio Monsueto, exceto onde notada a coautoria de terceiros na elaboração ou arranjo:
- "A fonte secou" (com Tufic Lauar e Marcléo)
- "Água e azeite" (com Estanislau Silva)
- "Aula de samba francês"
- "Bola Branca" (de Antônio Guedes, Otávio Lima e Estanislau Silva)
- "Chica da Silva" (de Anescar e Noel Rosa)
- "Copacabana de tal"
- "Couro do falecido" (com Jorge de Castro)
- "Este samba tem parada"
- "Eu quero essa mulher assim mesmo" (com José Batista)
- "Fogo no morro" (com José Batista)
- "Lamento da lavadeira" (com João Vieira Filho e Nilo Chagas)
- "Levou fermento" (com José Batista)
- "Mané João" (com José Batista e Ivan Campos)
- "Maria Baiana"
- "Me deixa em paz" (com Aírton Amorim)
- "Me empresta teu lenço" (com Elano de Paula e Nicolau Durso)
- "Mora na filosofia" (com Arnaldo Passos)
- "Morfeu" (com Luiz Reis)
- "Na casa de Antônio Jób" (com Venâncio)
- "Na menina dos meus olhos" (com Flora Mattos)
- "Nó molhado" (com José Batista e Ivan Campos)
- "Prova Real" (de Oderlandes Rodrigues, Edson Santana e Amado Régis)
- "Retrato de Cabral" (com Raul Marques)
- "Rua Dom Manuel" (com Jorge de Castro)
- "Sambamba"
- "Segunda Lua-de-Mel" (com Flora Mattos)
- "Senhor Juiz" (com Jorge de Castro)
- "Tá para acontecer" (com José Batista e Ivan Campos)
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