Polietnicidade

Exemplo de polietnicidade na cidade de Nova York

Polietnicidade, também chamada de plurietnicidade ou multietnicidade (dos prefixos poli-, pluri-, multi-/ todos designando pluralidade), refere-se a fenômenos culturais específicos que são caracterizados pela proximidade social e interação mútua de pessoas de diferentes origens étnicas, dentro de um país ou de uma região geográfica específica.[1] Os mesmos termos também podem se referir a capacidade e vontade dos indivíduos de se identificarem com múltiplas etnias. Isso tende a acontecer quando várias etnias habitam uma mesma área, especialmente em razão de imigração, casamento, comércio, conquista e divisões de terras em períodos de pós-guerra - refugiados.[2][3][4][5] Isso teve importantes implicações políticas e sociais nos países e regiões.[6][7]

Muitos países, se não todos os países do mundo, têm algum grau relevante de polietnicidade, tais como a Nigéria e o Canadá que possuem níveis altos de polietnicidade e países como o Japão e a Polônia que têm níveis muito baixos (e, mais especificamente, um sentido de homogeneidade étnica).[8][9][10][11] O grau de polietnicidade predominante, em alguns países ocidentais, tem estimulado alguns argumentos contra ela, que incluem a crença de que isso levaria ao enfraquecimento de cada sociedade, pontos fortes, e também uma crença de que as política públicas etnicamente orientadas, em países com alto grau de polietnicidade, seriam melhor solucionadas com leis diferentes para cada etnia, de forma diferenciada.[12][13]

Referências

  1. ↑ McNeil 1985, page 85
  2. ↑ Arabandi 2000, Online
  3. ↑ «Refugiados da Segunda Guerra Mundial e os Direitos Humanos | DIVERSITAS». diversitas.fflch.usp.br. Consultado em 10 de março de 2021
  4. ↑ Smith 1998, page 190
  5. ↑ Smith 1998, page 200
  6. ↑ Benhabib 1996, pages 154–155
  7. ↑ Safran 2000, Introduction
  8. ↑ U.S. Census Bureau
  9. ↑ Thomson 2000, pages 213-215
  10. ↑ Burgess 2007, Online
  11. ↑ Safran 2000, pages 1-2
  12. ↑ Robertson 1992, pages 1-10
  13. ↑ Thomson 2000, pages 214–215

Bibliografia

  • Arabandi, Bhavani (2007). George Ritzer (ed.). Blackwell Encyclopedia of Sociology: Polyethnicity. Blackwell Publishing. ISBN 1-4051-2433-4.
  • Benhabib, Seyla (1996). Democracy and difference: contesting the boundaries of the political. Princeton University Press. ISBN 0-691-04478-3.
  • Burgess, Chris (March 2007). "Multicultural Japan remains a pipe dream". Japan Times. Retrieved 2009-11-22.
  • McNeill, William H. (1985). Polyethnicity and National Unity in World History. Toronto: University of Toronto Press. ISBN 0-8020-6643-7.
  • Robertson, Wilmot (1992). The Ethnostate. Cape Canaveral, FL: Howard Allen Enterprises, Inc. ISBN 0-914576-22-4.
  • Safran, William. (2000). Routledge Studies in Nationalism and Ethnicity. Disponível em <https://www.routledge.com/Routledge-Studies-in-Nationalism-and-Ethnicity/book-series/NE?pd=published,forthcoming&pg=1&pp=12&so=pub&view=list?pd=published,forthcoming&pg=1&pp=12&so=pub&view=list>. Acesso em: 10/03/2021.
  • Smith, Anthony D. (1998). Nationalism and modernism. Routledge. ISBN 0-415-06341-8.
  • Thomson, Dennis L (2000). Identity and Territorial Autonomy in Plural Societies: "The Political Demands of Isolated Indian Bands in British Columbia". Routledge. ISBN 0-7146-5027-7.
  • United States Census Bureau. "Table 52—Languages Spoken at Home by Language: 2006" (PDF). Statistical Abstract of the United States 2009. U.S. Census Bureau. Retrieved 2009-10-11.