Olimpio Bonald Neto

Olimpio Bonald Neto
Nome completoOlimpio Bonald da Cunha Pedrosa
Nascimento
Morte
26 de janeiro de 2023 (90 anos)

Olinda
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoAdvogado, professor, historiador, ensaísta, folclorista, contista, poeta e pintor
Principais trabalhosBacamarte, pólvora e povo (1978)
PrémiosPrêmio Geraldo de Andrade (1978)

Olimpio Bonald Neto, nome artístico de Olimpio Bonald da Cunha Pedrosa[nota 1] (Olinda, 17 de outubro de 1932 — Olinda, 26 de janeiro de 2023[4]),[5] foi um advogado, professor, historiador, ensaísta, folclorista, contista, poeta e pintor brasileiro.[6][7][8]

Formação

Atuação profissional

  • Advogado civil e trabalhista;
  • Procurador autárquico federal;[6]
  • Fundador e professor do Curso de Turismo da UNICAP[9];

Instituições culturais e literárias

  • Academia Pernambucana de Letras - ocupava a cadeira 1, eleito em 20 de maio de 1980;[8][nota 2]
  • Academia de Letras e Artes do Nordeste - ocupava a cadeira 57;[8]
  • Academia Olindense de Letras;
  • Academia Recifense de Letras - Cadeira 36;
  • Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda - fundador e presidente[nota 3];
  • União Brasileira de Escritores - Seção Pernambuco - (ex-presidente); (Presidente Emérito);
  • Instituto Histórico de Olinda;
  • Instituto Histórico de Goiana;
  • Conselho de Cultura do Estado de Pernambuco;
  • Conselho Municipal de Cultura de Olinda;
  • Comissão Nacional do Folclore - Vice-presidente;
  • Fundador do Centro de Estudos de História Municipal da Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco - FIAM[9];
  • Consultor de Cultura e Turismo da EMPETUR;
  • Membro do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda;
  • Associação de Imprensa de Pernambuco - Conselheiro.

Livros publicados

Antropologia cultural

  • Os bacamarteiros;
  • Bacamarte, pólvora e povo;[7][11]
  • Palco e palanque;[2]
  • O verbo e a voz[nota 4];
  • A arte do entalhe - tradição artística olindense;
  • Os caboclos de lança - azougados guerreiros de Ogum;
  • Gigantes foliões em Pernambuco;[2]
  • Modernismo e Integralismo - A ideologia dos anos 30;
  • Apresentação da Via Sacra de Mestre Nosa;
  • Folclore;
  • O homem da meia-noite;
  • Caboclos de lança;
  • Artistas de Pernambuco;
  • Latrinária.[2]

Contos

  • Um negro volta ao Mangue;
  • O homem que devia ter morrido há três anos;[2]
  • Uma noite no castelo;
  • A loba e os faisões;
  • Seresta em tempo de caju;[2]
  • Tango-Reggae y otros cuentos [nota 5];
  • Uma lembrança de flor - contos olindenses.

Ensaios e trabalhos técnicos

  • Que é turismo? (1973);
  • Introdução ao estudo do turismo (1975);
  • Coordenação do I Plano Pernambucano de Turismo (1978);
  • Turismo, folclore e artesanato - 15 anos de ação da EMPETUR (1982);
  • Cultura, turismo e tempo - a fruição do intangível (1983);
  • Aspectos da Receita Turística de Pernambuco [nota 6]
  • Turismo tropical - Vocação regional e estratégia internacional capitalista;
  • Potencial turístico do Nordeste[nota 7];
  • Planejamento e organização do turismo;
  • Elementos do plano e do projeto em turismo;
  • Onde passear no Brasil;
  • Turismo e trópico.

Poesia

  • Dura e breve história da Ilha do Maruim;
  • Tríptico - vida, paixão e canto;
  • Hinapino;
  • Estudo de cor na Zona da Mata Sul pernambucana;
  • Cantoria;
  • Balada bacamarteira do Alto do Bom Jesus;
  • Praxis amandi;[2]
  • O livro da poesia de Olimpio Bonald Neto;[12]
  • Da lúcida visão do homem de pouca fé;
  • Sangue e sonhos reinventados;
  • Vida e Poesia.[13]

Participação em coletâneas

  • Poética olindense;
  • O urbanismo na literatura;
  • Contos de Pernambuco;
  • Antologia do conto nordestino e contemporâneo;
  • Violão de rua II;
  • Presença poética do Recife;
  • Carne viva;
  • Poetas da Rua do Imperador;
  • Seleta de autores pernambucanos;
  • Presennça acadêmica;
  • Poésie du Brésil (Edição bilingue, Paris);
  • Mormaço e sargaço - I Antologia de poetas nordestinos e contemporâneos;
  • Poemas de sal e sol - II Antologia de poetas nordestinos e contemporâneos;
  • Poesia e vida - em 6 antologias da Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda;
  • Roteiro de arte popular de Pernambuco;
  • Ciclo junino;
  • Antologia pernambucana de folclore;
  • Antologia do Carnaval do Recife;
  • Natal pernambucano.
  • A voz do silêncio - Paulista:Editora Flor de Lis, 2023 - ISBN 978-65-980203-1-6[nota 8]

Letras de músicas

  • Canção do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco[nota 9]

Prêmios e comendas

  • Comenda da Ordem dos Guararapes do Estado de Pernambuco[6]
  • Prêmio de contos da Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco, 1957
  • Prêmio de Antropologia cultural da Fundação Joaquim Nabuco, 1960[9]
  • Prêmio de poesia da União Brasileira de Escritores, 1966
  • Prêmio Geraldo de Andrade, de ensaio, da Academia Pernambucana de Letras, pelo livro Bacamarte, pólvora e povo, 1978
  • Presidente Emérito da União Brasileira de Escritores - Seção Pernambuco, 23 de julho de 2009.

Notas e referências

Notas

  1. ↑ Neto do homônimo e também poeta paraibano falecido em Garanhuns (1867 - 1931) Olimpio Bonald da Cunha Pedrosa, desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco.[1][2][3]
  2. ↑ Candidato em 1979 para a cadeira 39, vaga com a morte de Joaquim Cardozo, não foi eleito. Candidatou-se depois para a cadeira 1.[10]
  3. ↑ Exerceu a presidência da Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda até o seu falecimento
  4. ↑ Colaboração com Nelson Saldanha
  5. ↑ Editado em Buenos Aires[2]
  6. ↑ Em co-autoria com Marinalva Coelho.
  7. ↑ Em co-autoria com Zenaide Bonald Pedrosa
  8. ↑ Participação póstuma
  9. ↑ em parceria com o Major Rildo Barbosa de Almeida, com música de Ademir de Souza Araújo.[14]

Referências

  1. ↑ CAMELO, Paulo - Memória a céu aberto - Recife:Paulo Camelo, 2020, pág. 289 - ISBN 978-65-00-04654-0
  2. 1 2 3 4 5 6 7 8 A voz do silêncio. Paulista: Editora Flor de Lis. 2023. p. 169 - ISBN 978-65-980203-1-6
  3. ↑ Fernando Machado (19 de novembro de 2021). «De volta ao passado». Consultado em 18 de maio de 2023
  4. ↑ Observatório de Olinda (27 de janeiro de 2023). «Olinda de luto com a morte de Olimpio Bonald Neto». Consultado em 27 de janeiro de 2023
  5. ↑ PARAÍSO, Rostand - Academia Pernambucana de Letras - Efemérides, volume 2. Recife: APL, 2006, pág. 280.
  6. 1 2 3 4 5 Andrade, Maria do Carmo. «Olimpio Bonald Neto». Pesquisa escolar online - Fundaj. Consultado em 18 de maio de 2023
  7. 1 2 «Olimpio Bonald Neto». CEPE. Consultado em 18 de maio de 2023
  8. 1 2 3 Academia Pernambucana de Letras homenageia Olimpio Bonald Neto
  9. 1 2 3 4 Pesquisa escolar Fundaj - Olimpio Bonald Neto
  10. ↑ PARAÍSO, Rostand - Academia Pernambucana de Letras - Sua história, volume 1. Recife: APL, 2006, pág. 102.
  11. ↑ Livraria da Travessa. «Bacamarte, pólvora e povo». Consultado em 18 de maio de 2023
  12. ↑ Antonio Miranda. «Olimpio Bonald Neto». Poesia dos Brasis. Consultado em 18 de maio de 2023
  13. ↑ Bonald Neto, Olimpio. Vida e Poesia. Recife: Bagaço, 2010. ISBN 978-85-373-0769-4
  14. ↑ Bombeiros Pernambuco. «Canções e hinos». Consultado em 14 de fevereiro de 2023

Ligações externas