Parapartamona
Trigona
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Parapartamona é um pequeno gênero de abelhas sem ferrão pertencente à tribo Meliponini, família Apidae. É endêmico dos Andes da Colômbia e do Equador, ocorrendo em altitudes elevadas, geralmente entre 1.400 e 3.400 metros.[1][2][3]
O gênero foi descrito por Herbert Ferlando Schwarz em 1948.[4] Algumas classificações o consideram gênero independente, enquanto outras o tratam como subgênero de Partamona.[5]
Taxonomia
Parapartamona está filogeneticamente próximo do gênero neotropical Partamona. As espécies apresentam adaptações a ambientes andinos frios, incluindo padrões de coloração com faixas ou manchas amarelas no abdômen.[2]
Espécies
O gênero compreende cerca de sete espécies válidas, todas restritas aos Andes setentrionais. A taxonomia do grupo ainda apresenta controvérsias, com alguns autores reconhecendo sete espécies e outros agrupando-as em apenas duas.[2][3][1]
- Parapartamona brevipilosa (Schwarz, 1948)
- Parapartamona caliensis (Schwarz, 1948)
- Parapartamona fumata Moure, 1995
- Parapartamona imberbis Moure, 1992
- Parapartamona tungurahuana (Schwarz, 1948)
- Parapartamona vittigera Moure, 1992
- Parapartamona zonata (Smith, 1854)
Parapartamona zonata é a espécie mais estudada do gênero.
Distribuição e habitat
As espécies ocorrem exclusivamente nas encostas úmidas dos Andes da Colômbia e do Equador, em altitudes médias a altas. São um dos poucos grupos de meliponíneos adaptados a climas andinos frios.[2][3]
Biologia e comportamento
Estudos recentes sobre Parapartamona zonata na Colômbia (a 2.583 m de altitude) mostraram que as operárias forrageiam por pólen, resina e/ou lama desde o nascer do sol até o pôr do sol, suportando temperaturas ambientais tão baixas quanto 11 °C. A atividade de forrageamento varia ao longo do dia e é influenciada significativamente pela temperatura e pelas condições do céu.[6]
Arquitetura dos ninhos
Os ninhos geralmente apresentam um batume denso e contínuo com o substrato (cavidades em barrancos, raízes de árvores, troncos ou construções humanas). A arquitetura interna inclui invólucro, câmara de cria com arranjo espiralado ou em discos de cria verticais e área de armazenamento de alimento. Estudos com tomografia computadorizada revelaram variações na estrutura dos ninhos, sugerindo plasticidade comportamental.[6]
Importância ecológica
Como polinizadoras nativas da flora andina de altitude, as espécies de Parapartamona contribuem para a manutenção da biodiversidade em ecossistemas montanhosos úmidos.
Conservação
Devido à distribuição geográfica restrita e à especialização em habitats andinos de altitude, o gênero pode ser vulnerável a mudanças climáticas e fragmentação de habitat.
Referências
- 1 2 «Parapartamona». +Moure's Bee Catalogue. Consultado em 27 de abril de 2026
- 1 2 3 4 González-B, Víctor Hugo; Nates-Parra, Guiomar (1999). «Sinopsis de Parapartamona (Hymenoptera: Apidae: Meliponini), un género estrictamente andino» (PDF). Revista de la Academia Colombiana de Ciencias Exactas, Físicas y Naturales. 23: 171-179
- 1 2 3 Gonzalez, V. H.; Smith-Pardo, A. H. (2003). «New distribution records and taxonomic comments on Parapartamona (Hymenoptera: Apidae: Meliponini)». Journal of the Kansas Entomological Society. 76 (4): 655-657
- ↑ Schwarz, Herbert F. (1948). Stingless bees (Meliponidae) of the Western Hemisphere. 90. [S.l.]: Bulletin of the American Museum of Natural History. pp. 1–546
- ↑ Engel, Michael S. (2023). «Stingless bee classification and biology (Hymenoptera, Apidae): a review, with an updated key to genera and subgenera». ZooKeys. doi:10.3897/zookeys.1149.104944
- 1 2 Jacome-García, Juan C. (2024). «Foraging behavior and the nest architecture of a high-Andean stingless bee (Hymenoptera: Apidae: Meliponini) revealed by X-ray computerized tomography». Apidologie. doi:10.1007/s13592-024-01074-8