Orbitoclasto

Um orbitoclasto é um instrumento cirúrgico utilizado para realizar lobotomias transorbitais. O aparato é, essencialmente, uma agulha de aço base larga e marcações de profundidade que serviam de guia para o cirurgião.
Devido ao fato de picadores de gelo terem sido utilizados nos experimentos iniciais, e devido à semelhança com o instrumento, o procedimento foi apelidado internacionalmente de "lobotomia com picador de gelo", nomenclatura que eventualmente seria adotada por Dr. Walter Freeman.[1]
História e descrição
Inventado por Dr. Walter Freeman em 1948 como uma versão simplificada e acessível do leucótomo (aparelho utlizado anteriormente para lobotomias[2]) . A operação consiste em inserir a agulha pela parte superior da órbita ocular do paciente até a fina camada óssea e rompe-la com o impacto do martelo na base da agulha, o objetivo desta parte da operação era alcançar o lobo frontal do paciente. A agulha seria então movida medialmente e lateralmente com o objetivo de separar o lobo frontal do tálamo. Em suas praticas, Freeman adicionou ao tratamento o procedimento do "corte frontal profundo", que consistia em alguns movimentos adicionais mais profundos da agulha no lóbulo. Freeman seguiu sua carreira recomendando o orbitoclasto como um substituto mais durável e confiável e menos invasivo do leucótomo.[1]
Veja também
Referências
- 1 2 Robert Youngson e Ian Schott (11 de outubro de 1997). «Lobotomia». Medical Blunders (em inglês). Edumed – Escola de Educação Médica Continuada. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ Nicole Dawkins (21 de outubro de 2013). «Lobotomy: The medical procedure that changed mental health care (and not for the better)» (em inglês). Museum of Health Care at Kingston. Consultado em 10 de julho de 2025