Plohophorus

Plohophorus
Ocorrência: Mioceno Superior – Plioceno Superior
~8–3 Ma
↓
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Cordados
Classe: Mamíferos
Ordem: Cingulata
Família: Clamiforídeos
Subfamília: †Glyptodontinae
Género: †Plohophorus
Ameghino, 1887
Espécie-tipo
Plohophorus figuratus
Ameghino, 1887
Espécies
  • P. barrancalobensis Zamorano & Scillato-Yané, 2011
  • P. coronatus Rovereto, 1914
  • P. cuneiformis Ameghino, 1904
  • P. figuratus Ameghino, 1887
  • P. paranensis Ameghino, 1895
  • P. sygmaturus Ameghino, 1895
  • P. yrigoyeni Yrigoyen, 1954
  • P. avellaneda Quiñones, Cuadrelli, Reyes, Luna, Poiré & Zurita, 2023
Sinónimos
  • Plohophorus araucanus Ameghino, 1904
  • Plohophorus australis Moreno, 1888
  • Plohophorus orientalis Ameghino, 1889
  • Urotherium antiquum Ameghino, 1888

Plohophorus é um gênero extinto de gliptodonte. Viveu do Mioceno Superior ao Plioceno Superior, e seus restos fossilizados foram descobertos na América do Sul.[1][2][3]

Descrição

Como todos os gliptodontes, este animal possuía uma grande carapaça formada por numerosos osteodermas fundidos, que cobria a maior parte de seu corpo. Plohophorus compartilhava semelhanças com outro gliptodonte do Mioceno, Phlyctaenopyga, especialmente em seu crânio bastante largo e baixo. A ornamentação do tubo caudal, que protegia a cauda, era mais simplificada; as figuras periféricas eram parcialmente regredidas e marcadas na parte distal; as figuras centrais de formato oval eram contíguas umas às outras, deixando apenas espaço para pequenas áreas triangulares entre si.[4][5]

Classificação

Plohophorus foi descrito pela primeira vez em 1887 por Florentino Ameghino, com base em restos fósseis encontrados em terrenos do Mioceno Superior da Argentina.[4] A espécie-tipo é Plohophorus figuratus; várias outras espécies do Mioceno Superior e do Plioceno Inferior também foram atribuídas ao gênero, como Plohophorus paranensis, Plohophorus sygmaturus, Plohophorus cuneiformis, Plohophorus coronatus, Plohophorus ameghini, Plohophorus araucanus, Plohophorus australis e Plohophorus orientalis.[6][7] De acordo com a revisão mais recente do gênero, no entanto, apenas as quatro primeiras espécies ainda são consideradas válidas.[5] Em 2011, foi descrita uma espécie do Plioceno Superior da Colômbia, Plohophorus barrancalobensis.[7][8]

Plohophorus era um gliptodonte bastante derivado, representante da tribo Doedicurini. Seu nome é um anagrama de Hoplophorus, um gênero semelhante, porém mais recente.[5][9]

Referências

  1. ↑ F. Ameghino. 1887. Apuntes preliminares sobre algunos mamíferos fósiles nuevos de la República Argentina. P.E. Coni, Buenos Aires, 17 p.
  2. ↑ A. L. Cione, M. M. Azpelicueta, M. Bond, A. A. Carlini, J. R. Casciotta, M. A. Cozzuol, M. Fuente, Z. Gasparini, F. J. Goin, J. Noriega, G. J. Scillato-Yane, *L. Soibelzon, E. P. Tonni, D. Verzi, e M. G. Vucetich. 2000. Miocene vertebrates from Entre Rios province, eastern Argentina. Serie Correlacion Geologica 14:191-237
  3. ↑ M. A. Cozzuol. 2006. The Acre vertebrate fauna: Age, diversity, and geography. Journal of South American Earth Sciences 21:185-203
  4. 1 2 R. L. Tomassini, C. I. Montalvo, C.M. Deschamps e T. Manera. 2013. Biostratigraphy and biochronology of the Monte Hermoso Formation (early Pliocene) at its type locality, Buenos Aires Province, Argentina. Journal of South American Earth Sciences 48:31-42
  5. 1 2 3 A. Castellanos. 1940. A propósito de los géneros Plohophorus, Nopachthus y Panochthus. Publicaciones del Instituto de Fisiografía y Geología 1: 1–279.
  6. ↑ F. Ameghino. 1889. Contribución al conocimiento de los mamíferos fósiles de la República Argentina. Actas de la Academia Nacional de Ciencias de la República Argentina en Córdoba 6:xxxii-1027
  7. 1 2 R. Lydekker. 1894. Contributions to a knowledge of the Fossil Vertebrates of Argentina. Part II. 2. The extinct edentates of Argentina. Anales del Museo de La Plata. Paleontología Argentina 3:1-118
  8. ↑ M. Zamorano e G. J. Scillato-Yané. 2011. Nueva y Más Reciente Especie de Plohophorus Ameghino (Xenarthra, Glyptodontidae) del Marplatense Inferior (Barrancalobense, Plioceno Tardío), de Barranca de los Lobos (Provincia de Buenos Aires). Ameghiniana 48(3):399-404.
  9. ↑ F. Ameghino. 1904. Nuevas especies de mamíferos, cretáceos y terciarios de la República Argentina. Anales de la Sociedad Cientifica Argentina 56–58:1-142