Mulher barbada

Jennifer Miller, uma mulher barbada

Uma mulher barbada ou mulher barbuda é uma mulher que apresenta uma barba visível. Estas mulheres há muito têm sido consideradas como atrações circenses, curiosidades teratológicas ou aberrações humanas.[1] Mais recentemente, ganharam o status de manifestação política contra os padrões de feminilidade vigentes.[2]

A atual detentora do recorde mundial de barba mais longa é Vivian Wheeler. Em 2000, sua barba media 28 cm de comprimento.[3]

Causas e consequências

Mujer Barbuda, de Ribera (1631)

Um pequeno número de mulheres é capaz de desenvolver naturalmente pelos faciais, chamado de hirsutismo, seja por uma variação do típico nível hormonal feminino, fatores genéticos. Ainda existindo casos artificialmente induzidos, através do uso de anabolizantes.[4]

Como barbas e bigodes são típicas características sexuais secundárias masculinas, mulheres com pelos faciais sofrem enorme pressão cultural para removê-los, visto que sua manutenção configura um estigma social. Justamente por isso, as exceções notáveis acabaram por tornar-se atrações burlescas entre o final do século XIX e o início do século XX, nos chamados "circos dos horrores".[1] Todavia, nem todas as "mulheres barbadas" exibidas em tais espetáculos eram barbas autênticas, sendo inclusive que algumas das pessoas que se apresentavam nem mulheres eram.[5]

  • Nos capítulos 40 e 41 da segunda parte de Dom Quixote, a Dona Dolorida e outras damas usam barbas postiças. Elas dizem à Dom Quixote que suas barbas são o resultado de um encantamento maléfico, e que o cavaleiro deveria montar num cavalo de madeira (Clavileño) para desfazer o encanto.
  • Em A Vida de Brian, do Monty Python, algumas mulheres judias (interpretadas por atores) usam barbas postiças para se fazer passar por homens e assim poder apedrejar um blasfemador que havia pronunciado O Nome de Jeová.
  • As mulheres do país fictício de Elbonia criado por Scott Adams para sua tira diária Dilbert, possuem barbas.
  • Em obras de fantasia, as anãs são frequentemente descritas como tendo barbas; entre os exemplos, estão as anãs da Terra Média[6] de J. R. R. Tolkien, e as anãs da série Discworld de Terry Pratchett.
  • A série Carnivàle da HBO apresentou uma mulher barbada como uma das atrações do espetáculo.
  • Em Macbeth de William Shakespeare, as Nornas têm barbas, entre outros atributos faciais estranhos.
  • Num episódio de My Name Is Earl, Judy Greer interpreta uma mulher barbada que se junta ao circo.
  • No filme SpaceBalls, a cápsula de fuga do vilão Dark Helmet é roubada por uma mulher barbada.
  • Na série Cirque du Freak, uma das aberrações é uma bela mulher chamada Truska, que pode fazer crescer uma barba por sua própria vontade.
  • Adriana Calcanhotto compôs uma música intitulada "A Mulher Barbada".[7]

Ver também

Referências

  1. 1 2 «Circo dos horrores». Superinteressante. 2001. Consultado em 29 de março de 2009. Arquivado do original em 23 de janeiro de 2009
  2. ↑ C. Carr (1998). «Circus Minimus: Miller Wows 'Em in the Nabes!» (em inglês). The Village Voice. Consultado em 29 de março de 2009. Arquivado do original em 5 de dezembro de 2008
  3. ↑ «Worlds Longest Female Beard» (em inglês). Consultado em 29 de março de 2009. Arquivado do original em 25 de fevereiro de 2009
  4. ↑ «Pêlos corporais». Discovery Channel. Consultado em 29 de março de 2009
  5. ↑ Jeffrey Stanton (1997). «Coney Island - Freaks» (em inglês). Consultado em 29 de março de 2009. Most bearded women were actually men
  6. ↑ «Did Dwarf women have beards?» (em inglês). Consultado em 29 de março de 2009
  7. ↑ «A Mulher Barbada». Consultado em 29 de março de 2009

Ligações externas