Porcelana Arita

Porcelana Arita (有 田焼, Arita-yaki) é um termo amplo para a porcelana japonesa feita na área ao redor da cidade de Arita, na antiga província de Hizen, no noroeste de Kyūshū[1] durante o início do período Edo (1600 – 1868).[2] As porcelanas de Arita são frequentemente decoradas em vermelho-marrom, azul-verde, amarelo, azul e ouro, ostentando desenhos tipicamente japoneses e formas geométricas.[3]

História

Prato da porcelana de Arita com o sub-esmlate azul, com desenho de um rio, córregos e folhas de bordo, c. 1650-1670, período Edo.

De acordo com a tradição, o oleiro coreano Yi Sam-pyeong, ou Kanagae Sanbee (金 ヶ江三兵衛),[2] é muitas vezes considerado o pai da porcelana Arita.[4][5] Esta narrativa é, porém, contestada por muitos historiadores.[6][7]

Sakaida Kakiemon aperfeiçoou o estilo de Ri Sampei após 1640, produzindo porcelanas coloridas de várias cores que foram largamente exportadas para a Europa pelos mercadores holandeses de Nagasaki. Entretanto, no final do século XVIII a produção em massa levou a uma queda da qualidade dessas porcelanas.[3]

A primeira porcelana feita no Japão seguiu a descoberta da argila de porcelana perto de Arita no final do século XVI. Uma série de fornos abriu-se na área e uma variedade considerável de estilos foi feita. A porcelana japonesa de exportação destinada à Europa usava geralmente formas ocidentais e decoração chinesa.[8][5]

A porcelana de Arita era originalmente chamada "Porcelana de Imari", porque era exportada através do porto de Imari. Durante o período Meiji (1868 – 1912) a porcelana era produzida por todo o país, então a necessidade de distinguir a porcelana de Arita das outras levaram ao uso do nome "Porcelana de Arita"; como resultado, os nomes Imari e Arita foram usados indistintamente. No Ocidente, a porcelana de Arita era conhecida por vários nomes, incluindo Imari, Amaru, Japão Antigo e Kakiemon.[2] A porcelana era produzida em grandes quantidades, tanto para exportação para o Sudeste Asiático e para a Europa, via Holanda, quanto para uso pela nobreza e mercadores.[9]

Atualidade

Arita e o porto próximo de Imari ainda estão fortemente ligados com a fabricação e exportação de porcelana japonesa, e Izumiyama é agora uma grande pedreira. Sua porcelana mais fina está esgotada, embora novos depósitos sejam encontrados ao redor da região.[10]

Galeria

Referências

  1. ↑ William E. Deal (2005). Handbook to Life in Medieval and Early Modern Japan. Infobase Publishing. p. 299. ISBN 978-0-8160-7485-3.
  2. 1 2 3 Gordon Campbell (2006). The Grove Encyclopedia of Decorative Arts. Oxford University Press. p. 29. ISBN 978-0-19-518948-3. (em inglês)
  3. 1 2 LOUIS FREDERIC; ALVARO DAVID HWANG. O Japão - Dicionário e Civilização. GLOBO. p. 82. ISBN 978-85-250-4616-1.
  4. ↑ «Arita, Imari and Karatsu. Explore the villages of ceramics. | JAPAN Monthly Web Magazine». Japan-magazine.jnto.go.jp. Consultado em 8 de novembro de 2016 (em japonês)
  5. 1 2 Larking, Matthew (21 de maio de 2016). «Arita ware: Traditional Japanese porcelain has an international history». The Japan Times. Consultado em 13 de setembro de 2016
  6. ↑ Komiya Kiyora 小宮木代良, "tōso" gensetsu no rekishiteki zentei 「陶祖」言説の歴史的前提, Nitchō kōryū to sōkoku no rekisi 日朝交流と相克の歴史, pp. 363-381, 2009. (em japonês)
  7. ↑ Komiya Kiyora 小宮木代良, "tōso" gensetsu no seiritsu to tenkai 「陶祖」言説の成立と展開 (The origins and expansion of the story of Touso, the first ceramist), Kyūshū Shigaku 九州史学, No. 153, pp. 49-74, 2009. (em japonês)
  8. ↑ «Japan Pottery Net / Ceramics's profile | Arita Ware». Japanpotterynet.com. Consultado em 13 de setembro de 2016
  9. ↑ Sir Hugh Cortazzi (2016). Modern Japan: A Concise Survey. Springer. p. 25. ISBN 978-1-349-22971-0.
  10. ↑ Caroline Whyman (1994). The Complete Potter: Porcelain. University of Pennsylvania Press. p. 13. ISBN 0-8122-3300-X. (em inglês)

Bibliografia

Ligações externas