Philippe Seabra

Philippe Seabra
Nome completoAndré Philippe de Seabra
Nascimento4 de novembro de 1966 (59 anos)
Washington, D.C., Estados Unidos
Gênero(s)rock
punk rock
Ocupaçãovocalista e guitarrista
Período em atividade1980-presente
Outras ocupaçõesprodutor musical
Afiliação(ões)Plebe Rude

André Philippe de Seabra, mais conhecido como Philippe Seabra (Washington DC, 4 de novembro de 1966)[1][2] é um cantor, compositor, músico e produtor musical brasileiro.

É uma das figuras mais importantes na geração rock'n'roll da Brasília dos anos 70 e 80. Compositor, vocalista e guitarrista da banda, entrou para a Plebe Rude como segundo integrante; o primeiro foi o criador da banda, o baixista Andre Mueller.

Biografia

Infância e adolescência

Filho de um diplomata português naturalizado americano (chamado Alexandre José Jorge de Seabra) com uma paraense (chamada Silvia Mara Brasil de Seabra), chegou à capital do Brasil aos 9 anos, em 1976, sem nunca ter falado a língua dos pais, só inglês. Chegando a Brasília, foi matriculado na Escola Americana, onde também estudavam os irmãos Afonso e Dinho Ouro Preto,[3] e continuava a falar inglês a maior parte do tempo.[2] Quando se mudou para o Lago Norte conheceu André, com quem fundaria a Plebe Rude, e era ali que andava a galera do Aborto Elétrico.[3] Em torno dos 13 anos, teve o contato com o punk através desta turma.[3]

Inspirado por Iko Ouro Preto, da Aborto Elétrico, começou a aprender violão em 1978 e montou sua primeira banda, Caos Construtivo, em 1980, com apenas 13 anos.[1]

Plebe Rude

Após abrir shows de bandas como Aborto Elétrico, Blitz 64 e Metralhaz, foi convidado, em 1981, para fundar a banda Plebe Rude, ao lado de André X.[1]

Pausa

Desanimado com as condições do país, em 1994, vai morar em Nova Iorque,[1] onde ficou até 2000.[3]

Retomada na carreira musical

Em 2000 retorna ao Brasil e retoma as atividades de sua banda.

Como produtor musical, Seabra já produziu mais de 30 discos.[1]

Recebeu o título de Comendador e Cidadão Honorário de Brasília.[1]

Em 2021, é curador da "Rota Turística do Rock" em Brasília, cidade onde mora e é um dos grandes representantes musicais.[4][5][6] Foram demarcados 40 pontos que marcam a histórico do rock brasiliense.[7]

Vida pessoal

É casado desde 2003 com a funcionária pública Fernanda Silva Rodrigues de Seabra, com quem têm um filho, Philippe.[8]

Entrevistas

Em 2006, Philippe Seabra discutiu a efervescência cultural em Brasília durante os anos de 1980 em uma entrevista fornecida ao Museu da Pessoa.[9] Ele compartilhou experiências sobre a cena punk e rock na cidade, destacando a importância das bandas Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial. Philippe mencionou as dificuldades enfrentadas na época, incluindo a censura e a falta de acesso à cultura. Ele enfatizou a criatividade e a determinação da juventude brasiliense, que transformou a cidade árida em um ambiente propício para o surgimento de movimentos culturais marcantes. Philippe também refletiu sobre seu retorno a Brasília, destacando as mudanças e desafios enfrentados pela cidade ao longo dos anos. Esse ponto de vista sobre as dificuldades enfrentadas pode ser exemplificado por um comentário significativo sobre a música brasileira e a cidade de Brasília:

"Não tem nenhuma musiquinha engraçadinha, dessas três bandas, né, Plebe Rude, Legião Urbana e Capital. Não tem nada engraçado, é muito sério. Ser jovem numa cidade que não oferecia nada, é muito sério, né? É claro que ninguém está se comparando com Revolução Russa ou algo assim, pelo amor de deus, mas Brasília era extremamente árida em todos os sentidos'"

— André Philippe de Seabra, Entrevista concedida ao Museu da Pessoa

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 «Philippe Seabra, vocalista da Plebe Rude, é o convidado do Sem Censura». Institucional. 16 de maio de 2022. Consultado em 1 de maio de 2023
  2. 1 2 «Philippe Seabra - Participação especial». Feira do Livro. Consultado em 17 de outubro de 2021
  3. 1 2 3 4 «Brasília e o rock nacional». Museu da Pessoa. Consultado em 17 de outubro de 2021
  4. ↑ «Vocalista da Plebe Rude, Philippe Seabra conta como criou a "Rota Turística do Rock" em Brasília». TV Cultura. Consultado em 17 de outubro de 2021
  5. ↑ «Rock: local da UnB onde surgiu banda de Renato Russo ganha placa». Metrópoles. 13 de agosto de 2021. Consultado em 17 de outubro de 2021
  6. ↑ «Brasília ganha a rota do rock». Ministério do Turismo. Consultado em 17 de outubro de 2021
  7. ↑ Brasília, Agência. «'Rota Brasília Capital do Rock' inaugura placa na Colina». Agência Brasília. Consultado em 17 de outubro de 2021
  8. ↑ daniela.lima. «Mulheres de roqueiros revelam as dores e as delícias da vida ao lado deles | Diversão | O Dia». odia.ig.com.br. Consultado em 1 de maio de 2023
  9. ↑ «Criando a música de Brasília». Museu da Pessoa. 2 de fevereiro de 2006. Consultado em 4 de outubro de 2023