Noturno Copacabana

Noturno Copacabana
de Guinga
Lançamento2003
Gênero(s)Música popular brasileira
Duração56:10
Idioma(s)Português
Gravadora(s)Velas
ProduçãoPaulinho Albuquerque[1]
Cronologia de Guinga
Cine Baronesa
(2001)
Graffiando Vento
(2004)

Noturno Copacabana é um álbum de música popular brasileira (MPB) do músico brasileiro Guinga, lançado pela gravadora Velas no ano de 2003.[2][3] Foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira na premiação de 2004.[4][5]

Contexto

Lançado no ano de 2003, pela gravadora Velas, Noturno Copacabana marca o sexto álbum de estúdio do músico brasileiro Guinga, dez anos após seu disco Delírio Carioca, trabalho lançado em 1993.[6][7] Nascido no bairro de Madureira e morador do Leblon, Guinga em entrevista ao jornalista Luciana Ribeiro do Jornal do Brasil, afirmou que o disco remonta quando mudou-se para um "apartamento minúsculo na Rua Barata Ribeiro", marcando sua chegada em Copacabana.[7] Sobre o bairro afirmou "Copacabana é a síntese do Brasil, com todos os seus ricos personagens, de prostitutas a ilustres como Oscar Niemeyer. Quando vivi lá minha geladeira ficava na sala, estava começando minha vida de dentista, mas fincava o pé na Zona Sul, de onde nunca mais sai".[7] Para o jornalista Carlos Calado, da Folha de S.Paulo, afirmou que não teve pudor de "mostrar seu lado mais feminino, mais passional".[8]

O álbum conta com composições de Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Simone Guimarães, Francisco Bosco e de Mauro Aguiar.[2][9] Em entrevista para a jornalista Elisa Rosa do Jornal do Commercio, afirmou que levou dois anos para gravar o álbum.[10]

Faixas

N.º TítuloCompositor(es) Duração
1. "Garoa e Maresia"  Guinga 3:15
2. "Abluesado"  Guinga / Aldir Blanc 5:05
3. "Silêncio de Iara" (com Ana Luiza)Guinga / Luis Felipe Gama 4:06
4. "Desavença"  Guinga / Simone Guimarães 3:01
5. "Noturno Copacabana"  Guinga / Francisco Bosco 4:32
6. "Depois do Sonho"  Guinga / Luis Felipe Gama 5:11
7. "Concubinato" (com Fátima Guedes)Guinga / Mauro Aguiar 3:27
8. "Senhorinha"  Guinga / Paulo César Pinheiro 5:21
9. "Na Surdina"  Guinga 3:45
10. "Rasgando Seda"  Guinga / Simone Guimarães 4:06
11. "Pra Jackson e Almira"  Guinga / Simone Guimarães 3:18
12. "Fonte Abandonada" (com Leila Pinheiro / Quarteto Maogani)Guinga / Paulo César Pinheiro 3:31
13. "Dichavado"  Guinga 3:37
14. "Canção Desnecessária"  Guinga / Mauro Aguiar 3:50
Duração total:
56:10

Recepção

Crítica

O jornalista e crítico musical Tárik de Souza para o Jornal do Brasil, fez crítica positiva ao disco, afirmando que o álbum "destila erudição e densidade sobre vários formatos da música popular brasileira e coloca alguns tijolos a mais numa obra sólida erguida sem a aflição das celebridades instantâneas".[11] Julinho Bittencourt, para o jornal A Tribuna, fez crítica muito positiva ao disco e acrescentou "Noturno Copacabana, de Guinga, é música de gente grande. Tem a dimensão do país que a gente quer, muito distante do que a gente tem. É centrado na música, sem apelos, truques, roupas, e purpurinas. Elabora ao extremo cuidado, com carinho".[12]

Conforme apurou o jornal O Fluminense, Chico Buarque ao ouvir a faixa "O Silêncio de Iara" telefonou a Guinga e disse que tratava-se da "música do século".[13]

Prêmios

Em 2004, o álbum foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.[14] Em cerimônia realizada no Shrine Auditorium, em Los Angeles, na Califórnia, o álbum terminou a noite indicado, sendo superado pelo álbum de estreia Maria Rita, da cantora Maria Rita.[15][16]

Ano Premiação Categoria Local Resultado Ref.
2004 Grammy Latino Melhor Álbum de Música Popular Brasileira Shrine Auditorium, Los Angeles, Califórnia,  Estados Unidos Indicado [17]

Turnê

Para celebrar o lançamento do álbum uma série de shows foi realizada, que passou por diversas cidades incluindo, Brasília[18], São Paulo[8][10], Rio de Janeiro[19], Curitiba[20], além de em Perúgia, no Festival de Jazz de Umbria [en], na Itália.[7][21]

Músicos

Os músicos que trabalharam neste álbum são:[2][9]

  • Guinga - violão e voz;
  • Lula Galvão - violão e guitarra;
  • Jorge Helder - contrabaixo;
  • Carlos Malta - flauta;
  • Nailor Proveta - sax alto;
  • Paulo Sérgio Santos - clarinete, clarone e sax alto;
  • Jessé Sadoc - flugelhorn e trompete
  • Nelson Oliveira - trompete;
  • Sérgio de Jesus - trombone;
  • Bocão - trombone;
  • João Cortez - bateria;
  • Armando Marçal - percussão
  • Gilson Peranzzetta - acordeon;
  • David Chew - violoncelo;
  • Marcus Ribeiro Oliveira - violoncelo;
  • Marie Christine Springuel - viola de arco;
  • Jesuína Noronha Passaroto - viola de arco;
  • Fátima Guedes - vocal;
  • Leila Pinheiro - vocal;
  • Quarteto Maogani - viola;
  • Ana Luiza - vocal.

Referências

  1. ↑ Silva, Álvaro (15 de maio de 2023). «Um estilo Guinga de ser e cantar». Jornal do Brasil. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2026
  2. 1 2 3 «Noturno Copacabana». Discos do Brasil. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 20 de julho de 2026
  3. ↑ Filho, Paulo (26 de maio de 2014). «A obra musical de Guinga: características estéticas e culturais do CD Noturno Copacabana» (PDF). Universidade Federal da Paraíba. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 17 de novembro de 2024
  4. ↑ «Latin Grammy Nominations». Los Angeles Times (em inglês). 15 de julho de 2004. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2025
  5. ↑ «Guinga». LA Phil (em inglês). Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 26 de abril de 2025
  6. ↑ Lima, Irlam (7 de maio de 2003). «Guinga lança songbook e termina CD». Correio Braziliense (14598): 33. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  7. 1 2 3 4 Ribeiro, Luciano (20 de setembro de 2003). «A tradição em leitura impecável». Jornal do Brasil. 165 (133): 37. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  8. 1 2 Calado, Carlos (17 de outubro de 2003). «Guinga mostra novo disco». Folha de S.Paulo. 83 (27275): 112. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  9. 1 2 «Guinga - Noturno Copacabana». Acervo Digital do Violão Brasileiro. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2025
  10. 1 2 Rosa, Elisa (22 de setembro de 2003). «Guinga desinibido no CD 'Noturno Copacabana'». Jornal do Commercio. 176 (295): 51. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  11. ↑ Souza, Tárik (20 de setembro de 2003). «Erudição e densidade». Jornal do Brasil. 113 (165): 37. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  12. ↑ Bittencourt, Julinho (20 de novembro de 2003). «Guinga volta com o CD Noturno Copacabana». A Tribuna. 110 (240): 20. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  13. ↑ «As novas parcerias de Guinga». O Fluminense. 126 (36859): 13. 1 de outubro de 2003. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  14. ↑ «5th Annual Latin GRAMMY Awards | LatinGRAMMY.com». Grammy Latino (em inglês). Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2025
  15. ↑ «Cantora Maria Rita ganha prêmio de revelação no Grammy Latino». Folha de S. Paulo. 2 de setembro de 2004. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2025
  16. ↑ Gallo, Phil (15 de julho de 2004). «Rita tops Latin Grammy noms». Variety (em inglês). Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2022
  17. ↑ «2004 Latin Grammys». CBS News (em inglês). 1 de setembro de 2004. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2026
  18. ↑ Lima, Irlam (21 de novembro de 2003). «Parceria também no palco». Correio Braziliense (14480): 48. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  19. ↑ «Bis Espaço Musical serve de palco para o talento de Guinga». O Fluminense. 128 (37863): 16. 26 de maio de 2006. Consultado em 16 de janeiro de 2026
  20. ↑ «Um gênio da música brasileira na Reitoria». Tribuna do Paraná. 28 de outubro de 2005. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2026
  21. ↑ «Guinga: em novo disco, novos parceiros». Estadão. 19 de setembro de 2023. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2026