Peter Claussen

Peter Claussen (aproximadamente 1801–1872[nota 1]), também conhecido como Pedro Claudio Claussen e Pedro Dinamarquez Claussen,[3] foi um colecionador dinamarquês de história natural nascido em Copenhague.[3] Suas coleções botânicas estão presentes em muitos herbários europeus. Claussen vendeu fósseis de animais para o Museu Britânico e para o Jardin des Plantes, na França.[1] Posteriormente, teve um artigo sobre a geologia de Minas Gerais publicado pela L'Académie Royale des Sciences, des Lettres et des Beaux-Arts de Belgique. Trabalhou com Jules Paul Benjamin Delessert. [4]

Vida

Condenado por fraude, Claussen emigrou para o Brasil bastante jovem e, com o exército de Dom Pedro I, chegou ao Rio de Janeiro.[1]William Dewey Anderson, Theodore W. Pietsch (1997). Collection building in ichthyology and herpetology. American Society of Ichthyologists and Herpetologists. p. 60. ISBN 978-0-935868-91-3</ref> Inicialmente, alistou-se como soldado raso e, posteriormente, viveu como mascate. Durante a Guerra da Cisplatina entre Argentina e Brasil, entre 1825 e 1828, atuou como espião. Mais tarde, viveu como comerciante em Cachoeira do Campo, em Minas Gerais. Tornou-se proprietário de uma fazenda em Curvelo, a alguns dias de viagem ao norte de Lagoa Santa.

Em sua grande viagem pelo interior do Brasil, entre 1833 e 1835, o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, acompanhado pelo botânico alemão Ludwig Riedel, cruzou com Claussen em Curvelo em outubro de 1834.[5] Lá, Claussen usava o nome "Pedro Claudio Dinamarquez",[1]William Dewey Anderson, Theodore W. Pietsch (1997). Collection building in ichthyology and herpetology. American Society of Ichthyologists and Herpetologists. p. 60. ISBN 978-0-935868-91-3</ref> e Lund ficou hospedado em sua fazenda, "Porteirinha", por cerca de uma semana.[6] Esse encontro se revelou um ponto de virada na vida de ambos. Na fazenda, havia grutas nas pedras calcárias, que eram exploradas pelos moradores locais para a obtenção de salitre.[7] Visitas posteriores a essas cavernas feitas por Lund revelaram numerosos restos fósseis, muitos dos quais foram vendidos por Claussen a instituições europeias.

Em 1843, Claussen acompanhou Francis de Castelnau em sua expedição à América do Sul.[1]William Dewey Anderson, Theodore W. Pietsch (1997). Collection building in ichthyology and herpetology. American Society of Ichthyologists and Herpetologists. p. 60. ISBN 978-0-935868-91-3</ref> Após retornar à Europa, começou a sofrer de problemas mentais e foi levado para um hospital em Dartford, Londres, onde morreu em 1855.[1][4]

Notas

  1. ↑ Suas datas de nascimento e morte são incertas, às vezes registradas como 1804-1855 [1] ou como 1801-1872.[2]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 William Dewey Anderson, Theodore W. Pietsch (1997). Collection building in ichthyology and herpetology. [S.l.]: American Society of Ichthyologists and Herpetologists. ISBN 978-0-935868-91-3
  2. ↑ «The International Plant Names Index». Consultado em 3 de maio de 2017
  3. 1 2 Stafleu, F.A.; Cowan, R.S. (1976–1988), Taxonomic literature: A selective guide to botanical publications and collections with dates, commentaries and types. Second Edition, Utrecht: Bohn, Scheltema and Holkema; Available online through Smithsonian Institution Libraries
  4. 1 2 «Clausen, Pedro Cláudio Dinamarquez (Peter) (1801-1872)». JSTOR Global Plants. Consultado em 2 de maio de 2017
  5. ↑ National Museet. «Lund's Brazilian Cave Studies». National Museum, Denmark. Consultado em 13 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 24 de julho de 2010
  6. ↑ Walter, Harold Victor (1948). Pré-história da região de Lagôa Santa, Minas Gerais. [S.l.]: Oficinas Gráficas da Papelaria e Tip. OCLC 3369772
  7. ↑ Buffetaut, Éric (1987). A short history of vertebrate palaeontology. [S.l.]: Croom Helm. ISBN 978-0-7099-3962-7